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POLÍTICA NACIONAL

Apenas três ministros seguem no cargo desde o início do governo

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Paulo Guedes, ministro da Economia, está entre os três ministros que permaneceram no cargo desde o início do governo Bolsonaro
Reprodução: Flickr – 11/05/2022

Paulo Guedes, ministro da Economia, está entre os três ministros que permaneceram no cargo desde o início do governo Bolsonaro

Após a demissão nesta quarta-feira do almirante Bento Albuquerque da pasta de Minas e Energia, apenas três ministros que tomaram posse no início do  governo Jair Bolsonaro permanecem em seus cargos: Paulo Guedes (Economia), general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União).

Os dois primeiros estão com Bolsonaro desde a campanha. Já Rosário, que já estava à frente da CGU no governo Michel Temer, seguiu no posto e ganhou a confiança do titular do Palácio do Planalto.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tomou posse como ministro em 2019, mas no caso dele foi a instituição que perdeu o status de ministério. Por outro lado, a autoridade monetária ganhou novo status de independência, e o cargo não vai mais ser diretamente ligado aos mandatos presidenciais, pois seu titular terá mandatos fixos.

Todos os demais ministros deixaram o governo em meio à crise ou, mais recentemente, para ficarem disponíveis para disputar as eleições em outubro. No final de março, dez ministros saíram do governo para serem candidatos, entre eles o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, cotado como vice de Bolsonaro na chapa para a reeleição.

As pastas com o maior número de trocas foram a Educação e a Secretaria-Geral. O MEC já está em seu quinto ministro. Victor Godoy assumiu a pasta após a demissão do ex-ministro Milton Ribeiro em meio a suspeitas da atuação de pastores lobistas no MEC, no final de março. Antes lideraram a pasta Ricardo Vélez, Abraham Weintraub e, nomeado mas sem tomar posse, Carlos Decotelli.

Leia mais:  Flávio Bolsonaro diz que TSE 'não está preocupado com a democracia'

A Secretaria-Geral também já teve cinco ministros diferentes. Foi na pasta que ocorreu a primeira demissão do governo. Coordenador da campanha de Bolsonaro, o advogado Gustavo Bebianno foi exonerado após apenas 48 dias de governo devido a uma crise envolvendo o filho do presidente e vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Depois dele passaram pelo ministério, o general Floriano Peixoto, o atual ministro do Tribunal de Contas da União, Jorge Oliveira e o ex-ministro e deputado Onyx Lorenzoni (PL-RS). Atualmente, a Secretaria-Geral da Presidência é chefiada pelo ministro Luiz Eduardo Ramos.

Outras trocas significativas ocorreram na Saúde em meio à pandemia da Covid-19. Luiz Henrique Mandetta deixou o governo em abril em 16 de abril de 2020 após divergências como o presidente Bolsonaro sobre o enfrentamento à crise sanitária. Mandetta foi substituído pelo médico Nelson Teich, que pediu demissão antes de completar um mês no cargo.

O general Eduardo Pazuello, então secretário-executivo da pasta, assumiu o ministério interinamente, mas depois foi efetivado. Pressionado pelo Centrão alto número de mortes causadas pela Covid-19, Pazuello deixou a Saúde em março de 2021. Desde então, a Saúde é comandada pelo ministro Marcelo Queiroga.

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POLÍTICA NACIONAL

‘É provável que eu seja candidato ao Senado por São Paulo’, diz Moro

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Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública
Rafael Cautella/Lide Ribeirão Preto

Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública

O ex-ministro  Sergio Moro declarou ser “provável” uma candidatura ao Senado por São Paulo. Filiado ao União Brasil desde março, o ex-juiz da Lava-Jato ainda precisa garantir apoio de sua nova legenda à empreitada. 

Dirigentes do União Brasil preferem vê-lo como candidato a deputado federal, pela possibilidade de ser um puxador de votos que ajude a levar mais parlamentares da legenda para a Câmara dos Deputados.

Moro não descarta a possibilidade, mas deixou claro ontem preferir concorrer ao Senado.

“Estou hoje em São Paulo e estou construindo aqui um espaço. Isso tem que ser construído, evidentemente, dentro do partido. Mas é possível, provável, que eu seja candidato ao Senado por São Paulo, mas isso ainda está em construção”, afirmou o ex-juiz em entrevista à webradio Insuperável, admitindo concorrer a outro cargo. “Posso ser também candidato a uma outra posição.”

Moro tinha a pretensão inicial de se lançar ao Palácio do Planalto, mas teve de abrir mão do plano quando trocou o Podemos pelo União Brasil. Ao chegar ao novo partido, trazido pelas mãos do presidente da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PE), Moro enfrentou resistência de diversas alas partidárias. Agora, o próprio Bivar se lançou como candidato do União Brasil ao Planalto.

Moro, então, passou a cogitar uma candidatura ao Legislativo. Uma candidatura ao Senado, porém, também enfrenta resistência de algumas lideranças do União Brasil, entre elas o deputado estadual Milton Leite (SP), principal cacique da sigla no estado.

Se conseguir o aval do União Brasil para se lançar ao Senado, Moro precisará ainda de um acordo com o o governador paulista, Rodrigo Garcia (PSDB), a cuja reeleição o União já firmou apoio.


Enquanto ainda busca decidir a qual cargo se candidatar, Moro convive com uma contestação do Ministério Público sobre sua transferência de domicílio eleitoral do Paraná para São Paulo, realizada menos de três meses após sua mudança para a capital paulista. 

Porém, uma jurisprudência do TSE estabelece que o domicílio eleitoral também ocorre pela constituição de “vínculos políticos, econômicos, sociais ou familiares”. Durante a semana, o ex-ministro rebateu:

“A todo momento surge um fato novo para tentar intimidar uma possível candidatura minha. A bola da vez é meu domicílio eleitoral. É sério que essa é a discussão?”

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‘É provável que eu seja candidato ao Senado por São Paulo’, diz Moro

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Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública
Rafael Cautella/Lide Ribeirão Preto

Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública

O ex-ministro Sergio Moro declarou ser “provável” uma candidatura ao Senado por São Paulo. Filiado ao União Brasil desde março, o ex-juiz da Lava-Jato ainda precisa garantir apoio de sua nova legenda à empreitada. 

Dirigentes do União Brasil preferem vê-lo como candidato a deputado federal, pela possibilidade de ser um puxador de votos que ajude a levar mais parlamentares da legenda para a Câmara dos Deputados.

Moro não descarta a possibilidade, mas deixou claro ontem preferir concorrer ao Senado.

“Estou hoje em São Paulo e estou construindo aqui um espaço. Isso tem que ser construído, evidentemente, dentro do partido. Mas é possível, provável, que eu seja candidato ao Senado por São Paulo, mas isso ainda está em construção”, afirmou o ex-juiz em entrevista à webradio Insuperável, admitindo concorrer a outro cargo. “Posso ser também candidato a uma outra posição.”

Moro tinha a pretensão inicial de se lançar ao Palácio do Planalto, mas teve de abrir mão do plano quando trocou o Podemos pelo União Brasil. Ao chegar ao novo partido, trazido pelas mãos do presidente da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PE), Moro enfrentou resistência de diversas alas partidárias. Agora, o próprio Bivar se lançou como candidato do União Brasil ao Planalto.

Moro, então, passou a cogitar uma candidatura ao Legislativo. Uma candidatura ao Senado, porém, também enfrenta resistência de algumas lideranças do União Brasil, entre elas o deputado estadual Milton Leite (SP), principal cacique da sigla no estado.

Se conseguir o aval do União Brasil para se lançar ao Senado, Moro precisará ainda de um acordo com o o governador paulista, Rodrigo Garcia (PSDB), a cuja reeleição o União já firmou apoio.

Leia mais:  Em reunião, PSDB eleva pressão para Doria desistir de candidatura

Enquanto ainda busca decidir a qual cargo se candidatar, Moro convive com uma contestação do Ministério Público sobre sua transferência de domicílio eleitoral do Paraná para São Paulo, realizada menos de três meses após sua mudança para a capital paulista. 

Porém, uma jurisprudência do TSE estabelece que o domicílio eleitoral também ocorre pela constituição de “vínculos políticos, econômicos, sociais ou familiares”. Durante a semana, o ex-ministro rebateu:

“A todo momento surge um fato novo para tentar intimidar uma possível candidatura minha. A bola da vez é meu domicílio eleitoral. É sério que essa é a discussão?”

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