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Moro procura ‘ganhar terreno’ no cenário digital através do MBL

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Moro busca 'ganhar terreno' em campanha digital através do MBL
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Moro busca ‘ganhar terreno’ em campanha digital através do MBL

Atrás do  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do atual ocupante do posto,  Jair Bolsonaro (PL), nas pesquisas de intenção de voto e no alcance nas redes sociais, o  presidenciável Sergio Moro (Podemos) aposta no  Movimento Brasil Livre (MBL) para alavancar a campanha digital.

Integrantes do grupo formalizaram ontem a entrada no partido do ex-ministro, mas a aliança já é anterior, com publicações coordenadas a favor de Moro e críticas aos principais adversários dele na disputa. A primeira ação mais explícita ocorreu há uma semana, após a entrevista em que Lula chamou o ex-juiz da Lava-Jato de “canalha”.

Em poucas horas, o perfil oficial do MBL e políticos como o deputado federal Kim Kataguiri (SP), de saída do DEM para o Podemos, e Adelaide Oliveira, uma das coordenadoras do movimento, impulsionaram a tag #LulaCanalha. O termo somou mais de 30 mil menções e chegou aos assuntos mais comentados do Twitter.

No dia seguinte, foi a vez de #BolsonaroCovarde, novamente com o endosso de integrantes do grupo, como o deputado estadual de São Paulo Arthur do Val, que está deixando o Patriota e deve concorrer ao governo estadual.

Também com o apoio do MBL, ontem foi a vez de #LulaArregou alcançar a lista de temas mais populares. A hashtag fez referência ao post em que Moro usou a expressão ao replicar uma notícia dizendo que o ex-presidente havia mandado o PT desistir da CPI para investigar a relação do ex-ministro com a consultoria Alvarez & Marsal.

Fliperama

O MBL ganhou tração nas redes sociais no curso do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, quando organizou manifestações pelo país. O movimento se notabilizou por uma linguagem irônica, por vezes agressiva, com expressões curtas e memes com potencial de rápida disseminação. Ontem, Moro recebeu o apoio de outro grupo envolvido nos atos a favor da saída da petista do cargo, o Vem pra Rua.

Leia mais:  ‘Não vai dar em nada’, diz Luciano Bivar sobre nome da terceira via

Na esteira da disputa por ampliar seu alcance na internet, Moro também tem buscado passar uma imagem descontraída, em contraposição à postura mais rígida da época de magistrado.

No sábado, ele publicou no Instagram uma foto em que aparecia com uma roupa formal — nas agendas de pré-campanha, ele adotou como “uniforme” o uso de blazer e camisa social, sem gravata —, mas jogava em uma máquina de fliperama o game Street Fighter 2.

Na legenda, recheada de ironias, disse que “ser brasileiro é viver no modo hard” e recobrou seus “tempos de universidade, nos anos 1990, jogando num fliperama de rodoviária”. Nos comentários, foi apoiado por Kataguiri: “Desafia Lula e Bolsonaro pra um x1 valendo a Presidência”, brincou o parlamentar.

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Já na noite de segunda-feira, Moro foi o convidado do podcast Flow, que tem grande popularidade entre os jovens. Até ontem, o episódio somava mais de 1,3 milhão de visualizações.

Nas redes sociais, o bate-papo e sua repercussão foram amplamente divulgados pelo ex-juiz, com vídeos, imagens e trechos de frases ditas por ele. Mais uma vez, o MBL auxiliou compartilhando o link da transmissão ao vivo e com análise do que foi dito no canal de lives do movimento.

A guinada de postura é a aposta em um cenário desfavorável: a participação de Lula em um podcast similar, o Podpah, por exemplo, ultrapassou a casa de 8,5 milhões de visualizações desde 2 de dezembro, quando foi ao ar.

Engajamento menor

Conforme mostra levantamento da Bites, nos últimos 30 dias, o ex-ministro ganhou 17 mil novos seguidores nos seus perfis oficiais no Twitter, Instagram e Facebook.

Já o petista, acumulou 322 mil novos usuários em suas contas, e Bolsonaro, 187 mil. A análise ressalta, ainda que as bases de Bolsonaro (41 milhões) e Lula (11,6 milhões) são mais expressivas que a de Moro (6 milhões) — este recorte leva em consideração também o YouTube.


O engajamento do ex-juiz também segue distante. No mesmo período, Moro fez 300 posts e alcançou 4,5 milhões de interações (entre curtidas, compartilhamentos e comentários). Lula, por sua vez, fez 275 publicações e chegou a 8,2 milhões de interações. Bolsonaro postou 288 vezes e chegou a 29 milhões.

“Esses números mostram que Moro ainda tem uma grande estrada para pavimentar dentro das redes sociais”, afirma Manoel Fernandes, diretor da Bites.

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Google: RJ é o local que mais pesquisa o termo ‘terceira via’

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Ciro Gomes e Simone Tebet
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Ciro Gomes e Simone Tebet

Nos últimos 30 dias, o termo “terceira via” foi mais buscado no Rio de Janeiro que no resto do país. Na plataforma de pesquisas do google, o estado aparece com interesse 100, enquanto Pernambuco, segundo colocado, apresenta apenas 23: um interesse 77% menor. Paraíba, Ceará e Bahia integram o top cinco de interessados, respectivamente. São Paulo é o nono colocado.

Nos assuntos relacionados, PSDB e “Partido Social Democracia Brasileira” aparecem em primeiro e segundo lugar. Nesta segunda-feira, o candidato do partido, o ex-governador de São Paulo João Doria, deixou a disputa presidencial. A senadora Simone Tebet (MDB) e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), ambos pré-candidatos à Presidência, integram as pesquisas dos internautas nesta ordem de preferência. Tebet apresenta aumento repentino nas buscas de mais de 700%, enquanto Ciro sofreu alta de 300%.

Dentro do estado do Rio, Campos dos Goytacazes é o município que mais procura por terceira via (100) na ferramenta. São João da Barra e São Francisco de Itabapoana, municípios do norte fluminense estão em segundo e terceiro lugar. A capital fluminense ocupa a quarta posição e com interesse baixo, apenas um.

Para a disputa presidencial que ocorre nas eleições de outubro, os partidos se organizam em busca da terceira via. Até o momento, oito pré-candidatos já desistiram de se candidatar como alternativa à polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Além de João Doria, o ex-juiz Sérgio Moro (União), o presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD), o fundador do Novo João Amôedo, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (União) e o apresentador Luciano Huck também desistiram de representar a terceira via nas urnas.

Leia mais:  Doria recua e espera pressão por aprovação cair sobre Tebet

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Mensalidade em universidades públicas já foi defendida por Alckmin

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Geraldo Alckmin, candidato à vice-presidência na chapa de Lula (PT)
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Geraldo Alckmin, candidato à vice-presidência na chapa de Lula (PT)

Candidato à vice-presidência na chapa de Lula (PT) , o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) jé defendeu a possibilidade de cobrança de mensalidade em universidades públicas. Em sabatina promovida pela GloboNews em 2018, o ex-tucano disse que não descartava a possibilidade de acabar com a total gratuidade nas universidades públicas.

Alckmin afirmou, na época, que a alternativa de cobrar mensalidade de alunos mais ricos estava sendo avaliada por sua equipe. Segundo ele, o primeiro passo era instituir a cobrança na pós-graduação, a não ser para aqueles que precisam de bolsa de estudos.

“O Brasil não investe pouco, é 6% do PIB em educação. Precisa ter uma melhor gestão. Pode ser discutido o pagamento por alunos mais ricos. Não temos nada fechado sobre isso, há um grupo estudando essa questão. Você pode estabelecer uma faixa de alunos mais ricos que pagam mensalidade. Acho que é um tema a ser aprofundado, não descarto”, explicou Alckmin.

Veja fotos do lançamento da pré-candidatura de Lula à presidência da República Lula critica privatizações, prega união de democratas e diz não ter desejo de vingança.

Tramita na Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para que universidades públicas cobrem mensalidade dos estudantes. De acordo com o projeto, que seria discutido na terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o curso seria gratuito somente para os alunos que comprovarem não ter recursos financeiros.

Como o relator do tema, Kim Kataguiri (União-SP), está de licença médica, houve acordo para retirada de pauta. Além disso, um requerimento da deputada Maria do Rosário (PT-RS) foi aprovado para que haja realização de audiência pública antes que o tema seja pautado novamente na comissão.

Leia mais:  'Era de alguma forma esperado', diz Tebet sobre desistência de Doria

Nas redes sociais, líderes do Partido dos Trabalhadores criticaram a possibilidade de aprovação da proposta, como a deputada federal Gleisi Hoffmann:

“Enquanto Lula criou 18 novas universidades federais, 173 campus e centenas de institutos de ensino, bolsonaristas e neoliberais na Câmara querem cobrar mensalidade”, disse.

O deputado federal Paulo Pimenta, por outro lado, publicou um vídeo em seu perfil no Twitter afirmando que a PEC é a “porta de entrada para a privatização do ensino público, como querem fazer com o SUS”. Na sequência, publicou:

“Esse é o projeto do bolsonarismo, acabar com as oportunidades de quem mais precisa”.

Recém chegado no partido, o senador Fabiano Contarato disse que “essa coalizão (de governo) não cansa de sapatear na cara do Povo”. Já o senador e ex-ministro da Saúde Humberto Costa compartilhou uma imagem com os dizeres “filho de pobre vai continuar sendo doutor” e, também no Twitter, comemorou o adiamento das tratativas sobre o assunto.

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