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FHC, Alckmin e Serra: saiba quem não conseguiu votar nas ‘Prévias do PSDB’

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FHC, Alckmin e Serra: saiba quem não conseguiu votar nas 'Prévias do PSDB'
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FHC, Alckmin e Serra: saiba quem não conseguiu votar nas ‘Prévias do PSDB’

Um bug no aplicativo de votação impediu que o PSDB terminasse o último domingo (21) com um candidato à Presidência definido. O problema afetou desde os caciques históricos da legenda, como o  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso,ex-governador Geraldo Alckmin e o  senador José Serra, a milhares de filiados anônimos, que não conseguiram votar. O aplicativo travou desde às 8h e, no fim da tarde deste domingo, o partido resolveu suspender o pleito.

A maior parte dos votos computados foram numa urna eletrônica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) instalada no evento presencial que o partido fez em Brasília. Na lista seleta daqueles que não votaram estão ainda a senadora Mara Gabrili, a ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, e até o ex-deputado Marcus Pestana, que trabalhou diretamente na organização e na coordenação das primárias.

Segundo seus interlocutores, Alckmin e Serra se esforçaram para votar desde cedo. O ex-governador é aliado do gaúcho Eduardo Leite, enquanto Serra declarou seu apoio ao paulista João Doria. Seus votos eram especialmente aguardados já que eles fazem parte do colégio eleitoral que tem maior peso na votação e inclui ex-presidentes do partido, governadores e as bancadas no Congresso.

Mas não foram só os medalhões que não conseguiram votar. O professor Renato Ramos, que é filiado ao partido e mora em Ferraz de Vasconcelos (SP), pediu até celular emprestado da amiga para tentar eleger Leite o candidato da sigla para 2022. Assim como a maioria, não conseguiu.

Ele conta que os erros começaram nas primeiras etapas: após preencher o título de eleitor, o sistema carrega as informações, mas não conclui, e avança para as próximas etapas. Outro erro acontecia quando o aplicativo pedia para tirar a foto do rosto, mas logo em seguida aparecia uma mensagem na tela “erro de conexão”.

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“Gerou-se uma expectativa muito grande com relação às prévias, toda a militância se organizou. E hoje, que era o ‘grand finale’, muitos não conseguiram votar. Faltou organização do partido”, disse ele.

Em São Paulo, a deputada Célia Leão, que é secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do governo Doria, tentou votar no aliado “mais de 25 vezes”, mas sem sucesso. Ao Globo, ela disse ser “lamentável” que o partido esteja passando por essa situação por “falta de responsabilidade de algumas lideranças”.

A expectativa nos bastidores é a de que Leite leve vantagem no grupo de caciques, enquanto Doria tem mais apoio entre os filiados — neste grupo, 60% dos cadastrados são de São Paulo, onde Doria controla o diretório. Ao todo, 44.700 tucanos foram cadastrados no aplicativo de votação.

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Foram tantas tentativas para votar nas prévias que Diony Nery, vereador da cidade de Aparecida de Goiás (GO), até decorou o número de seu título de eleitor, exigido em uma das etapas de votação. As investidas para eleger Doria o nome do PSDB começaram por volta do meio-dia e se estenderam por toda a tarde. Ele conta que no grupo de WhatsApp com pouco mais de 100 parlamentares do estado, ninguém relatou ter tido sucesso com o aplicativo.

E não foi por falta de tentativa: Nery diz que usou três celulares diferentes, inclusive de sistemas operacionais distintos. Ainda reinstalou o app e abriu e fechou incontáveis vezes. Em um único momento foi possível avançar para a etapa do voto e até escolher o candidato. Mas faltou o mais importante: a mensagem de votação concluída

“Senti que faltou um pouco mais de organização. Nós fizemos campanha e agora não poder votar é uma tristeza muito grande. Fizemos o trabalho, corremos atrás, mas não conseguimos concluir. Espero que consigam um novo jeito de haver eleições mais claras”, disse o vereador.

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Na região da Grande São Paulo Leste, que engloba 11 municípios, 10 dos 450 inscritos para as eleições conseguiram votar, segundo Daniel Teixeira de Lima, Secretário-Geral do PSDB na região.

Entre os erros apontados pelos filiados estão o não reconhecimento do título de eleitor; mensagens como “sem rede de internet” ou “volte mais tarde”. Alguns relatam até que um dos erros leva para uma página de codificação estranha.

“Estou acompanhando 11 municípios e a dificuldade é a mesma. Cada tentativa, um problema distinto”, disse ele, que tentou votar mais de 14 vezes.


O modelo das prévias prevê a participação de quatro grupos na votação. O primeiro grupo é de filiados sem mandato. No segundo estão prefeitos e seus vices. Vereadores, deputados estaduais e distritais formam o terceiro grupamento, seguido por governadores e vices, senadores, deputados federais, presidente e ex-presidentes da executiva nacional, que compõe o quarto e último grupo. O vencedor precisa ter mais de 50% dos votos, caso contrário haverá um segundo turno no próximo dia 28.

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Bolsonaro pretende mudar lei para unificar decisão sobre passaporte da vacina

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Presidente Jair Bolsonaro
Valter Campanato/Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo, 5, que pretende alterar uma lei editada em fevereiro de 2020 para restringir ao governo federal a decisão sobre exigência ou não do passaporte vacinal no país.

Bolsonaro voltou a afirmar ser contrário à obrigatoriedade das vacinas e lembrou que ele próprio optou por não se imunizar. De acordo com o chefe do Executivo, não se vacinar trata-se de uma questão de “liberdade”.

“Hoje querem impor algo que alguns não querem. Por exemplo: eu não tomei vacina. Alguém vai me demitir por causa disso? Ah, eu sou um péssimo exemplo. Olha, isso chama-se liberdade”, declarou ele em entrevista ao site Poder360

 A entrevista ocorreu durante visita a um clube de Brasília, na manhã de hoje. No local, o presidente acompanhou uma partida de futebol entre dois times locais.

De acordo com o presidente, o governo estuda mudanças em itens na legislação que, no início de 2020, estabeleceu regras sanitárias, protocolos e outras orientações relacionadas à pandemia.

A ideia inicial seria a de limitar a abrangência de atribuições. Neste momento, o texto aborda questões sobre medidas a serem tomadas por “qualquer agente sanitário, estado e município”. “Quero trazer para agente federal”, disse o presidente. “A ideia é que parta do nosso governo.”

Para efetivar o intento, Bolsonaro também precisaria negociar com o Congresso Nacional. Caso as mudanças aconteçam através de medida provisória, o texto entraria em vigor de maneira provisória, mas seria submetido a análise das duas Casas do Legislativo (Câmara e Senado). A última palavra é do Parlamento.

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“Naquela lei de 2020, estou querendo alterá-la. Foi de fevereiro de 2020. Não se falava em vacina ainda. Era uma lei muito voltada para a pandemia, outras, então era uma novidade. E ela diz lá que a obrigatoriedade da vacina tem que ter comprovação científica. E não tem.”

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Apesar de não contar com provas ou evidências que ajudem a corroborar o seu raciocínio, o presidente da República voltou a colocar em dúvida a real eficácia e segurança das vacinas contra a covid-19. “Tem muita incógnita sobre a vacina ainda, muita coisa que ninguém sabe.”

Durante esta semana, está prevista uma reunião interministerial, chefiada pela Casa Civil, junto aos dirigentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para debater questões relacionadas ao avanço da nova variante ômicron. A nova cepa, que foi descoberta na África do Sul, vem se espalhando rapidamente pelo mundo e provocado temor no que diz respeito à possibilidade de fuga da capacidade de eficácia das vacinas desenvolvidas até o momento no enfrentamento à pandemia.

Bolsonaro também voltou a afirmar que, se depender dele, a vacinação jamais será obrigatória. E também afirmou que está disposto a vetar qualquer iniciativa no que diz respeito à obrigatoriedade da exigência do passaporte da vacina.

“Por mim, a vacina é opcional. Eu poderia, como eu posso hoje em dia, partir para uma vacinação obrigatória, mas jamais faria isso porque, apesar de vocês não acreditarem, eu defendo a verdade e a democracia. Agora, não pode dar para prefeitos e governadores essa liberdade. Sei que a maioria não está adotando isso, mas tem alguns que já estão ameaçando, ameaçando demissão.”

“Não há a menor dúvida que eu veto [se algum órgão determinar o passaporte vacinal]. Quer melhor vacina, comprovada cientificamente, do que a própria contaminação? Quem foi contaminado é dezenas de vezes mais imune do que quem tomou a vacina apenas.”

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Moro diz que 2022 será eleição mais decisiva “desde redemocratização”

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Presidenciável pelo Podemos, Sergio Moro
O Antagonista

Presidenciável pelo Podemos, Sergio Moro

O presidenciável Sergio Moro (Podemos) disse que a eleição de 2022 à presidência será “decisiva na história da nossa República desde a redemocratização.” O ex-juíz disse, também, ser um “homem de diálogo” ao defender alianças com outros partidos.

“Assim como acredito que poderia abrir mão, espero que outros tenham o mesmo entendimento, porque nós precisamos somar (…) A eleição será “decisiva na história da nossa República desde a redemocratização”, disse o ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro.

O ex-juíz tem mantido conversas com partidos como União Brasil, Novo, Cidadania e PSDB. Neste domingo, Moro se encontrou com o governador tucano do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Segundo Moro, sua defesa é por uma “visão liberal de economia, sem prejuízo de políticas sociais consistentes”. As declarações foram dadas em entrevista publicada neste domingo (5) pelo jornal Correio Braziliense.

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“Acredito que o nosso projeto, trazendo os partidos, a sociedade, convencendo a população de que nosso projeto é consistente, e a credibilidade das pessoas que estão nele envolvidas, é o que tem a melhor chance de êxito. Nunca tive a ambição pessoal de ser presidente”, declarou.

O ex-juíz disse que ele e Bolsonaro são “pessoas muito diferentes”, mesmo tendo participado do governo atual por 1 ao e 4 meses,

 “O presidente não tem projeto de país. O único projeto é a reeleição. O presidente não é uma liderança que inspira as pessoas. Se você não tem um líder, não tem um projeto, o país não vai a lugar nenhum.”

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