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Cidadania sai em defesa do PT e repudia ataques de líderes evangélicos

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Presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, o pastor José Wellington Bezerra da Costa Júnior associou o PT ao
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Presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, o pastor José Wellington Bezerra da Costa Júnior associou o PT ao “inferno”, durante evento da organização

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, divulgou nota nesta sexta-feira em solidariedade ao PT e em repúdio ao “fundamentalismo religioso”. A manifestação veio depois de o presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), o pastor José Wellington Bezerra da Costa Júnior, afirmar que o ex-presidente Lula (PT) e candidatos petistas não devem ser recebidos nas igrejas ligadas à organização. A declaração foi compartilhada, em vídeo, pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL), líder da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara. No registro, o partido de Lula é associado ao “inferno”.

Na manifestação, assinada por Freire, o Cidadania “alerta para a cada vez mais beligerante posição de alguns pastores que, longe de representar o que pensa o diverso grupo de evangélicos brasileiros, vêm perpetrando ataques reiterados ao Estado Laico, à democracia e, em especial, ao Partido dos Trabalhadores, com o qual são conhecidas as nossas divergências”.

A nota classifica também como “fundamentalista e totalitária” a postura “de alguns líderes que estão mais devotados à causa própria que à fé que dizem professar”, além de citar o escândalo de corrupção no MEC, em que dois pastores são acusados de fazer lobby para destravar recursos do ministério, em troca de propina. Ainda segundo o documento, a postura dessas lideranças religiosas atenta “contra a laicidade, a democracia e a Constituição, que lhes garante a liberdade de culto, ao lançar sobre o partido o anátema do inimigo”.

“Concorde-se ou discorde-se de suas posições, o PT é parte da institucionalidade nacional. A democracia e o debate político comportam apenas adversários. Qual o próximo passo dos fundamentalistas? Reeditar uma Santa Inquisição e queimar na fogueira todos aqueles de que discordam? O país não é uma República teocrática nem os brasileiros que eles pensam liderar desejam isso”, diz trecho da manifestação, que pede uma reação da comunidade evangélica “contra esse visão torta da religião”.

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Apesar do aceno ao PT, no entanto, o Cidadania tem participado das tratativas em conjunto com o MDB e o PSDB, que buscam um acordo para uma candidatura única de terceira via. Nos últimos dias, no entanto, as negociações enfraqueceram com a saída do União Brasil, que decidiu lançar uma ‘chapa pura’ encabeçada pelo presidente da legenda, Luciano Bivar. A sigla de Roberto Freire, inclusive, havia aprovado federação com os tucanos no início do ano, o que ainda não foi formalizado.

‘É laço do diabo!’

Aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), Sóstenes compartilhou o registro em questão na noite de terça-feira e pediu a seus seguidores que divulgassem o conteúdo. No vídeo, o pastor José Wellington Bezerra da Costa Júnior diz lamentar que alguns pastores tentam levar a igrejas da convenção candidatos petistas e compara o partido ao “inferno”.

“Não cabe, irmão. O inferno não tem como entrar no lugar santo. Aqui é santo! É bom que nos conscientizemos disso, nos preparemos porque você que é pastor de igreja pode ser procurado sorrateiramente. ‘Não, é só uma visita’. Não, é laço, é laço do diabo. Nossa igreja tem o seu perfil, tem a sua posição”, diz o líder evangélico, em trecho de sua fala.

Apesar da determinação do pastor, porém, as orientações da convenção não têm que ser seguidas, necessariamente, pelas igrejas da denominação. Isso acontece porque as Assembleias de Deus têm comando, em geral, descentralizado. Um de seus principais líderes, o pastor Silas Malafaia, que comanda o ministério Vitória em Cristo, por exemplo, não é alinhado com o grupo.

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No mesmo evento, em seguida, a fala foi reiterada pelo pastor José Welligton Bezerra da Costa, pai do presidente da CGADB. Ele chamou o PT de “partido das trevas” e lembrou de uma frase dita por Lula recentemente, em que o ex-presidente petista diz ser favorável ao tratamento do aborto como uma questão de saúde pública.

Em suas redes sociais, o presidente da Frente Parlamentar Evangélica frequentemente compartilha publicações contrárias ao PT, o que também acontece com outros líderes evangélicos ligados ao governo, como Malafaia, o deputado Marco Feliciano (PL-SP) e o ex-senador Magno Malta.

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POLÍTICA NACIONAL

Ao lado de Collor, Bolsonaro critica “velha política brasileira”

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Bolsonaro e Collor em evento no interior de Sergipe
Reprodução / Youtube – 17.05.2022

Bolsonaro e Collor em evento no interior de Sergipe

Em evento na cidade de Propriá, no interior de Sergipe, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que o Brasil está se libertando da “velha política”. O mandatário estava no palanque cercado de aliados do Centrão, além do senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB) , nesta terça-feira (17).

Ao citar os parlamentares que estavam no palco com ele, Bolsonaro se referiu a Collor como um “grande aliado no Parlamento brasileiro” e criticou a “velha política: “Vejo cada vez mais o interesse de vocês pelo destino da nação e se libertando cada vez mais da velha política brasileira”, afirmou o chefe do Executivo ao público.

Desde os primeiros meses da pandemia de Covid-19, o  mandatário se alinhou mais ao bloco do Centrão e, no evento de inauguração do trecho de 40 quilômetros de duplicação na rodovia BR-101 desta terça, apareceu cercado por políticos que poderiam compor a “velha política” criticada por ele.

Desde 2020,  Bolsonaro também começou a fazer acenos a Collor em um gesto simbólico de aproximação à chamada “velha política” , dizendo que o ex-presidente é “um homem que luta pelo interesse do Brasil e em especial do seu estado”.

Hoje, em discurso, o presidente também fez críticas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e disse que seu governo quer colocar um “fim” ao agrupamento.

“Botamos um fim no movimento do MST, porque quando passamos a titular terras eles conseguiram a sua independência e a sua liberdade. Demos dignidade ao homem do campo. Hoje o antigo assentado é proprietário da sua terra e parceiro do fazendeiro ao seu lado, não mais pratica atos de invasão”, afirmou.

Bolsonaro também disse que a democracia será preservada, independentemente dos meios que “tenhamos que usar” para que isso aconteça. “A garantia de que a nossa democracia será preservada. Não interessa os meios que por ventura tenhamos que usar, a nossa democracia e a nossa liberdade são inegociáveis”, disse.

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POLÍTICA NACIONAL

Fachin diz que Brasil não admite ‘aventuras autoritárias’

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Fachin afirmou que o mundo observa com atenção o processo eleitoral brasileiro
Abdias Pinheiro/SECOM/TSE

Fachin afirmou que o mundo observa com atenção o processo eleitoral brasileiro

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (17) que agressões às instituições democráticas, como a que ocorreu no Capitólio dos Estados Unidos, devem servir como um alerta, e que a “possibilidade de regressão” já se infiltrou no ambiente nacional.

“A estapafúrdia invasão do Capitólio, em Washington, em 6 de janeiro do ano passado; os reiterados ataques sofridos pelo Instituto Nacional Eleitoral do México; as ameaças, inclusive de morte, sofridas pelas autoridades eleitorais peruanas no contexto das últimas eleições presidenciais — são exemplos do cenário externo de agressões às instituições democráticas, que não nos pode ser alheio. É um alerta para a possibilidade de regressão a que estamos sujeitos e que pode infiltrar-se em nosso ambiente nacional — na verdade, já o fez”, disse Fachin.

O ministro falou durante a abertura da palestra do diretor para a América Latina e Caribe do Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (Idea Internacional), Daniel Zovatto, realizada no TSE. Na plateia da palestra estavam os ministros Mauro Campbell Marques, corregedor da Justiça Eleitoral, Carlos Horbach, Sérgio Banhos e Maria Cláudia Bucchianeri, além do embaixador da Espanha no Brasil.

Segundo Fachin, o mundo observa com atenção o processo eleitoral brasileiro e anunciou que pretende contar com mais de 100 observadores internacionais durante as eleições de outubro, entre as seis missões internacionais já convidadas pelo TSE, como a Organização dos Estados Americanos (OEA); o Parlamento do Mercosul; a Rede Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP); a União Interamericana de Organismos Eleitorais (UNIORE); o Centro Carter; a Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais (IFES); e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral, e observadores visitantes.

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“Somos, hoje, uma vitrine para os analistas internacionais, e cabe à sociedade brasileira garantir que levaremos aos nossos vizinhos uma mensagem de estabilidade, de paz e segurança, e de que o Brasil não mais aquiesce a aventuras autoritárias”, afirmou.

Ainda de acordo com o presidente do TSE, em parceria com o Idea, a Corte irá coordenar a vinda ao Brasil, antes e durante as eleições, não apenas desses organismos observadores, mas de diversas autoridades europeias e de outros continentes que tenham interesse em acompanhar de perto o processo eleitoral brasileiro.

No mês passado, um convite feito pelo TSE à União Europeia esbarrou em uma negativa por parte do Itamaraty e acabou sendo suspenso. O recuo ocorreu após representantes diplomáticos do governo de Jair Bolsonaro apontarem resistência à medida. Em nota divulgada no mês passado, o Ministério das Relações Exteriores apontou não “ser tradição do Brasil ser avaliado por organização internacional da qual não faz parte”.

O TSE vive um momento de tensão com o presidente Jair Bolsonaro, que costuma colocar em dúvida a lisura do processo eleitoral no país. Por mais de uma vez, o presidente já afirmou que houve fraude nas eleições de 2018, quando foi eleito, mas sem nunca ter apresentado qualquer prova.

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