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MATO GROSSO

Gefron recupera 4 veículos avaliados em R$ 590 mil que seriam levados para a Bolívia

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Quatro veículos avaliados em mais de R$ 590 mil foram recuperados pelo Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), em um prazo de 48 horas, nos municípios da faixa de fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. Duas das caminhonetes foram roubadas em Cuiabá e tiveram suas placas adulteradas. A polícia acredita que todos os veículos seriam levados para o país vizinho, onde são vendidos ou trocados por entorpecentes.  

A última apreensão ocorreu por volta de 10h desta quinta-feira (18.11), em Pontes e Lacerda (430 km de Cuiabá). Com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os agentes abordaram uma Toyota Hillux SW4, roubada na Capital e identificaram que a placa estava adulterada e deram voz de prisão ao suspeito. Ele confessou que o veículo, avaliado em R$ 100 mil, seria entregue a uma segunda pessoa em Vila Bela da Santíssima Trindade.

No mesmo dia, por volta de 7h, durante patrulha na BR-174, os policiais apreenderam uma camionete Chevrolet Blazer sendo conduzida por um menor de idade, em alta velocidade, no município de Porto Esperidião (320 km de Cuiabá). Após abordagem, os policiais identificaram que se tratava de um veículo adulterado e que havia sido roubado em Cuiabá. O adolescente confessou que levaria a camionete, avaliada em R$ 260 mil, até a Bolívia e foi apreendido.

Ainda no mesmo município, por volta da 1h30 de quarta-feira (17.11), durante patrulha na BR-174 os policiais identificaram um Jeep Renegade com placa de São Paulo, que após checado identificaram que se tratava de uma apropriação indébita. O casal que estava na camioneta confessou que o plano era levar o veículo, avaliado em R$ 120 mil, até a fronteira com a Bolívia e acabaram presos.

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A outra apreensão ocorreu após o roubo de um Toyota Corolla Xei20, avaliado em R$ 110 mil, em São José dos Quatro Marcos (310 km de Cuiabá) na última terça-feira (16.11). Já em Porto Esperidião, durante as buscas pela BR-174, a Força Tática da PM solicitou apoio ao Gefron, que deu ordem de parada ao veículo, porém o condutor fugiu em alta velocidade. Durante a fuga, o suspeito perdeu o controle do veículo, que saiu da pista e acabou fugindo.

Ao fim das ocorrências, quatro pessoas foram detidas em flagrante, sendo duas mulheres, dois homens e um adolescente apreendido. O menor e três suspeitos foram encaminhados pelo Gefron à Delegacia de Polícia do município de Porto Esperidião, juntamente com os veículos recuperados. Já o suspeito que conduzia a Hillux SW4, foi preso e encaminhado à Delegacia de Pontes e Lacerda. Os casos serão investigados pela Polícia Civil. 

Fonte: GOV MT

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Websérie e livro homenageiam fundadores de grupo de siriri de Chapada dos Guimarães

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Reconhecidos pelo trabalho de fortalecimento e difusão do cururu e siriri em Chapada dos Guimarães, o casal Deijanil Maria do Nascimento e Pedro Boaventura da Silva será homenageado em uma websérie e um livro desenvolvidos com recursos do edital Conexão Mestres da Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

As obras trazem uma retrospectiva do trabalho realizado pelos fundadores do Grupo Folclórico Siriri Patucha, bem como o reconhecimento pela valorização da cultura popular no município. O lançamento será na segunda-feira (29.11), às 19h, na Casa da Quineira, em Chapada dos Guimarães.

O projeto ‘Aos mestres com carinho’ foi selecionado no edital, desenvolvido a partir da Lei Aldir Blanc. No dia 01 de dezembro ocorre a exibição pública da websérie, na Câmara Municipal de Vereadores de Chapada dos Guimarães, às 19h. O material, que conta com 10 episódios, também ficará disponível no youtube.

Proposto pela incubadora de negócios Pedaço do Mundo Hub, coordenado por Eliana Muxfeldt e Idineia Bressan, o projeto possui um instagram (@mestresculturaismt), onde há informações e contato do grupo.  

“O Patucha representa muito mais que um grupo de dança tradicional mato-grossense, foi e continua sendo um espaço afetivo que impactou positivamente a vida de inúmeros jovens, que cresceram em um contexto de união, pertencimento, integração, responsabilidade, amizade e respeito. E esse impacto se deve à dedicação do professor Pedrinho e Deja, como são chamados carinhosamente os homenageados”, descreve o texto de divulgação na mídia social.

O nome Patucha é uma sigla de Panorama Turístico de Chapada, termo que, na década de 70, era usado em um clube onde o siriri era uma das atrações. Nos 20 anos de história, o Grupo Folclórico Patucha fez apresentações em várias cidades de Mato Grosso, além de marcar presença em eventos para turistas, no Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães e no Festival de Cururu e Siriri, em Cuiabá.  

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Conexão Mestres da Cultura

O edital surgiu para compartilhar os saberes e fazeres artísticos e culturais do estado, reconhecendo o trabalho desenvolvido por pessoas impactaram a cultura mato-grossense, considerando sua contribuição para o fortalecimento da cultura do estado e sua importância para a comunidade que atua.

Fonte: GOV MT

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Com livros reciclados, recuperandos de São Félix do Araguaia confeccionam artesanato como forma de ressocialização

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Da riqueza dos livros ao trabalho de reciclagem, para se tornar artesanato e enfim, ser instrumento de ressocialização. Assim, a Cadeia Pública de São Félix do Araguaia (1.150 km da Capital) tem feito valer a Lei de Execução Penal, que entre outras coisas, assegura a reinserção do recuperando por meio do trabalho.

Por meio da doação de livros didáticos e revistas, os recuperandos da unidade dedicam parte de seus dias à produção de artesanatos com estes materiais recicláveis, que vão desde cestas decorativas, bolsas e até mesmo fruteiras.

O projeto “Mãos que Criam” foi uma ideia da assistente do Sistema Penitenciário, Noemi Fernandes de Oliveira, servidora pública há 11 anos. Com o olhar atento à saúde dos presos, Noemi percebeu que muitos faziam o uso de medicamentos controlados. Como forma de diminuir a ociosidade e trabalhar a ressocialização, ela deu o pontapé para o projeto, que abrange 90% dos recuperandos da unidade. E percebeu a diferença na saúde dos internos.

Estes reeducandos são selecionados e, posteriormente, cadastrados como artesãos na unidade prisional. A partir daí, os produtos por eles confeccionados são catalogados e etiquetados. Parte do recurso arrecadado com a venda dos produtos – 60% – é repassado à família do recuperando ou a uma conta bancária do próprio preso. E o restante – 40 % – retorna ao Conselho da Comunidade da comarca de São Félix do Araguaia, para reposição de material (matéria prima) e para custear as despesas com a logística.

“Este projeto visa proporcionar ao apenado capacitação para aprimoramento e ampliação de suas habilidades adquiridas na relação de convivência com outros reclusos, em específico no aprendizado do trabalho artesanal feito em papel (reciclagem de livros e revistas) e crochê (linhas e barbantes)”, explicou Noemi.

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O diretor da Cadeia Pública, Jackson de Souza, destacou que o projeto é uma importante ferramenta de ressocialização da unidade e isso se deve também às parcerias firmadas.

“Para nós, este projeto veio contribuir de forma significativa, pois hoje um dos grandes desafios do Sistema Penitenciário é trabalhar a ressocialização e o retorno do privado de liberdade à convivência em sociedade. E é graças a parceiros como o Conselho da Comunidade e a prefeita Janailza, que se sensibilizaram e se tornaram parceiros do projeto”, disse o diretor.

Exposição

Foi por meio da parceria com a Prefeitura de São Félix do Araguaia, que os recuperandos puderam expor seus produtos durante a inauguração da Praça da Bíblia, ocorrida no último dia 19 de novembro.

Na ocasião, a prefeita Janailza Taveira fez questão de prestigiar o espaço disponibilizado à exposição dos produtos confeccionados pelos recuperandos.

Lei de Execução Penal

A Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984) ressalta que o trabalho nas prisões tem como finalidade alcançar a reinserção do condenado, levando-se em conta a habilitação, a condição pessoal e as necessidades futuras do preso, bem como as oportunidades oferecidas pelo mercado.

Ainda de acordo com a LEP, a cada três dias de trabalho, o preso diminui pode diminuir um dia de sua pena. Além disso, a lei prevê ainda a remição por estudo e por leitura.

Fonte: GOV MT

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