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POLÍTICA NACIONAL

Campanha de Lula ainda não engata no digital e preocupa aliados

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Aliados de Lula cobra mais presença do pré-candidato em redes sociais, principalmente em aplicativos de mensagens
Reprodução/Facebook Lula – 19.01.2022

Aliados de Lula cobra mais presença do pré-candidato em redes sociais, principalmente em aplicativos de mensagens

“Acho que os grupos lulistas não deveriam fechar após as 18h e fins de semana. (…) os bolsonaristas já estão trabalhando a 1.000 por hora, atacando e colocando fake news em todas as mídias sociais sete dias por semana, 24 horas por dia”.

O alerta foi feito pela participante de um dos grupos de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no WhatsApp e reflete uma preocupação também de dirigentes do PT.

Desde a eleição presidencial de 2018, o partido tenta encontrar uma forma de ter uma comunicação mais efetiva nas redes. A direção da legenda atribui a derrota para Jair Bolsonaro naquela disputa ao uso, por parte do adversário, de ferramentas de comunicação digital, principalmente o WhatsApp, com propagação de notícias falsas.

A necessidade de “bombar nas redes” também é uma novidade para Lula. Na última vez em que o ex-presidente participou de uma eleição, em 2006, a disputa política na internet ainda era incipiente. O próprio líder petista ainda vive no mundo analógico. Lula não tem celular e usa o aparelho de auxiliares para suas conversas. Também se queixa constantemente de ver “companheiros” olhando para telas durante reuniões.

Com a sua falta de intimidade com o universo digital, Lula pouco opina sobre as estratégias nesse campo. O “gabinete” do ex-presidente nas redes é tocado pelo jornalista José Chrispiniano, seu assessor há mais de uma década, e pela tecnóloga Brunna Rosa, ligada ao ex-ministro Franklin Martins.

Até a semana passada, eles se reportavam a Franklin, que está deixando a coordenação da pré-campanha após embates com a cúpula do PT. Um dos fatores de desgaste ocorreu porque o ex-ministro se recusava a compartilhar com a direção partidária relatórios de uma empresa de monitoramento das redes com a alegação que a informação era estratégica.

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A expectativa é que a área passe por mudanças com a chegada do novo marqueteiro Sidônio Palmeira e de um novo coordenador de comunicação. Os mais cotados para o posto são o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, e o deputado Rui Falcão (SP), ex-presidente do PT.

Lula passou a intensificar a sua participação nas redes sociais após a recuperação de seus direitos políticos, em março do ano passado, por causa da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de anular as condenações na operação Lava-Jato.

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No mês passado, foi lançado pela pré-campanha o portal “Lulaverso”, voltado ao público jovem. Há grupos de WhatsApp e Telegram vinculados ao site e vídeos produzidos para o TikTok.

Na primeira semana, o WhatsApp suspendeu, de forma temporária, alguns administradores petistas por causa da movimentação intensa dos grupos na rede.

Chama a atenção o fato de que os grupos do Lulaverso só permitirem postagens nos dias de semana, entre 14h e 18h. Esse era queixa da apoiadora do petista citada no começo desta reportagem. Para especialistas, a limitação de horário dificulta o engajamento porque inibe textos com espontaneidade.

David Nemer, professor do Departamento de Estudos de Mídia da Universidade da Virgínia, avalia que a esquerda precisa encontrar uma forma de se comunicar com os jovens pelas redes.

“O bolsonarismo dissemina desinformação e discurso de ódio. Esse conteúdo gera mais engajamento nas redes. É uma competição injusta, mas isso não quer dizer que o outro lado não precise se reinventar dentro das regras, porque está perdendo espaço”, afirma o professor.

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Óculos da moda

Nos últimos dias, Lula conseguiu aumentar os seus seguidores no Instagram com uma foto usando óculos Juliet, item popular nas periferias, em encontro com jovens na Favela de Heliópolis, em São Paulo. Também posou ao lado da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Segundo o professor Fábio Malini, da Universidade Federal do Espírito Santo, foram 328 mil novos seguidores em dez dias, contra 100 mil de Bolsonaro. O presidente, no entanto, ainda tem larga vantagem nessa rede social, com 19,7 milhões de seguidores ante 4,8 milhões do petista.

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POLÍTICA NACIONAL

Aliados de Doria dizem que não vão aceitar nome de Tebet para 3ª via

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Ex-governador João Doria perdeu espaço para Tebet na terceira via
Rovena Rosa/Agência Brasil – 17/06/2019

Ex-governador João Doria perdeu espaço para Tebet na terceira via

Aliados do ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reagiram às informações de que a senadora Simone Tebet (MDB-MS) foi escolhida pelo MDB, Cidadania e pelo seu próprio partido para encabeçar a chapa da terceira via . O grupo de Doria disse que não vai aceitar a decisão e voltou a sinalizar com a possibilidade de judicialização , caso não haja respeito ao  resultado das prévias presidenciais — eleição interna vencida pelo paulista em dezembro.

O acordo firmado entre MDB, PSDB e Cidadania previa que o candidato do centro democrático seria escolhido com base em pesquisas quantitativa e qualitativa feitas no último fim de semana pelo professor Paulo Guimarães. O combinado era que o resultado do levantamento seria divulgado nesta quarta-feira, o que não ocorreu.

Estrategistas de Doria afirmaram que o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, sequer comunicou o paulista sobre os resultados e tampouco forneceu acesso ao levantamento . Especializado em direito eleitoral, o advogado Arthur Rollo, que representa Doria, voltou a dizer que o resultado das prévias , cuja decisão foi tomada por mais de 17 mil filiados tucanos, está acima de qualquer decisão de aliança da terceira via. A defesa de Doria se respalda num artigo do estatuto tucano que garante a convenção partidária como o momento certo para homologar a candidatura do vencedor das primárias.

Para Rollo, os dirigentes de MDB, PSDB e Cidadania não têm competência para decidir lançar Tebet como cabeça de chapa.

“Eles (Baleia Rossi, Bruno Araújo e Roberto Freire) não têm poder para tomar essa decisão.”

Marqueteiro experiente em campanhas políticas, Lula Guimarães, que trabalha com Doria, demonstrou indignação e cobrou que os dados sejam mostrados. Desde que o parâmetro de pesquisa foi adotado para que os partidos de centro apontassem um nome para encabeçar a chapa do centro democrático, diversas lideranças do PSDB denunciaram que a medida seria uma forma de tentar rifar Doria da disputa com base em sua rejeição, que é a maior que a da emedebista nas pesquisas de opinião, já que ela é pouco conhecida do eleitorado. Guimarães, no entanto, contesta essa tese:

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“Nenhuma das pesquisas divulgadas regularmente dão alguma vantagem para Simone Tebet em relação a João Doria. Nem o critério de rejeição se sustenta, já que proporcionalmente a senadora é mais rejeitada que o governador”, afirma Guimarães.

O marqueteiro ainda foi além e disse que uma hipótese de substituição de Doria por Tebet como cabeça de chapa “seria um equívoco histórico”. Para Guimarães, Doria tem mais experiência e ativos políticos a apresentar ao eleitorado do que a senadora. Ele citou o exemplo do legado vacina Coronavac contra a Covid-19:

“João tem o que mostrar numa campanha que compete com dois presidentes porque esteve no comando do executivo. O que a senadora Simone tem para mostrar ao eleitor além de intenções? João tem uma obra concreta que se materializa com o fato de ter trazido a vacina contra a Covid-19 para os brasileiros, por exemplo, entre outras. Logo, não há o que justifique a escolha da senadora. Seria um equívoco histórico.”

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POLÍTICA NACIONAL

PSDB, MDB e Cidadania concluem que Tebet é mais viável para 3ª via

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Simone Tebet diz que sua decisão não depende dos planos de Doria
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 22/10/2019

Simone Tebet diz que sua decisão não depende dos planos de Doria

Em reunião a portas fechadas, os presidentes do PSDB, MDB e Cidadania chegaram à conclusão nesta quarta-feira que a senadora Simone Tebet (MDB-MS) é mais viável eleitoralmente do que o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) . Os três dirigentes — Bruno Araújo (PSDB), Baleia Rossi (MDB) e Roberto Freire (Cidadania) — analisaram os dados de uma pesquisa encomendada pelas três siglas e combinaram de levar o nome da parlamentar para ser referendado pela Executiva dos três partidos na próxima terça-feira .

No encontro ocorrido na sede do Cidadania, em Brasília, o professor Paulo Guimãres, do instituto que leva o nome dele, apresentou os resultados do levantamento contratado para verificar quem seria o candidato mais viável para disputar o Planalto neste ano — Tebet ou Doria. Segundo políticos que participaram da reunião e não quiseram se identificar, o levantamento apontou a senadora como a favorita por ter uma  rejeição menor e ter mais potencial de crescimento.

O levantamento também verificou que a senadora é vista como alguém mais pacificador e menos agressivo, o que lhe daria mais condições de romper a polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) — os dois lideram as pesquisas eleitorais até agora . Ao GLOBO, Guimarães afirmou que Doria apareceu com uma rejeição “monstruosa”, assim como Lula e Bolsonaro. A pesquisa ouviu mais de 2.000 pessoas pelo Brasil no último fim de semana e não foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na saída do encontro, os três dirigentes não quiseram anunciar oficialmente a opção por Tebet, restringindo-se a dizer que consultariam antes a Executiva de cada partido para decidir por um candidato único da terceira via .

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“Terça-feira que vem fica público uma posição dos três partidos e se os três confirmam essa posição. E a partir daí inicia-se um processo de dois candidatos postos”, afirmou Bruno Araújo. “Nós três chegamos a um consenso. Só que não somos nós que vamos decidir, não vai ser uma decisão individual minha, nem do Bruno, nem do Baleia”, completou Freire.

A hesitação se deve ao fato do ex-governador paulista dar sinais de que não está disposto a deixar o páreo e ter ameaçado recorrer à Justiça se não fosse lançado como pré-candidato do PSDB . Ele se fia no argumento jurídico de que o partido aprovou em prévias o nome dele.

Nesta terça-feira, boa parte dos dirigentes do PSDB se reuniram no diretório nacional, em Brasília, para ampliar a pressão para que Doria seja desista da corrida à Presidência. O movimento foi capitaneado por seu opositor, o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), que declarou ontem que ele está “atrapalhando” a campanha dos pré-candidatos aos governos estaduais. A Executiva tucana chegou a aprovar que o paulista fosse “convidado” para uma reunião na manhã desta quarta-feira, em Brasília. Mas ele declinou do convite.

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