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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro rebate Doria: “No Estado dele, perde para o Cabo Daciolo”

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Bolsonaro rebate Doria:
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Bolsonaro rebate Doria: “No Estado dele, perde para o Cabo Daciolo”

presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu as recentes declarações do  governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e afirmou que o tucano está “no mundo da lua” e perderia no território paulista uma disputa com o ex-presidenciável Cabo Daciolo.

“No Estado dele, ele perde até para o Cabo Daciolo. Vou discutir o que com esse cidadão aí? Ele conduziu muito mal a questão da pandemia, os próprios números mostram isso”, afirmou o mandatário.

As falas de Bolsonaro referem-se a entrevista dada pelo governador ao programa Canal Livre, na noite do último domingo (09), em que o político afirma que o atual presidente está “em declínio” e que sua ida ao segundo turno está ameaçada: “Ele se autodestrói, é o seu maior adversário”, afirmou Doria.


Bolsonaro aproveitou para dizer que o Ministério da Defesa encontrou “inconsistências” nas urnas eletrônicas que serão utilizadas para as eleições deste ano. Segundo o mandatário, uma resposta do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é aguardada para tratar sobre supostas “vulnerabilidades”.

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POLÍTICA NACIONAL

Membros do MBL migram para o Podemos, partido de Sergio Moro

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Ex-juiz e pré-candidato à Presidência Sergio Moro
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Ex-juiz e pré-candidato à Presidência Sergio Moro

Os membros do Movimento Brasil Livre (MBL) começarão a mudar de seus atuais partidos para entrar no Podemos, onde está atualmente o ex-juiz e pré-candidato à Presidência Sergio Moro , a partir deste mês. O grupo já manifestava apoio a Moro para o Planalto desde o anúncio de sua pré-candidatura, em novembro do ano passado, e ensaia a formação de palanques estaduais com ele.

O deputado estadual Arthur do Val, mais conhecido como Mamãe Falei (Patriota), pré-candidato ao governo de São Paulo, afirmou ao Estadão que o movimento de migração é “natural”, uma vez que o MBL e o ex-juiz defendem ideais semelhantes.

A filiação deve ocorrer junto com a divulgação de uma “carta de independência” entre o grupo e o partido.

Além de Arthur do Val, os outros integrantes do MBL que acertam filiação ao Podemos inclui o deputado federal Kim Kataguiri (DEM), o vereador Rubinho Nunes (PSL) e Adelaide Oliveira, que foi candidata a vice-prefeita de São Paulo em 2018 pelo Patriota.

Adelaide descreveu os dois como os futuros presidente da República e governador paulista. Os integrantes do MBL manifestam interesse em projetar um palanque com Moro para Arthur do Val.

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Fim da aliança? Bolsonaro se irrita com postura de Abraham Weintraub

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Fim da aliança? Bolsonaro se irrita com postura de Abraham Weintraub
Marcos Corrêa/PR

Fim da aliança? Bolsonaro se irrita com postura de Abraham Weintraub

O presidente Jair Bolsonaro tem demonstrado irritação com seu ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que articula uma candidatura ao governo de São Paulo mesmo com Bolsonaro defendendo publicamente o nome do ministro Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) para o posto. Weintraub também tem feito críticas à aliança do presidente com partidos do Centrão.

Em conversas com ministros, Bolsonaro comparou Weintraub a outros antigos colegas de ministério que passaram a ser críticos do governo, como Luiz Henrique Mandetta (Saúde), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo).

Weintraub voltou no fim de semana ao Brasil para tentar articular sua candidatura ao governo de São Paulo. Ele estava nos Estados Unidos desde junho de 2020, quando ganhou um cargo no Banco Mundial, em Washington, após ter sido demitido do Ministério da Educação por ter entrado em atrito com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Caso consiga viabilizar sua candidatura em São Paulo, Weintraub deve enfrentar Tarcísio, seu antigo colega de governo e preferido de Bolsonaro para assumir o Palácio dos Bandeirantes. O apoio ao ministro da Infraestrutura foi uma das condições impostas por Bolsonaro para se filiar ao PL.

No ano passado, em entrevista à revista Oeste, Weintraub alfinetou Tarcísio, dizendo que a “linha de pensamento” dele é diferente:

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“A linha de pensamento deles não é igual a minha e de meu irmão, porque nós somos conservadores, anti-sistema, não queremos ficar batendo papo furado com quem tem ligação com esquema de corrupção ou com quem prega o absurdo”, disse o ex-ministro, referindo-se também à deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) e à médica Nise Yamaguchi, possíveis candidatas ao Senado. “Estou aqui para defender os valores que acredito, coisa que eu não vejo na mesma proporção, nesses nomes que mencionei”.

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Apesar de atacar a aproximação de Bolsonaro com o Centrão — na segunda-feira, por exemplo, o ex-ministro disse que os conservadores foram “substituídos por essa turma” —, Weintraub evita criticar diretamente Bolsonaro.

Em uma entrevista exibida no domingo, por exemplo, ele disse que não falaria mal do seu antigo chefe:

“Eu não falo mal dele. Não falo por várias razões”, afirmou, acrescentando: “Não vou entrar em detalhes aqui. Tenho boas lembranças do presidente Bolsonaro”.

Na mesma entrevista, Weintraub afirmou que Bolsonaro soube com antecedência da acusação de um suposto esquema de desvio de salário no gabinete de Flávio Bolsonaro (na época deputado estadual, hoje senador) e que o presidente relatou isso a membros da equipe de transição do governo, em novembro de 2018. A suspeita só se tornaria pública em dezembro daquele ano.

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