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MATO GROSSO

Enfrentamento ao tráfico em 2021 resultou em 139 prisões por distribuição e comércio de entorpecentes

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O enfrentamento constante e diário ao tráfico de drogas na região metropolitana e no interior do Estado marcou o ano da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE). As ações da Polícia Civil, por meio dos trabalhos investigativos e operacionais desenvolvidos pela unidade, resultaram em mais de 50 operações de combate ao tráfico de drogas com 139 pessoas presas por envolvimento na distribuição de grandes cargas ou no comércio varejista de entorpecentes, conhecido como tráfico doméstico.

Durante o ano passado, a especializada contabilizou 1.184 inquéritos policiais instaurados, 1.144 concluídos, 115 mandados cumpridos (98 de busca e apreensão e 17 de prisão), 203 representações por ordens judiciais, 562 intimações, 350 oitivas, 77 flagrantes, e 80 veículos apreendidos.

Nas operações exclusivas da DRE e nas realizadas em parceria com outras Forças de Segurança foram apreendidos 5.195 quilos de entorpecentes, entre maconha, cocaína, pasta base e drogas sintéticas. Além da grande quantidade de droga apreendida, a delegacia realizou a destruição dos entorpecentes, com mais de 10 toneladas incineradas em cinco etapas realizadas no ano.

Para a delegada titular da DRE, Juliana Chiquito Palhares, 2021 foi um ano desafiador, uma vez que ainda havia muitos reflexos da pandemia, tanto para os servidores, quanto para a sociedade em geral. Mesmo diante deste cenário, a produtividade da especializada atingiu números positivos na desarticulação do comércio de entorpecentes em todo estado. 

“Foi um ano bastante produtivo para a DRE, já que mesmo diante das dificuldades todos estiveram imbuídos no espírito de servir a sociedade, passando pela fase de transição da melhor maneira possível, com cumprimento de metas, e dedicação e empenho em executar as atribuições no combate ao tráfico de drogas”, disse a delegada. 

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Operações

Ao longo do ano, a Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes atuou em 50 operações, reunindo esforços no combate ao tráfico de drogas na região metropolitana e no interior do estado. As operações foram deflagradas com base em investigações desencadeadas em inquéritos policiais instaurados na DRE ou em outras unidades policiais e que contaram com o apoio da especializada, resultando em diversos mandados de prisão e busca e apreensão cumpridos, além da apreensão de drogas, armas e dinheiro. 

Os trabalhos com demais forças de segurança tem como foco a desarticulação de grupos criminosos envolvidos na distribuição de entorpecentes em grandes quantidades, assim como a atuação em pequenos comércios de entorpecentes que funcionam dentro de bairros, incomodando a população da região onde estão instalados. 

Entre os trabalhos de destaque, no mês de agosto, a DRE junto com a  Polícia Militar deflagrou a operação Impetus Tijucal,  que cumpriu 11 mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela 9º Vara Criminal de Cuiabá, em pontos de vendas de drogas identificados em investigações da especializada. 

“A operação foi resultado do esforço integrado de policiais civis e militares que atuam na região do bairro Tijucal, em Cuiabá, no enfrentamento do tráfico de drogas, ressaltando a troca de informação entre as forças de segurança, além das diversas denúncias encaminhadas pela sociedade, através dos canais de comunicação com a Segurança Pública”, destacou Juliana. 

Atuando também no interior do estado, em outubro a DRE e a Delegacia Especializada de São José dos Quatro Marcos deflagraram a Operação “Camarote”, em que também foi dado cumprimento 11 ordens judiciais contra membros de uma organização criminosa envolvida em diversos crimes, tendo como eixo principal, o tráfico de drogas. 

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Na operação “Calcanhar de Aquiles” deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco, no mês de abril, a DRE cumpriu 11 ordens judiciais, entre prisão e busca e apreensão. A operação foi desencadeada depois da investigação iniciada em julho de 2020, para desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

A DRE também atuou no cumprimento de oito mandados judiciais em apoio à operação Déja Vu, da Polícia Civil de Goiás, para desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico interestadual. A investigação da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) do estado vizinho iniciou em janeiro de 2020 e revelou um sofisticado esquema de transporte e distribuição de cocaína pura, pasta base de cocaína e skunk. 

No combate à  atuação de organizações criminosas, a especializada deu apoio à Operação G-CROSS deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), que desarticulou um grupo criminoso suspeito de roubo a residências com restrição de liberdade das vítimas, sendo uma das vítimas do grupo, um delegado da Polícia Federal. 

Juliana ressalta que para 2022, as metas são igualmente grandes, com foco em investigações, que devido a magnitude não foram deflagradas em 2021, mas que resultaram em operações neste ano. 

“Temos bastante trabalho pela frente, continuamos nosso viés no enfrentamento do tráfico local e também do tráfico regional, estadual, onde tanto aquele traficante que incomoda a comunidade local com o tráfico doméstico, quanto o membro de organizações criminosas envolvido na distribuição de grandes cargas serão alcançados nas investigações da DRE”, destacou a delegada. 

Drogas destruídas

As incinerações de drogas foram o destaque das ações da Delegacia de Entorpecentes no ano de 2021, com 10 toneladas destruídas em cinco incinerações realizadas ao longo do ano.

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A primeira queima realizada pela DRE ocorreu em março de 2021, ocasião em que foram destruídas duas toneladas de drogas autorizadas pela 9º, 13º Varas de Cuiabá e 3ª Vara da Comarca de Várzea Grande. No mês de maio, foram mais três toneladas de drogas destruídas e no mês de junho, mais uma tonelada foi incinerada durante a operação nacional Narco Brasil. 

A quarta incineração do ano realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes, ocorreu no mês de setembro, destruindo aproximadamente 1,4 toneladas de drogas na fornalha de uma empresa, localizada no Distrito Industrial em Cuiabá. A quinta e última incineração do ano foi realizada no mês de dezembro, destruindo aproximadamente 3,5 quilos de diferentes tipos de drogas que foram retiradas de circulação na região metropolitana. 

A grande quantidade de substâncias ilícitas, contendo pasta base, cocaína e maconha é referente a ações deflagradas pelas forças de segurança pública, nos anos de 2020 e 2021, visando o combate ao tráfico de drogas, a desarticulação de associações criminosas e outros crimes.

Juliana frisou ainda a importância do trabalho em conjunto com a sociedade que através dos canais de comunicação, podem realizar denúncias e contribuir para o trabalho das forças de segurança.

“A queima do material ilícito apreendido é o ato final do trabalho de enfrentamento ao tráfico, destruindo tudo aquilo que movimenta o crime de tamanha gravidade que afeta pessoas, devasta famílias e causa tanta tristeza à sociedade”, finalizou a delegada.

Fonte: GOV MT

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Manejo e adubação refletem em maior produção de café para agricultores de Cotriguaçu

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Assistidos há um ano pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer), junto ao Programa REM-MT, produtores de café de Cotriguaçu (a 940 km de Cuiabá) estão otimistas com a safra deste ano. Na segunda colheita prevista para o mês de abril, a meta é chegar a 100 sacas por hectare, 60% a mais que o total do ano passado, que chegou a 60 sacas por hectare.

O aumento na produção dos 50 produtores atendidos nesse período está relacionado ao manejo com o uso de técnicas corretas para adequação do solo, adubação, podas, manejo integrado de pragas e doenças, além do controle de plantas daninhas.

Um exemplo é a produtora Daiane Gilioli, que chegou a pensar em desistir após anos de muita dor de cabeça e despesa. Ela lembra que seu café era amarelo e já teve 70% da produção perdida por não saber como e o que fazer.

Atualmente, com 13 mil pés de café, Daiane destaca que espera ter todo investimento de anos, finalmente, revertidos em renda com a colheita de 2022. “Aprendi que tem tempo para tudo, desde a correção do solo, a adubação, a poda, até as demais técnicas. Segui todas as recomendações e vou colher o resultado de todo esse trabalho”.

O produtor Samuel dos Santos Freitas, do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, tem a mesma expectativa de aumento da produção para este ano, em que espera colher até 300 sacas em 2,4 hectares, sendo 8 mil pés de café. Além dos anos de experiência, ele destaca que a assistência da Empaer tem contribuído muito para a superação das metas.

Ainda assim, o maior temor é com as pragas, entre elas, as mais perigosas são a cochonilha e a broca. “Vi produtor perder até 40% da produção por causa dessas pragas. Em 15 dias elas se espalham pela lavoura e tudo fica comprometido. A orientação do uso e da aplicação do inseticida correto faz toda diferença”.

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O engenheiro agrônomo da Empaer, Thiago Tombini, explica que todo trabalho de acompanhamento e orientações associado às práticas recomentadas vêm auxiliando na produtividade e na qualidade dos grãos colhidos.

“Tudo influencia diretamente no crescimento e produtividade do cafeeiro por fornecer nutrientes adequados à planta e, principalmente, representar alto valor no custo da produção. Além das questões técnicas sobre o cultivo, orientamos também o produtor sobre outro tema importante, que é a gestão da propriedade”.

Técnicos orientam produtores sobre o cultivo do café em Cotriguaçu – foto Empaer

Fonte: GOV MT

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Dunga Rodrigues é homenageada em projeto de audiotur pelo Centro de Cuiabá

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Que tal um passeio guiado por pontos históricos de Cuiabá, ouvindo lendas de suspense, mistério e humor? A idealização de um audiotur pelo Centro de Cuiabá foi uma escolha criativa do Grupo Tibanaré para homenagear, in memoriam, uma das mais célebres ativistas culturais de Mato Grosso, Dunga Rodrigues.

Essa é a proposta do projeto “Experiências Sensoriais”, aprovado no edital Conexão Mestres da Cultura de Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), com recursos da Lei Aldir Blanc. O aplicativo “Passeio Sonoro” estará disponível a partir deste sábado (29.01), às 12h, na Play Store (Android) e App Store (IOS).

O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Secel-MT, Beto Dois a Um,  celebrou a inciativa. “Dunga tem uma contribuição inconteste para nossa cultura, principalmente pela diversidade de sua produção. Este projeto promove a integração da cultura e do turismo, potencial que deve ser sempre explorado como via de mão dupla no fortalecimento dos dois segmentos”.

Produtora executiva do projeto “Experiências Sensoriais – Dunga Rodrigues”, Fernanda Gandes, conta que, por conta da situação pandêmica, a equipe optou por liberar apenas a visitação individual nesse primeiro momento. Como o app fica ativo por 12 meses, espera-se que os atores que interpretaram os personagens também possam integrar um tour presencial, aos moldes de outro projeto do repertório do Tibanaré, o Passeio Noturno.

“E além disso, é desejo da nossa equipe ampliar o circuito para o Porto e Coxipó. Nessa primeira fase estão disponíveis seis lendas do Centro Histórico. No aplicativo, um mapa revela os pontos de visitação”, explica Fernanda.

Exposição

O projeto prevê ainda uma “exposição virtual” dedicada a Dunga Rodrigues, com a curadoria de Naine Terena, Jefferson Jarcem e Fernanda Gandes. No site oficial do projeto, estarão reunidas fotos e poesias, dentre outros itens de acervo composto a partir da colaboração da família, que vive no Rio de Janeiro, da direção do Conservatório Musical Dunga Rodrigues, em Cuiabá, e extraídas do site www.familiascasabarao.com.br, organizado pela historiadora Elizabeth Madureira Siqueira.

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A curadora explica que o objetivo da exposição é amplificar o alcance da tradição oral das histórias pelas quais Dunga tinha muito apreço.

“Era seu desejo que as lendas fossem mantidas vivas no imaginário popular, sendo reproduzidas pelas próximas gerações. Ela inclusive manifesta esse desejo em um de seus livros, o dedicando às crianças, para que elas celebrem as histórias de seus antepassados”.

Biografia

Maria Benedita Deschamps Rodrigues, nome de batismo, foi professora, musicista, historiadora e escritora. Na perspectiva da literatura, teve como um dos principais focos o registro da história oral da capital mato-grossense.

Dunga Rodrigues nasceu em Cuiabá, em 1908, e morreu em Santos, em janeiro de 2006. Ela é uma das figuras femininas da cultura mato-grossense do século passado, das mais cultuadas. Por conta da sua inconteste produção literária, conquistou uma cadeira na Academia Mato-grossense de Letras, em tempos em que a instituição era frequentada majoritariamente por homens.

Dunga Rodrigues deu aulas de francês e, principalmente, de música. Promoveu recitais, formou muitos músicos na capital e escreveu diversos livros sobre a cultura e história de Cuiabá e Mato Grosso. Também foi membro do Instituto Histórico e Geográfico do Estado, do Centro de Música Brasileira do Estado de São Paulo e integrou a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra.

Serviço

Lançamento Audiotour do projeto “Experiências Sensoriais – Dunga Rodrigues”

Dia: 29/01/2022

Hora: 12h

Onde baixar o app: Passeio Sonoro – Play Store (Android) e App Store (IOS)

Mais informações: www.grupotibanare.com.br

Fonte: GOV MT

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