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POLÍTICA NACIONAL

Moro diz que combate à corrupção degenerou quando ele saiu do governo Bolsonaro

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Sergio Moro em evento de filiação ao Podemos
Divulgação/ Sergio Lima

Sergio Moro em evento de filiação ao Podemos


Oficialmente na política partidária desde o último dia 8, quando se filiou ao Podemos, o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro voltou a dizer que o combate à corrupção foi enfraquecido no Brasil. Ele falou sobre o assunto nesta terça-feira (23) ao comentar sua saída do governo Jair Bolsonaro.

“Enquanto eu estive lá no governo, a gente tem isso de maneira muito clara, né? Eu lutei com todas as minhas forças pra evitar qualquer espécie de retrocesso. Quando eu sair, há uma degeneração. Hoje existe combate à corrupção aqui no Brasil muito pouco. Não temos o mesmo cenário que tínhamos na época da Lava Jato”, defendeu em entrevista ao Jornal da CNN.

Moro deixou o governo Bolsonaro em abril do ano passado, ao acusar o presidente da República de tentar interferir na Polícia Federal (PF). Desde então, ele se tornou um dos principais adversários do mandatário.

“Eu vi meu trabalho comprometido porque não tinha apoio do governo. (…) Eu não vou ficar no cargo de ministro por prestígio e poder e à custa dos meus princípios até porque não são meus princípios são princípios do povo brasileiro”, declarou.

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À época do rompimento com Bolsonaro, o presidente disse que Moro condicionou a mudança que ele pedia no comando da Polícia Federal à garantia de que seria indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-ministro negou.

A corte, inclusive, foi pautada na entrevista, quando Moro citou o que chama de “erros” dos magistrados. “Eu tenho um grande respeito  pelo Supremo. (…) Agora, forçoso reconhecer que isso é uma crítica que tem que ser feita que, nos últimos anos, o Supremo Tribunal Federal tomou decisões que enfraqueceram o combate à corrupção. É o fim da execução em segunda instância, a transferência de casos de corrupção pra Justiça Eleitoral que está bem preparada pra cuidar desses casos e o caso da anulação da condenação do ex-presidente que, com todo respeito ao Supremo, pra mim foi um gritante erro do Judiciário. Ou vai se falar que não houve saque da Petrobras? Ou vai se falar que não houve ali um esquema de corrupção que durou anos, que era prática do dia a dia contra a Petrobras durante os governos do Partido dos Trabalhadores?”, indagou Moro, de maneira retórica.

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No caso específico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o STF declarou Moro suspeito, acatando o argumento da defesa do petista de que o então juiz não agia com imparcialidade. Além disso, os processos contra o petista foram anulados porque a Corte julgou a Justiça Federal do Paraná incompetente para assumir os casos.

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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro pretende mudar lei para unificar decisão sobre passaporte da vacina

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Presidente Jair Bolsonaro
Valter Campanato/Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo, 5, que pretende alterar uma lei editada em fevereiro de 2020 para restringir ao governo federal a decisão sobre exigência ou não do passaporte vacinal no país.

Bolsonaro voltou a afirmar ser contrário à obrigatoriedade das vacinas e lembrou que ele próprio optou por não se imunizar. De acordo com o chefe do Executivo, não se vacinar trata-se de uma questão de “liberdade”.

“Hoje querem impor algo que alguns não querem. Por exemplo: eu não tomei vacina. Alguém vai me demitir por causa disso? Ah, eu sou um péssimo exemplo. Olha, isso chama-se liberdade”, declarou ele em entrevista ao site Poder360

 A entrevista ocorreu durante visita a um clube de Brasília, na manhã de hoje. No local, o presidente acompanhou uma partida de futebol entre dois times locais.

De acordo com o presidente, o governo estuda mudanças em itens na legislação que, no início de 2020, estabeleceu regras sanitárias, protocolos e outras orientações relacionadas à pandemia.

A ideia inicial seria a de limitar a abrangência de atribuições. Neste momento, o texto aborda questões sobre medidas a serem tomadas por “qualquer agente sanitário, estado e município”. “Quero trazer para agente federal”, disse o presidente. “A ideia é que parta do nosso governo.”

Para efetivar o intento, Bolsonaro também precisaria negociar com o Congresso Nacional. Caso as mudanças aconteçam através de medida provisória, o texto entraria em vigor de maneira provisória, mas seria submetido a análise das duas Casas do Legislativo (Câmara e Senado). A última palavra é do Parlamento.

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“Naquela lei de 2020, estou querendo alterá-la. Foi de fevereiro de 2020. Não se falava em vacina ainda. Era uma lei muito voltada para a pandemia, outras, então era uma novidade. E ela diz lá que a obrigatoriedade da vacina tem que ter comprovação científica. E não tem.”

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Apesar de não contar com provas ou evidências que ajudem a corroborar o seu raciocínio, o presidente da República voltou a colocar em dúvida a real eficácia e segurança das vacinas contra a covid-19. “Tem muita incógnita sobre a vacina ainda, muita coisa que ninguém sabe.”

Durante esta semana, está prevista uma reunião interministerial, chefiada pela Casa Civil, junto aos dirigentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para debater questões relacionadas ao avanço da nova variante ômicron. A nova cepa, que foi descoberta na África do Sul, vem se espalhando rapidamente pelo mundo e provocado temor no que diz respeito à possibilidade de fuga da capacidade de eficácia das vacinas desenvolvidas até o momento no enfrentamento à pandemia.

Bolsonaro também voltou a afirmar que, se depender dele, a vacinação jamais será obrigatória. E também afirmou que está disposto a vetar qualquer iniciativa no que diz respeito à obrigatoriedade da exigência do passaporte da vacina.

“Por mim, a vacina é opcional. Eu poderia, como eu posso hoje em dia, partir para uma vacinação obrigatória, mas jamais faria isso porque, apesar de vocês não acreditarem, eu defendo a verdade e a democracia. Agora, não pode dar para prefeitos e governadores essa liberdade. Sei que a maioria não está adotando isso, mas tem alguns que já estão ameaçando, ameaçando demissão.”

“Não há a menor dúvida que eu veto [se algum órgão determinar o passaporte vacinal]. Quer melhor vacina, comprovada cientificamente, do que a própria contaminação? Quem foi contaminado é dezenas de vezes mais imune do que quem tomou a vacina apenas.”

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Moro diz que 2022 será eleição mais decisiva “desde redemocratização”

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Presidenciável pelo Podemos, Sergio Moro
O Antagonista

Presidenciável pelo Podemos, Sergio Moro

O presidenciável Sergio Moro (Podemos) disse que a eleição de 2022 à presidência será “decisiva na história da nossa República desde a redemocratização.” O ex-juíz disse, também, ser um “homem de diálogo” ao defender alianças com outros partidos.

“Assim como acredito que poderia abrir mão, espero que outros tenham o mesmo entendimento, porque nós precisamos somar (…) A eleição será “decisiva na história da nossa República desde a redemocratização”, disse o ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro.

O ex-juíz tem mantido conversas com partidos como União Brasil, Novo, Cidadania e PSDB. Neste domingo, Moro se encontrou com o governador tucano do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Segundo Moro, sua defesa é por uma “visão liberal de economia, sem prejuízo de políticas sociais consistentes”. As declarações foram dadas em entrevista publicada neste domingo (5) pelo jornal Correio Braziliense.

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“Acredito que o nosso projeto, trazendo os partidos, a sociedade, convencendo a população de que nosso projeto é consistente, e a credibilidade das pessoas que estão nele envolvidas, é o que tem a melhor chance de êxito. Nunca tive a ambição pessoal de ser presidente”, declarou.

O ex-juíz disse que ele e Bolsonaro são “pessoas muito diferentes”, mesmo tendo participado do governo atual por 1 ao e 4 meses,

 “O presidente não tem projeto de país. O único projeto é a reeleição. O presidente não é uma liderança que inspira as pessoas. Se você não tem um líder, não tem um projeto, o país não vai a lugar nenhum.”

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