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Projeto de escola técnica estadual arrecada uma tonelada em produtos para o Lar dos Idosos

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Os alunos do Programa Jovem Aprendiz da Escola Técnica Estadual (ETE) de Alta Floresta foram desafiados a sair do lugar comum. Com o lançamento da 1ª edição do Projeto “Jovem Cidadão – Atitude no presente com um olhar no futuro”, os estudantes realizaram, durante todo mês de outubro, uma campanha para arrecadação de alimentos e produtos de higiene e limpeza em apoio ao Lar dos Idosos Pedro Sierra Sanches de Alta Floresta.

Sensibilizados pelas dificuldades vividas pela instituição, agravadas durante a pandemia da Covid-19, o diretor da ETE, Prof. Edson Amaro dos Santos, o coordenador de Integração Escola-Comunidade, Nilvânio dos Santos Rocha, e os demais servidores da unidade decidiram agir. A interação entre escola, alunos e a comunidade, garantiu a arrecadação de 58 itens entre gêneros alimentícios, de higiene, e principalmente de saúde, totalizando algo em torno de uma tonelada em produtos.

O Lar reúne cerca de 40 idosos, com faixa etária entre 60 e 93 anos, acolhidos de forma permanente e portadores das mais diferentes necessidades.

Para o diretor, o programa que reúne alunos com idade entre 14 e 24 anos, se tornou uma oportunidade para o exercício de habilidades sociais importantes que irão definir inclusive, sua futura conduta enquanto cidadão, como a empatia, a capacidade de se comunicar, a civilidade, a cordialidade e o senso de liderança.

“Com a ação, a ETE de Alta Floresta está indo além da qualificação profissional, estamos formando cidadãos conscientes do seu dever social, enquanto indivíduo e membros de uma coletividade. Essa visão humanizada fará diferença no mercado de trabalho. As empresas, buscam por colaboradores com competências para a vivência em grupo e com habilidades específicas para equacionar situações do dia a dia. Esses serão os profissionais do futuro, e estamos bastante satisfeitos com os resultados alcançados. Resultados que só foram possíveis graças ao empenho de todos os envolvidos. Uma ação coletiva, pensada para o coletivo, onde as empresas parceiras e a sociedade corresponderam ao propósito dos nossos alunos. Sem dúvida, novas edições virão”, concluiu o diretor da ETE, professor Edson Amaro dos Santos.

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Para a coordenadora do Lar dos Idosos, Fernanda Silva, que também é Enfermeira e já atuou como professora da Escola Técnica, a iniciativa dos professores contribui para que os alunos exercitem a empatia, se colocando na condição de agente modificador da realidade.

“O projeto foi um sucesso, e mais que isso, um exemplo. Agradecemos imensamente a iniciativa da Seciteci [Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação], em nome da Escola Técnica pela ação. Nossos idosos são pessoas que tanto fizeram e contribuíram para a sociedade, e hoje recebem esse reconhecimento dos nossos alunos. Uma ação que pode ser considerada uma aula de formação humana, e que dada a dedicação dos alunos, conseguiu mobilizar em tão pouco tempo todo o comércio e empresas, todos contribuíram, exatamente porque acreditaram na disposição dos alunos que deram exemplo de cidadão e respeito ao próximo”, definiu Fernanda Silva. 

O coordenador de Integração Escola-Comunidade, Nilvânio dos Santos, destacou que com a ação, foi possível estreitar as relações entre as 44 empresas parceiras do Programa Jovem Aprendiz e os alunos atendidos pelo programa e o Lar dos Idosos. “Nós formamos uma verdadeira teia em prol de garantir dignidade e conforto aos nossos idosos. Foi uma experiência extraordinária, que deu oportunidade de aprendizados a todos os envolvidos do projeto”, comemorou .

Fonte: GOV MT

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Websérie e livro homenageiam fundadores de grupo de siriri de Chapada dos Guimarães

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Reconhecidos pelo trabalho de fortalecimento e difusão do cururu e siriri em Chapada dos Guimarães, o casal Deijanil Maria do Nascimento e Pedro Boaventura da Silva será homenageado em uma websérie e um livro desenvolvidos com recursos do edital Conexão Mestres da Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

As obras trazem uma retrospectiva do trabalho realizado pelos fundadores do Grupo Folclórico Siriri Patucha, bem como o reconhecimento pela valorização da cultura popular no município. O lançamento será na segunda-feira (29.11), às 19h, na Casa da Quineira, em Chapada dos Guimarães.

O projeto ‘Aos mestres com carinho’ foi selecionado no edital, desenvolvido a partir da Lei Aldir Blanc. No dia 01 de dezembro ocorre a exibição pública da websérie, na Câmara Municipal de Vereadores de Chapada dos Guimarães, às 19h. O material, que conta com 10 episódios, também ficará disponível no youtube.

Proposto pela incubadora de negócios Pedaço do Mundo Hub, coordenado por Eliana Muxfeldt e Idineia Bressan, o projeto possui um instagram (@mestresculturaismt), onde há informações e contato do grupo.  

“O Patucha representa muito mais que um grupo de dança tradicional mato-grossense, foi e continua sendo um espaço afetivo que impactou positivamente a vida de inúmeros jovens, que cresceram em um contexto de união, pertencimento, integração, responsabilidade, amizade e respeito. E esse impacto se deve à dedicação do professor Pedrinho e Deja, como são chamados carinhosamente os homenageados”, descreve o texto de divulgação na mídia social.

O nome Patucha é uma sigla de Panorama Turístico de Chapada, termo que, na década de 70, era usado em um clube onde o siriri era uma das atrações. Nos 20 anos de história, o Grupo Folclórico Patucha fez apresentações em várias cidades de Mato Grosso, além de marcar presença em eventos para turistas, no Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães e no Festival de Cururu e Siriri, em Cuiabá.  

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Conexão Mestres da Cultura

O edital surgiu para compartilhar os saberes e fazeres artísticos e culturais do estado, reconhecendo o trabalho desenvolvido por pessoas impactaram a cultura mato-grossense, considerando sua contribuição para o fortalecimento da cultura do estado e sua importância para a comunidade que atua.

Fonte: GOV MT

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Com livros reciclados, recuperandos de São Félix do Araguaia confeccionam artesanato como forma de ressocialização

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Da riqueza dos livros ao trabalho de reciclagem, para se tornar artesanato e enfim, ser instrumento de ressocialização. Assim, a Cadeia Pública de São Félix do Araguaia (1.150 km da Capital) tem feito valer a Lei de Execução Penal, que entre outras coisas, assegura a reinserção do recuperando por meio do trabalho.

Por meio da doação de livros didáticos e revistas, os recuperandos da unidade dedicam parte de seus dias à produção de artesanatos com estes materiais recicláveis, que vão desde cestas decorativas, bolsas e até mesmo fruteiras.

O projeto “Mãos que Criam” foi uma ideia da assistente do Sistema Penitenciário, Noemi Fernandes de Oliveira, servidora pública há 11 anos. Com o olhar atento à saúde dos presos, Noemi percebeu que muitos faziam o uso de medicamentos controlados. Como forma de diminuir a ociosidade e trabalhar a ressocialização, ela deu o pontapé para o projeto, que abrange 90% dos recuperandos da unidade. E percebeu a diferença na saúde dos internos.

Estes reeducandos são selecionados e, posteriormente, cadastrados como artesãos na unidade prisional. A partir daí, os produtos por eles confeccionados são catalogados e etiquetados. Parte do recurso arrecadado com a venda dos produtos – 60% – é repassado à família do recuperando ou a uma conta bancária do próprio preso. E o restante – 40 % – retorna ao Conselho da Comunidade da comarca de São Félix do Araguaia, para reposição de material (matéria prima) e para custear as despesas com a logística.

“Este projeto visa proporcionar ao apenado capacitação para aprimoramento e ampliação de suas habilidades adquiridas na relação de convivência com outros reclusos, em específico no aprendizado do trabalho artesanal feito em papel (reciclagem de livros e revistas) e crochê (linhas e barbantes)”, explicou Noemi.

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O diretor da Cadeia Pública, Jackson de Souza, destacou que o projeto é uma importante ferramenta de ressocialização da unidade e isso se deve também às parcerias firmadas.

“Para nós, este projeto veio contribuir de forma significativa, pois hoje um dos grandes desafios do Sistema Penitenciário é trabalhar a ressocialização e o retorno do privado de liberdade à convivência em sociedade. E é graças a parceiros como o Conselho da Comunidade e a prefeita Janailza, que se sensibilizaram e se tornaram parceiros do projeto”, disse o diretor.

Exposição

Foi por meio da parceria com a Prefeitura de São Félix do Araguaia, que os recuperandos puderam expor seus produtos durante a inauguração da Praça da Bíblia, ocorrida no último dia 19 de novembro.

Na ocasião, a prefeita Janailza Taveira fez questão de prestigiar o espaço disponibilizado à exposição dos produtos confeccionados pelos recuperandos.

Lei de Execução Penal

A Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984) ressalta que o trabalho nas prisões tem como finalidade alcançar a reinserção do condenado, levando-se em conta a habilitação, a condição pessoal e as necessidades futuras do preso, bem como as oportunidades oferecidas pelo mercado.

Ainda de acordo com a LEP, a cada três dias de trabalho, o preso diminui pode diminuir um dia de sua pena. Além disso, a lei prevê ainda a remição por estudo e por leitura.

Fonte: GOV MT

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