conecte-se conosco


POLÍTICA NACIONAL

Há 3 anos, nada se sabe sobre cheques de Queiroz a Michelle Bolsonaro

Publicado


source
Primeira-dama Michelle Bolsonaro
Carolina Antunes/PR

Primeira-dama Michelle Bolsonaro

Três anos após a revelação dos cheques depositados pelo ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não esclareceu os pagamentos que totalizaram R$ 89 mil , feitos entre 2011 e 2016.

Desde então, o casal presidencial jamais tocou no assunto, revelado em reportagens do jornal “O Estado de São Paulo” e da revista “Crusoé”. Em dezembro de 2020, Bolsonaro fez a última declaração pública sobre o caso, e disse que os valores depositados eram para ele.

“Vamos apurar? Vamos. Mas cada um com a sua devida estatura, e não massacrar o tempo todo, como massacram a minha esposa, quando falei desde o começo que aqueles cheques do Queiroz ao longo de dez anos foram para mim, não foram para ela. Eu dava 89… divide aí, Datena”, disse o presidente em entrevista ao programa do Datena. “R$ 89 mil por dez anos dá em torno de R$ 750 por mês. Isso é propina? Pelo amor de Deus! R$ 750 por mês. O Queiroz pagava conta minha também. Era de confiança, tá?”

Em agosto de 2020, ao ser questionado pela reportagem do GLOBO a respeito dos pagamentos,  Bolsonaro, irritado, disse ter vontade de “dar porrada” no jornalista:

“Estou com vontade de encher essa tua boca na porrada, tá?”

Já o ex-assessor de Flávio, Queiroz, que chegou a ser preso em 2020, obteve importantes vitórias na Justiça no caso das rachadinhas. Ele é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) como operador do esquema no gabinete do então deputado na Assembleia Legislativa do Rio.

Leia mais:  Rosa Weber pede informações sobre assédio judicial contra jornalistas

Em novembro, atendendo a um pedido da defesa de Queiroz, o ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu que o MP-RJ deverá apresentar nova denúncia contra o hoje senador para que as investigações do caso tenham prosseguimento.

Antes disso, em agosto, Noronha suspendeu a tramitação da denúncia que corre desde 2020 no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contra Flávio, Queiroz e outras 15 pessoas investigadas no caso das rachadinhas. Eles são acusados de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita no esquema que supostamente funcionava no gabinete do então deputado estadual.

Leia Também

Em 7 de setembro, Queiroz participou dos atos antidemocráticos em apoio a Bolsonaro, com quem anda com a amizade abalada. No início do ano, o ex-assessor expôs em suas redes sociais que havia sido abandonado por aliados do presidente. Em entrevista ao SBT concedida em novembro, revelou ter saído do Rio de Janeiro com medo de ser morto.

Arquivamento no STF

Em julho, em um julgamento realizado no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual não há debate entre os ministros, a  maioria dos magistrados seguiu o voto do ministro Marco Aurélio Mello, que levou em consideração os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo arquivamento do caso do depósito dos cheques.

De acordo com o parecer da PGR, os argumentos contra Bolsonaro “são inidôneos, por ora, para ensejar a deflagração de investigação criminal, face à ausência de lastro probatório mínimo”.

Único a se manifestar contra o arquivamento, o ministro Edson Fachin, fez duras críticas ao posicionamento da procuradoria; ele considerou os fatos “graves”.

Leia mais:  Sergio Moro é diagnosticado com Covid-19

“Ao contrário do indicado pela Procuradoria-Geral da República, compreendo que os fatos noticiados são graves e invocam apuração à sua medida, em especial quando considerado o desatendimento, de pronto, dos princípios norteadores da Administração Pública”, disse Fachin.

O pedido de investigação pelo Supremo foi feito em 2020 pelo advogado Ricardo Bretanha Schmidt. Em uma notícia-crime enviada à Corte, o advogado citou reportagens jornalísticas que revelavam os cheques, com base na quebra do sigilo bancário de Queiroz.

Os extratos bancários mostram que pelo menos 21 cheques foram depositados na conta de Michelle. Ela recebeu de Queiroz três cheques de R$ 3 mil em 2011, seis cheques no mesmo valor em 2012 e mais três de R$ 3 mil em 2013. Em 2016, foram mais nove depósitos, totalizando R$ 36 mil. Os cheques teriam sido compensados em 25 de abril, 19 e 23 de maio, 20 de junho, 13 de julho, dois em 22 de setembro, 14 de novembro e 22 de dezembro.

Questionados, o Palácio do Planalto e a defesa de Queiroz não responderam.

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

Eleições: Governadores negociam apoio de mais de um presidenciável

Publicado


source
Eleições: Governadores negociam apoio de mais de um presidenciável
Reprodução/Montagem iG

Eleições: Governadores negociam apoio de mais de um presidenciável

Em ao menos dez estados, candidatos a governador podem receber o apoio de dois ou mais presidenciáveis — há também casos de postulantes ao  Planalto cujas alianças vão englobar mais de um nome em determinados locais. A indefinição para a composição das chapas e alianças, a menos de um ano da disputa, e os resultados recentes das pesquisas de intenção de voto abrem brechas para a formação de palanques múltiplos.

Os estados em que há a maior possibilidade de palanques duplos são aqueles em que há candidatos do PT, PSB e PDT. Petistas e socialistas ainda discutem a formação de uma chapa presidencial, com o PSB ocupando a vaga de vice do  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As tratativas, no entanto, estão travadas por falta de acordo sobre as candidaturas estaduais.

Em São Paulo, caso PT e PSB não cheguem a um acordo,  Fernando Haddad e Márcio França podem estar ao lado de Lula na campanha. O cenário deve se repetir em Pernambuco, onde petistas avaliam lançar o senador Humberto Costa ao Palácio do Campo das Princesas.

O estado é prioritário para o PSB, que o comanda desde 2007. Mas o partido está sem um nome, desde que o ex-prefeito do Recife Geraldo Júlio disse que não pretende concorrer.

O cenário nacional também está influenciando os rumos de candidatos aos governos estaduais do PDT, que terá o  ex-ministro Ciro Gomes como candidato à Presidência. Com Lula à frente nas pesquisas e questionamentos internos sobre a viabilidade do pedetista, nomes do partido já admitem ter o ex-presidente e Ciro em seus palanques.

É o caso do Rio de Janeiro. O ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT) tenta convencer diferentes partidos para formar uma chapa ao governo fluminense. Ele foi filiado ao PT por 20 anos e disputa o apoio de Lula com o  pré-candidato do PSB, Marcelo Freixo. Os petistas também ensaiam lançar a candidatura do presidente da Assembleia, André Ceciliano.

Leia mais:  PGR pede apuração de supostas ofensas de Kajuru a Gilmar Mendes

“Estamos trabalhando para construir uma alternativa para o Rio que agregue diferentes espectros políticos. Tenho uma excelente relação com o ex-presidente Lula e seria natural contar com seu apoio, já que somos a única candidatura com experiência no Executivo”, disse Neves.

Leia Também

Desde que o  ex-ministro Sergio Moro (Podemos) oficializou sua pré-candidatura à Presidência, dois fiéis aliados do presidente Jair Bolsonaro, os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do Paraná, Ratinho Junior (PSD), articulam para ter o apoio do ex-juiz em busca da reeleição.

O Podemos integra a base de Ratinho na Assembleia Legislativa e busca apoio do governador para a candidatura de Álvaro Dias à reeleição no Senado em troca da manutenção da aliança. Integrantes do partido querem que o chefe do Executivo estadual esteja ao lado de Moro. Já aliados de Ratinho ainda avaliam o impacto de um possível rompimento com Bolsonaro.

Em Minas, Moro se encontrou com Zema em busca de uma aliança. Apesar da boa relação, o governador ainda busca o apoio de PL, PSDB e Podemos. De acordo com o presidente estadual do Podemos no estado, deputado Igor Timo, Zema e Moro compartilham os mesmos princípios:

“Há uma afinidade entre os programas do governador e de Moro. As conversas existem e há uma abertura de diálogo. O Podemos se transformou no partido que mais cresceu em Minas e se tornou uma sigla atrativa, tanto para candidaturas próprias como para a composição de alianças.”


Para a cientista política Maria do Socorro, da Ufscar, Lula se tornou o principal cabo eleitoral da esquerda, enquanto Moro é uma opção para evitar associação direta a Bolsonaro.

Leia mais:  PSDB entra no 'clima de BBB' e chama Doria de 'Pai da Vacina'

“Nomes de esquerda não querem perder o efeito Lula, caso as pesquisas se mantenham constantes. E aliados de Bolsonaro temem ser alvos de questionamentos sobre ações do governo.”

Comentários Facebook
Continue lendo

POLÍTICA NACIONAL

Apenas seis ministros de Bolsonaro não contraíram Covid-19; veja quem

Publicado


source
Seis ministros de Bolsonaro ainda não testaram positivo para Covid-19
Agência Brasil

Seis ministros de Bolsonaro ainda não testaram positivo para Covid-19

A maioria dos ministros do governo de Jair Bolsonaro já teve diagnóstico positivo para a Covid-19 desde o início da pandemia. Dos 23 ministros, 17 já informaram ter contraído a doença em algum momento. O último a ter contraído o vírus foi o ministro do Turismo Gilson Machado, que anunciou em uma rede social neste sábado ter testado positivo para o novo coronavírus.

Machado afirmou que está assintomático e seguirá o protocolo do Ministério da Saúde, que inclui a recomendação de isolamento para impedir a contaminação de outras pessoas. O ministro já havia recebido duas doses da vacina.

“Testei positivo para Covid. Estou assintomático. Seguirei o protocolo de recuperação do Ministério da Saúde e do meu médico”, escreveu em uma rede social.

Ele teve uma agenda com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto na última quarta-feira e, em seguida, participou de uma cerimônia no local, sem usar máscara de proteção facial. Bolsonaro tem afirmado publicamente que não tomou nem pretende tomar a vacina contra a Covid-19.

Leia Também

Na última semana, a ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) também anunciou ter contraído Covid-19 e disse estar com sintomas leves.

Além de Machado e Damares, já contraíram a doença Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Marcelo Queiroga (Saúde), Tereza Cristina (Agricultura), Bruno Bianco (Advocacia-Geral da União), Fábio Faria (Comunicações), Braga Netto (Defesa), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Milton Ribeiro (Educação), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Leia mais:  PGR pede apuração de supostas ofensas de Kajuru a Gilmar Mendes

Os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Anderson Torres (Justiça) tiveram Covid-19 em agosto de 2020, quando ocupavam, respectivamente, os cargos de senador e secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.

Dentre os ministros que não foram diagnosticados ou não anunciaram publicamente estão Carlos Alberto França (Relações Exteriores), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), João Roma (Cidadania), Joaquim Álvaro Pereira Leite (Meio Ambiente), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Paulo Guedes (Economia).

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana