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Polícia Civil publica resolução que estabelece diretrizes de comunicação institucional

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Assessoria/Polícia Civil-MT 

Para fortalecer a imagem institucional da Polícia Civil e esclarecer questões inerentes à comunicação, abrangendo da divulgação de notícias ao uso de redes sociais, o Conselho Superior de Polícia (CSP) aprovou a Resolução nº 084/2021, que dispõe sobre aspectos relacionados à área de comunicação social e publicidade no âmbito da instituição.

A resolução publicada no Diário Oficial do Estado cria o módulo Corporis dentro do Sistema Geia para armazenamento de ações relevantes da instituição, além de instituir a obrigatoriedade da utilização do Manual de Identidade Visual e Manual de Comunicação da Polícia Civil.

Prestes a completar 180 anos de história no estado, a Polícia Civil de Mato Grosso consolidou o seu nome e imagem como exemplo de esclarecimento de crimes e acolhimento de vítimas, atuando com respeito, transparência e responsabilidade nos casos investigados e demais campos em que atua.

Essa história foi construída com o trabalho de cada policial ou servidor, que dedicaram sua vida à instituição e fizeram a diferença para que a Polícia Civil de Mato Grosso se tornasse uma das mais respeitadas do país, seja em inovações na área de tecnologia, como em investigações e operações policiais.

Comunicação institucional

É responsável pelo fortalecimento da imagem de um órgão, promovendo a interação com o público interno (servidores) e externo (imprensa, sociedade em geral), buscando a uniformização dos procedimentos e métodos de divulgação de ações, com o objetivo permanente de promover os melhores resultados.

Com a evolução dos canais de comunicação e o crescimento constante das redes sociais, a padronização, o registro e a divulgação dos trabalhos institucionais passaram a ser um desafio ainda maior, uma vez que a produção e difusão de informações está cada vez mais rápida, muitas vezes deixando de observar princípios administrativos e de interesse público.

A velocidade da informação passa também pelas comunicações feita por meio de aplicativos, que em ambientes coletivos (grupos), criam registro de conteúdo (mensagem, áudios, vídeos e fotos), que em hipótese de irregularidades podem trazer riscos e prejuízos para instituição, tanto no relacionamento interpessoal de seus servidores como na imagem para sua imagem perante a sociedade.

Diante dessa nova realidade e da agilidade da comunicação, o delegado-geral Mário Dermeval, ressalta que a resolução é um novo passo que a Polícia Civil de Mato Grosso dá, com o objetivo de despertar nos policiais e demais servidores o compromisso com o fortalecimento e credibilidade da imagem da instituição.

“Após ingressar em uma das carreiras da Polícia Civil, o servidor passa a ser subordinado às regras previstas na Lei Complementar 407/2010 – Estatuto da Polícia Civil. Estamos buscando a padronização das atividades de comunicação social, da imagem e identidade visual, aplicada em diversos aspectos como em entrevistas, divulgação de informações, divulgações em redes sociais e aplicativos de mensagens, pautado na ética, respeito, seriedade e lealdade institucional”, frisou.

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Identidade visual

O nome da instituição, Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, assim como a bandeira, o brasão e hino são considerados patrimônios, assim como os cargos de carreira, as armas, viaturas, trajes operacionais e estrutura física das unidades.

A resolução estabelece o Manual de Identidade Visual como referência para aplicação da marca da Polícia Civil em qualquer mídia, projetos e materiais impressos ou digitais da instituição, ficando vedado o uso de qualquer outra marca figurativa criada por unidades específicas.

“Esse é um dos pontos de grande polêmica, uma vez que algumas delegacias e unidades policiais criaram brasões e logotipos próprios, que não poderão mais ser utilizados em fachadas, uniformes ou qualquer outro material produzido para divulgação dos trabalhos institucionais”, explicou a diretora de Execução Estratégica, Daniela Maidel.

Asscom

Assumindo um papel fundamental na Resolução com nível de assessoramento superior, a Assessoria de Comunicação (Asscom) é a responsável por manter o estreito relacionamento com os meios de comunicação, pela elaboração de textos e notas oficiais divulgados pela instituição, além de promover a identidade da Polícia Civil por meio de ações, campanhas publicitárias, marketing e endomarketing.

Desta forma, as ações, operações e outros trabalhos desenvolvidos no âmbito da Polícia Civil devem ser previamente comunicadas à Asscom, promovendo a integração institucional, comprometimento com o trabalho da instituição e a padronização das informações.

As entrevistas serão realizadas pela autoridade policial que estiver presidindo a investigação/ação/operação policial, ou pelo superior hierárquico em âmbito regional/nacional. Entrevistas sobre assuntos técnicos e que envolvam a gestão serão realizadas pelo delegado-geral, ou quem por ele for designado. Em toda publicação, divulgação e entrevistas deverá ser feita menção aos órgãos, parceiros e demais colaboradores que contribuíram para o desenvolvimento/deflagração/promoção da ação.

O delegado-geral adjunto, Gianmarco Paccola Capoani, destaca ainda a atuação da Asscom junto à Diretoria de Inteligência em situações de prevenção e contingenciamento de crises. “É importante essa percepção de atuar antes mesmo que algo possa prejudicar a imagem da instituição injustamente e por isso a Diretoria de Inteligência deve assessorar a equipe da Asscom com o objetivo de prevenir, minimizar ou neutralizar potenciais ações adversas”, pontuou.

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Módulo Corporis

Para o registro de operações e ações institucionais, a resolução traz a criação e obrigatoriedade de uso do Módulo Corporis, que será implantando no Sistema Geia com a finalidade de armazenar e organizar fotografias, vídeos e demais informações Polícia Civil. Neste módulo ficarão registradas todas as entregas, sejam de ações físicas, tecnológicas e investigativas, da Polícia Civil, que poderão ser acessadas com maior facilidade, garantindo a manutenção dos dados e história da instituição.

Os registros na área de infraestrutura e tecnologia ficarão a cargo da Diretoria de Execução Estratégica; a área de capacitação sob reponsabilidade da Academia de Polícia (Acadepol) e as operações e ações policiais serão inseridas pelas diretorias das respectivas unidades (Interior, Metropolitana e Execução Estratégica); projetos sociais pela Coordenadoria de Polícia Comunitária e ações de eficiência administrativa serão inseridas pela Diretoria-Geral adjunta.

Redes sociais e aplicativos

Tratando de um dos aspectos mais atuais, a Resolução nº 084/2021 CSPJC-MT prevê como livre a criação de perfis em redes sociais particulares, porém, se o servidor fizer referência à instituição em sua rede pessoal, incluindo a menção ao cargo ocupado em seus dados pessoais e conteúdo publicado no perfil, as publicações deverão ser compatíveis às diretrizes previstas.

Em caso de publicações que possam causar prejuízos a imagem institucional, será solicitado que o policial faça a supressão da publicação que fizer referência à instituição ou de outra postagem que contenha manifestações incompatíveis com os interesses institucionais. Publicações particulares que descumprirem a Lei Complementar 407/2010 serão passíveis de apuração por parte da Corregedoria Geral.

A resolução também faz a previsão quanto aos perfis criados pelas unidades da Polícia Civil, sendo permitidos os perfis: o oficial da Polícia Civil de Mato Grosso, um para a Acadepol, um perfil por Delegacia da Diretoria de Atividades Especiais, um por Delegacia Regional e um da Coordenadoria de Polícia Comunitária. Ficará a cargo do delegado regional a autorização para criação de perfis de outras unidades.

Segundo o diretor de Interior, Walfrido Franklim do Nascimento, a ideia não é reprimir a divulgação de conteúdo por parte das unidades, mas sim padronizar, organizar e fortalecer os perfis que deverão estar conforme o Manual de Identidade Visual e Manual de Comunicação da Polícia Civil.

“Algumas delegacias, principalmente no interior do estado, criam os perfis nas redes sociais, porém depois não o alimentam com as ações da unidade ou produzem conteúdo que muitas vezes não é compatível com os interesses institucionais. Diante dessa realidade, foi entendido pela criação de um perfil único por regional, que deverá reunir as ações de todas suas unidades, cabendo ao delegado regional informar à Asscom a configuração de qualquer outro perfil de delegacia autorizado”, explicou.

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Também foi prevista na resolução a comunicação realizada por meio de aplicativos de mensagens, em ambientes policiais e afins (grupos), com registro de conteúdo automático, que podem causar prejuízos ao ambiente profissional, instabilidades no relacionamento interpessoal, quebra de hierarquia e danos institucionais e morais.

Atenção às condutas

O conteúdo da resolução tem atenção especial às informações referentes à história, estrutura, estatística, produção de resultados e outras situações que são de propriedade da Polícia Civil, vedando algumas condutas com o fim de não trazer prejuízo à imagem institucional.

Entre as vedações estão a divulgação ou compartilhamento de informações possam trazer descrédito à Polícia Civil, ou expor dificuldades, limitações ou deficiências de recursos humanos, técnicos, financeiros ou materiais, manifestações de juízos depreciativos a decisões e atos, manifestações que desrespeitem companheiros de trabalho e demais servidores.

‘Outras condutas vedadas também são a divulgação de opinião de cunho pessoal que podem ser interpretadas como posição oficial da instituição, divulgação de imagens internas ou externas

de estruturas da Polícia Civil com o fim de promover a autopromoção midiática, ou divulgação de conteúdo que menospreze ou coloque em dúvida a seriedade da instituição”, disse o corregedor-geral, Jesset Munhoz.

As vedações passam ainda pelo campo político, operações/ações e diligências policiais, assim como nas redes sociais. “O uso do brasão e símbolos em campanhas políticas, assim como do nome do cargo no perfil pessoal das redes sociais do usuário, e a criação, produção e publicação de fotos, vídeos e áudios que exponham a rotina policial, são exemplos de situações que não serão mais permitidas e a Polícia Civil poderá adotar providências com objetivo de cessar a conduta danosa à imagem institucional”, finalizou o corregedor-geral.

Os policiais civis e demais servidores, assim como as unidades policiais deverão se adequar às exigências da resolução no prazo de 60 dias, contados da data da publicação (21/12/2021).

Fonte: PJC MT

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Estudo mostra que maioria das vítimas de feminicídio em MT estava em idade produtiva economicamente

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT 

Um estudo produzido pela Polícia Civil sobre homicídios e feminicídios de mulheres em Mato Grosso, ocorridos durante o ano passado, traz um perfil sobre as vítimas e também o vínculo entre essas mulheres e os autores dos crimes. Das 85 mulheres mortas em 2021, a maioria era de jovens adultas e 26% dos autores dos crimes tinham algum tipo de vínculo amoroso (marido, companheiro, namorado, convivente).

Das mulheres assassinadas no ano que passou, 22% delas tinham entre 18 e 29 anos; 34% entre 30 e 39 anos e 24% de 40 a 49 anos. Os três grupos etários colocam as vítimas em momentos de plenitude da vida e idade produtiva economicamente e de reprodução (maternidade).

Uma dessas vítimas é Andrea Ramos Costa, 31 anos. Em agosto do ano passado, seu corpo foi encontrado pela Polícia Civil próximo à MT-306, no Distrito de Guariba, município de Colniza, e apresentava diversos hematomas e uma lesão profunda na cabeça. O companheiro de Andrea procurou uma unidade da PM e disse que a esposa estava desaparecida. Seu nervosismo levantou suspeitas e os policiais foram à residência da vítima, onde localizaram o celular dela no guarda-roupas e uma bermuda com vestígios de sangue. A caminhonete da vítima também tinha sinais de sangue na carroceria e areia na superfície. Diante das evidências, o marido dela foi detido em flagrante.

Durante a apuração para localizar o corpo da vítima, a Polícia Civil conseguiu imagens que mostravam o suspeito trajando a bermuda localizada na casa e também ele saindo da residência da vítima, durante a madrugada, levando na carroceria do veículo um colchão. Outras evidências coletadas pela polícia indicam que o suspeito do crime transportou areia na camionete e na casa foi encontrado, dentro de uma máquina de lavar roupas, um lençol com manchas de sangue.

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Escolaridade das vítimas

Sobre a escolaridade das mulheres mortas em 2021, o levantamento aponta que 13% delas tinham apenas o ensino fundamental e 11% o ensino médio. Um dos casos investigados pela Polícia Civil foi a morte da adolescente Andressa dos Santos Silva, em Sorriso.

Ela tinha apenas 16 anos, quando foi morta em outubro passado, na cidade de Sorriso, na região norte do estado. O corpo da adolescente foi encontrado na manhã do dia 24 de outubro, em um matagal. Conforme constatado pela perícia técnica, o corpo apresentava várias perfurações provocadas por arma branca. No dia anterior, a mãe dela procurou a Polícia Civil informando o desaparecimento da garota e disse que a filha saiu de casa por volta das 21h da sexta-feira, que logo retornaria e não levou o celular.

Após investigação da Delegacia de Sorriso, o autor do crime teve a prisão representada e foi localizado na cidade de Gurupi, no estado do Tocantins. Ele foi detido três dias após a localização do corpo de Andressa, dentro de um ônibus que partiu de Sorriso com destino ao Nordeste do País.

Em relação à profissão das vítimas de homicídios ocorridos no ano passado, a maioria delas tinha ocupações pouco remuneradas no mercado de trabalho, como cuidadora, auxiliar de limpeza, cozinheira e atendente de telemarketing.

Vínculo entre autores e vítimas

O vínculo entre vítimas e autores é mais um ponto que reforça a violência no interior das unidades domésticas e familiares.

O estudo mostra que os autores dos homicídios tinham ou tiveram um relacionamento afetivo com as vítimas, sejam eles maridos, conviventes, namorados, companheiros ou ex. Os dados apontam que 26% dos crimes foram cometidos por um desses relacionamentos, seja marido, convivente ou namorado. Já aqueles que não tinham mais nenhuma relação com as vítimas (namorados ou ex-conviventes) alcançam 12% dos crimes cometidos.

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Em alguns casos registrados, os crimes também foram cometidos por pessoas ligadas às vítimas de outras formas, como cunhado, genro, amigo ou conhecido.

Leia mais sobre o assunto: https://www.pjc.mt.gov.br/noticia.php?id=25858

Fonte: PJC MT

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Polícia Civil cumpre prisão de segundo envolvido em homicídio em São José do Xingu

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Assessoria/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil, por meio das Delegacias de São José do Xingu e Santa Cruz do Xingu, em conjunto com a Polícia Militar, cumpriu na manhã desta terça-feira (25.01) o mandando de prisão temporária contra mais um suspeito do homicídio, que vitimou Rogério da Conceição Silva, de 39 anos, ocorrido em setembro de 2021.

Além do mandado de prisão cumprido por envolvimento no crime, o suspeito de 25 anos foi flagrado com munições calibre 380, sendo também autuado em flagrante por posse ilegal de munições. Essa é a segundo prisão temporária cumprida em relação ao homicídio. Na sexta-feira (21), outro suspeito teve a ordem de prisão cumprida no distrito de Espigão do Leste.

O crime ocorreu no dia 11 de setembro, na cidade de São José do Xingu. Na ocasião pelo menos três homens armados invadiram a residência da vítima e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Após a ocorrência, a equipe da Polícia Civil de São José do Xingu iniciou as investigações e conseguiu identificar três envolvidos no crime. Com base nos levantamentos, o delegado Bruno Gomes Borges representou pela prisão temporária dos suspeitos, que foram deferidas pela Justiça.

Na manhã desta terça-feira (25), foi cumprido o segundo mandado de prisão referente ao crime, sendo o suspeito localizado em sua residência, onde também foram encontradas 20 munições, calibre 380. Diante dos fatos, o suspeito foi conduzido à delegacia, onde além de serem tomadas as providências pra cumprimento do mandado de prisão, foi autuado em flagrante por posse ilegal de munições.

“Agora com essa segunda prisão, o suspeito foi interrogado a cerca dos fatos e posteriormente encaminhado para o Poder Judiciário, para aguardar o final das investigações e a possível conversão da prisão temporária em preventiva”, disse o delegado.

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Fonte: PJC MT

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