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Lei Rouanet: governo prepara redução de 93,4% no cachê individual para artistas

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André Porciúncula e Mario Frias
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André Porciúncula e Mario Frias

O governo Bolsonaro prepara uma nova mudança na Lei Rouanet. Uma semana depois de anunciar que a Secretaria de Cultura reduzirá em 50% o limite para captação de recursos pelo programa, o secretário de Fomento e Incentivo André Porciuncula revelou, neste sábado (8), que o órgão também pretende diminuir o teto para cachês artísticos.

“Outra grande mudança que faremos na Rouanet é acabar com os grandes cachês. O novo teto será de 3 mil reais por artista individual, um valor excelente para artistas em início de carreira”, anunciou Porciuncula, por meio do Twitter. “Todos os salários serão tabelados a preço normal. Não haverá exceções para celebridades”, ele acrescentou, no mesmo post.

Uma instrução normativa publicada em 2019 estabelece limite para pagamento de cachês artísticos com recursos incentivados, por apresentação, em R$ 45 mil, para artista ou modelo solo. A nova medida, portanto, representará uma redução de 93,4% nesse valor, caso seja oficializada: o teto dos cachês caem de R$ 45 mil para R$ 3 mil.

“Como Porciuncula também não é celebridade, para utilizar o argumento usado pelo secretário, ele deveria reduzir o salário dele mesmo, já que é muito iniciante e desconhecedor completo do setor cultural”, critica Eduardo Barata, presidente da Associação dos Produtores de Teatro (APTR). “Cada vez que Mario Frias e Porciuncula fazem uma declaração dessas para chamar atenção, isso representa a possibilidade de eles ganharem visibilidade, sempre com interesses políticos particulares. A situação já passou do limite da maldade. O desmonte da Rouanet faz lógica dentro do atual desmonte do Brasil. Eles querem negar qualquer situação que movimento um pensamento crítico. O governo quer tirar o acesso da sociedade à cultura, às artes e à educação.”

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Vale lembrar que, no primeiro dia de 2022, produtores foram pegos de surpresa com uma postagem do secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, o ex-policial militar André Porciuncula, com uma proposta de redução de 50% do teto da lei.

“Isso permitirá uma descentralização ainda maior dos recursos e beneficiará ainda mais os pequenos artistas. Em 2022 vamos ampliar o acesso desses pequenos agentes culturais”, justificou Porciuncula no Twitter.

O argumento, no entanto, não faz sentido diante do que promove a atual gestão. Os dados do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic) apontam uma concentração de recursos. A título de exemplo, sob a gestão Frias, a região Sudeste concentrou 77,76% do dinheiro captado em 2020. No último ano, 78,65% dos recursos foram destinados para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. A região Norte concentrou 0,79% dos recursos em 2021.

Entraves para o setor

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Em 2019, o governo Bolsonaro já havia feito uma redução no teto da Lei Rouanet — de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão por projeto — e depois voltou a ampliar o limite para alguns setores, como os musicais, que podem captar até R$ 10 milhões. Projetos de áreas como ópera, concertos sinfônicos, corpos estáveis (de teatro e dança), eventos literários, ações de incentivo à leitura e artes visuais podem chegar até R$ 6 milhões.

“Esse discurso da concentração de recursos vem do desconhecimento do mecanismo da lei. A imensa maioria dos produtores já capta um valor muito inferior do teto a que tem direito. E, como o mecenato é baseado em lucro real, é natural que a maioria dos projetos se concentre no Sudeste, onde as maiores empresas estão. Mas isso não quer dizer que os recursos não sejam aplicados em outras regiões. Há produtoras que fazem projetos para outras praças e vários patrocínios que preveem itinerância”, comenta Bianca de Felippes, diretora da APTR. “A redução do teto não vai resolver o problema do produtor que não consegue captar, ele precisa ser assistido pelo fomento direto, via Fundo Nacional de Cultura”.

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Bianca cita o exemplo de como os recursos da Lei Aldir Blanc (regulamentada em 2020, mas que teve o prazo de utilização dos recursos prorrogado em 2021) chegaram a projetos menores, ao serem liberados como crédito extraordinário no Orçamento pelo governo federal e distribuídos para pagamento a estados e municípios. A iniciativa também colaborou para a aproximação dos produtores e dos gestores culturais locais, como explica Fabricio Noronha, secretário da Cultura do Espírito Santo e Presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura.

“Num ano de dificuldades, uma grande conquista foi a aproximação com produtores e com o Congresso. As secretarias estaduais e municipais viram um aumento expressivo de inscrições em programas locais, até de produtores que recorriam tradicionalmente à Rouanet e que não utilizavam os outros fomentos”. destaca Noronha. “Outro ganho foi a troca com o parlamento, que se mostrou sensível às demandas do setor. Começamos o ano com a expectativa de aprovação da LAB 2 e da Lei Paulo Gustavo na Câmara, depois de ter a urgência da votação aprovada no final do ano legislativo”.

Redução em projetos aprovados Produtores também apontam que a redução do teto seria mais um entrave na Rouanet, que terminou 2021 com muitos projetos aguardando aprovação ou homologação, mesmo tendo recursos captados já disponíveis. Segundo dados do Salic, em 2021 foram 2.718 projetos aprovados contra 4.180 em 2020, uma redução de 35%, enquanto a captação continuou a crescer, chegando a R$ 1,9 bilhão totalizado no último ano.

Outra dificuldade à aprovação de projetos, a falta de recomposição da CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura) foi finalmente solucionada no dia 23 de dezembro, quando foi publicada no Diário Oficial a lista dos membros para o biênio 2022-2023. Responsável por avaliar, em reuniões mensais, projetos para a obtenção de incentivo fiscal via Rouanet, o colegiado havia terminado o mandato anterior em abril, mas o edital para a nova seleção só foi publicado pela Secretaria da Cultura em outubro.

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Neste período, as decisões sobre os projetos ficaram exclusivamente a cargo de Porciuncula. Resta saber se o secretário voltará a seguir as análises da CNIC — a comissão tem um caráter consultivo, mas seus pareceres sempre foram vistos como o último passo para a aprovação de projetos.

Procurada, a Secretaria Especial da Cultura não respondeu se existe algum projeto em andamento para a redução do teto da Rouanet e se há data prevista para a primeira reunião da CNIC.

Fonte: IG GENTE

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Viúva de Tom Veiga, o Louro José, assume novo amor

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Cybelle Hermínio, viúva de Tom Veiga, com o novo namorado
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Cybelle Hermínio, viúva de Tom Veiga, com o novo namorado

Viúva de Tom Veiga, Cybelle Hermínio Costa está com um novo amor. Terceira mulher do intérprete do papagaio Louro José, ela foi casada por oito meses com ele, e  os dois se separaram dois meses antes de Tom morrer. O divórcio, porém, ia sair uma semana após a morte do artista, em novembro de 2020. Cybelle revelou o novo relacionamento e posou com o novo amor nas redes sociais na última terça-feira, sem revelar a identidade dele.

Após a morte de Tom, ela foi acusada de ter agredido o ator enquanto estava casada com ele. A notícia foi divulgada em maio do ano passado pelo Extra, que teve acesso às mensagens que Tom enviou a Alessandra Veiga, sua segunda mulher e com quem ele estava reatando o relacionamento.

Nas mensagens, ele relata ter sido agredido por Cybelle em setembro de 2020 e que, por isso, os dois teriam se separado. Alessandra, que é mãe de dois filhos de Tom, guardou as fotos que ele havia enviado depois da suposta agressão.

Cybelle negou as acusações e afirmou, na ocasião, que “nunca houve uma separação de fato” com Tom:

“Houve uma briga de um casal, como qualquer outra, em meio a uma pandemia, e eu fui para a casa da minha mãe respirar um pouco. Nunca houve data de assinatura de divórcio”, disse na época.

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Na época, o advogado de Cybelle fala da existência do inventário/testamento deixado por Tom Veiga e destaca que todo o processo corre em segredo de Justiça.

Fonte: IG GENTE

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Xuxa homenageia a mãe no Instagram: “Sempre nos deu amor”

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Xuxa homenageia a mãe
Rodrigo Leonel

Xuxa homenageia a mãe

Xuxa em suas redes sociais homenageou sua falecida mãe, que faria aniversário nessa quarta-feira dia 26. No post comentou: Hoje é o aniversário da minha Aldinha, que casou com 15 anos e teve sua primeira filha aos 16. Aos 26 já tinha 5 filhos. Sua profissão? Professora de artes, costureira, cozinheira, tudo isso para nos fazer roupas lindas, ótima comida e nos ensinava tudo que sabia de artes, uma linda voz, mas, acima de tudo, amava seus filhos tanto que não precisávamos procurar, buscar amor em outras pessoas. Quem a conheceu também recebeu esse amor. Se existe uma profissão chamada ‘amor’ era a dela. Aldinha, você faz falta, espero que você esteja bem aí, ensinando e recebendo o que você sempre nos deu, amor

Alda faleceu no dia 8 de maio de 2018, e foi publicado pela assessoria da apresentadora Xuxa um comunicado. Alda sofria de Parkinson, e na época a cantora e apresentadora Xuxa comentou o estado de sua mãe. Tem alguns anos que minha Aldinha não pode mais nos beijar ou abraçar. Tem alguns anos que a minha guerreira está fazendo de tudo para ficar aqui com a gente. Tem alguns anos que eu peço um milagre. Te amo e, se pudesse, daria alguns anos da minha vida para vê-la sem dor, falando, abraçando “.

Xuxa recentemente também parabenizou seu amigo Renato Aragão, que fez 87 anos: É nítido o meu amor por vc @renatoaragao. Mas eu nunca te agradeci por vc ter acreditado em mim quando eu ainda estava no Clube da Criança, por vc deixar eu ser a única namoradinha do Didi, por vc ser meu vizinho na casa rosa, no malibu, em Orlando… “.

Fonte: IG GENTE

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