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Cônsul do Gabão, André Fonseca vai ser candidato a deputado federal

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Cônsul do Gabão, André Fonseca vai ser candidato a deputado federal
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Cônsul do Gabão, André Fonseca vai ser candidato a deputado federal

O advogado pernambucano e cônsul do Gabão, André Fonseca, será candidato a deputado federal nas eleições deste ano pelo partido Brasil 35. Fonseca foi convidado pelo partido a tentar uma vaga no Congresso Nacional e afirmou ao iG que deve aceitar o convite. 

“Considerando o atual quadro político do país, em especial do estado de Pernambuco, que está abandonado pelos políticos que o representam, não há outra opção se não aceitar esse convite e esse desafio”, contou Fonseca.

E completou: “No momento, eu estou conversando com amigos, familiares e entidades da sociedade civil (…) até o momento todos foram unânimes na questão de apoiar e aprovar a minha candidatura (…) então é muito provável que seja candidato a deputado federal pelo estado de Pernambuco”.

Entre as propostas apresentadas pelo cônsul está o “cumprimento da Constituição da República”, isso porque ele acredita que o Supremo Tribunal Federal (STF) ultrapassa os limites de atuação e atrapalha o trabalho do Congresso Nacional.

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Muito crítico do Supremo, André Fonseca afirma que vai limitar a atuação da Corte e separar novamente os poderes da República. “Nós vivemos hoje na verdade um sistema jurisdicionalista, porque quem comanda hoje é o STF, fazendo arbitrariedades”.

No Instagram, o futuro candidato se apresenta como um defensor da pátria, família e direitos patrimoniais. “Por direito, por amor à pátria e à família: Por justiça JUSTA, um judiciário sério, um povo igual, livre e independente”, diz uma das postagens.

André Fonseca é cônsul honorário do Gabão desde 2014, além de conselheiro mundial do LIKUD SERBIA, maior partido político de direita de Israel. Ele também está como diretor da INISEG no Brasil, que é uma instituição voltada para a área de Segurança e defesa, segurança cibernética, segurança pública e privada, criminalidade e criminal, ciências políticas e relações internacionais.

Na última terça-feira (11), o consul participou do podcast CTT Cast,  onde falou sobre política, diplomacia e a pauta armamentista em Pernambuco e no Brasil.  Confira.

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Lula busca aproximação de tucanos ‘notáveis’ como Aloysio Nunes e FHC

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Lula busca aproximação de tucanos ‘notáveis’ como Aloysio Nunes e FHC
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Lula busca aproximação de tucanos ‘notáveis’ como Aloysio Nunes e FHC

Em meio ao flerte com o  ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (recém-saído do PSDB e ainda sem partido), cotado para ser vice na chapa encabeçada pelo PT, o  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem procurado ampliar a aproximação com outras figuras históricas do PSDB.

Na sexta-feira, ele se reuniu com o ex-ministro do governo Temer Aloysio Nunes Ferreira, que também foi candidato a vice na chapa tucana de Aécio Neves em 2014.

Segundo o ex-ministro, Lula tem buscado rivais antigos, mas que hoje se opõem ao governo de Jair Bolsonaro, para, ainda que não consiga apoio já na eleição, como deve acontecer no caso de Alckmin, construir pontes que o ajudem num eventual governo.

Cientes de que um apoio já na eleição, ou ao menos no primeiro turno, pode ser difícil, aliados do petista afirmam que a estratégia é importante para abrir diálogo e também preparar apoio para a eventualidade de o presidente Jair Bolsonaro questionar o resultado eleitoral se sair derrotado.

Antes de Aloysio, Lula já havia se encontrado, no ano passado, com o ex-governador de Goiás Marconi Perillo, o ex-senador Arthur Virgílio (AM), o senador licenciado Tasso Jereissati (CE) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com o colunista Lauro Jardim, o petista vai procurar FH para uma nova conversa. A assessoria de imprensa do Instituto FHC disse que, por ora, não há reunião agendada.

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A ala do PSDB procurada por Lula não ocupa mais cargos na direção do partido e hoje tem bem menos influência nas decisões da legenda. Lula tem buscado nomes, como o de Tasso Jereissati, que não são aliados do pré-candidato tucano à presidência, o governador de São Paulo João Doria.

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Não houve, porém, aceno a apoio a Lula no momento. Em entrevista publicada pelo jornal Valor, por exemplo, Tasso afirmou ver a pré-candidata do MDB, senadora Simone Tebet, como a presidenciável que tem mais condições de derrotar Bolsonaro e Lula.


Preocupado com os arroubos autoritários de Bolsonaro, Aloysio viu a iniciativa de Lula com bons olhos, uma vez que entende que o petista sempre defendeu a democracia. Segundo a colunista Bela Megale, Aloysio sinalizou que falaria com figuras importantes do seu partido para ajudar a unir Lula e Alckmin.

“É um movimento positivo para a política. Esse gesto indica uma derrubada de barreiras e uma convergência, uma disposição de fazer uma política mais ampla”, disse Nunes, que continuou. “Ele disse que, se concorrer, e se for eleito, encontrará um país muito pior que encontrou na sucessão de Fernando Henrique Cardoso.”

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Presidenciáveis definem marqueteiros e estratégias para as eleições

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Presidenciáveis definem marqueteiros e estratégias para as eleições
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Presidenciáveis definem marqueteiros e estratégias para as eleições

Os principais pré-candidatos à  Presidência avançaram nos últimos dias nas negociações para definir o marqueteiro, posto-chave da campanha encarregado de embalar os candidatos como melhor produto na eleição.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente Lula (PT), o ex-ministro Sergio Moro (Podemos), o governador tucano João Doria e a senadora emedebista Simone Tebet já tratam com candidatos aos cargos e desenham as linhas de discurso e marketing. O pedetista Ciro Gomes antecipou-se e já faz campanha sob a coordenação de João Santana, artífice das últimas vitórias presidenciais do PT.

No comitê do presidente Jair Bolsonaro, o nome mais cotado para assumir a função é o do marqueteiro Duda Lima, indicado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Ele presta serviços ao partido há pelo menos 15 anos e tem no currículo a participação em campanhas para prefeituras paulistas, como a do deputado Celso Russomanno (Republicanos), terceiro colocado na corrida na capital em 2016.

O convite a Duda Lima ainda não foi feito. Ele, porém, foi elogiado por ter organizado o evento que marcou a filiação de Bolsonaro ao PL. Também conta a seu favor o estilo discreto.

Membros do comitê de Bolsonaro avaliam que o escolhido tem que ser maleável para entender a personalidade do presidente e compreender que a estratégia digital seguirá nas mãos do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Avaliação de propostas

O ex-presidente Lula (PT) também está em busca do especialista em comunicação que vai acompanhá-lo na disputa. Sidônio Palmeiro, que já atuou nas campanhas dos baianos Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT), é o favorito até o momento.

O colunista Lauro Jardim revelou que o PT também avalia propostas de Paulo de Tarso Santos, que fez a campanha de Lula em 1989, quando se criou o “Lula lá”, e de Juliano Corbellini, que esteve com Flávio Dino (PCdoB) no Maranhão, além de Augusto Fonseca. Os escolhidos trabalharão com o ex-ministro Franklin Martins, à frente da linha de comunicação do petista.

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Em suas manifestações, Lula tem adotado a estratégia de traçar comparações com a gestão atual. Para além do discurso, ele busca se reunir não apenas como seus aliados, mas também com políticos de outras correntes ideológicas. Além de construir alianças, tenta com isso reforçar a imagem de que é um candidato aberto ao diálogo e bem recebido, inclusive no exterior.

Já o ex-ministro Sergio Moro (Podemos) tem usado a estrutura da sigla para direcionar a sua atuação na pré-campanha. Um de seus conselheiros tem sido o marqueteiro do partido, Fernando Vieira. Paralelamente, porém, ele tem conversado com outros profissionais. O principal nome é o mineiro Paulo Vasconcelos, que já elaborou campanha presidencial do tucano Aécio Neves (2014).

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Vasconcelos, por ora, está mais próximo de Rodrigo Pacheco (PSD), cuja pré-candidatura dá sinais de ter vida curta, como mostrou o Globo no domingo. Enquanto não define seu marqueteiro, Moro vem concedendo entrevistas semanalmente, além de já ter programado viagens pelo país. No início de fevereiro, vai o Ceará e ao Piauí.

Segundo auxiliares do ex-ministro, embora não tenha qualquer experiência no páreo político, ele procura definir o tom de suas falas previamente. Recentemente, Moro disse numa entrevista: “vamos arrebentar essa polarização”. Questionado se a frase fazia parte da estratégia de um marqueteiro, ele reagiu, frisando que era de sua lavra.

Trunfo feminino

Primeiro a fechar com um marqueteiro, Ciro apostou num dos personagens mais conhecidos do mercado. João Santana retorna ao cenário nacional após período escanteado ao ser investigado pela Lava-Jato e fazer uma delação premiada em que admite ter recebido caixa 2 do PT.

Santana já botou na rua as primeiras peças da campanha de Ciro, e tentará atrair o público jovem, ao vendê-lo como um candidato “rebelde”, assumindo seu gênio explosivo.

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No caso de João Doria (PSDB), uma reunião do núcleo da campanha deve escolher o marqueteiro nesta semana. Ele tem dialogado com nomes como Chico Mendez e Guillermo Raffo, que atuaram na campanha do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles à Presidência em 2018 pelo MDB. Na época, eles popularizaram o slogan “Chama o Meirelles”. O martelo deve ser batido nos próximos dias.


Doria procura alguém com um perfil moderno, que concilie planejamento estratégico e criatividade e, sobretudo, entenda a dinâmica do governador. O principal desafio, segundo interlocutores do pré-candidato do PSDB ao Planalto, é conseguir apresentar a administração Doria em São Paulo de modo que possa ser absorvido em todo o país.

A senadora Simone Tebet (MDB) já definiu Felipe Soutello como seu marqueteiro. Ele já havia ajudado na produção de materiais para a pré-campanha da emedebista. Soutello trabalhou, em 2020, com Bruno Covas, eleito prefeito de São Paulo, que morreu no ano passado. Uma das prioridades de Simone é a área de planejamento econômico. Outra estratégia é lembrar que é a única mulher na disputa.

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