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Destruição das nascentes e PCHs ameaçam existência do Rio Paraguai e do Pantanal

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

As hidrelétricas, a destruição das nascentes, o desmatamento do Cerrado, o avanço das lavouras de soja com uso intensivo de agrotóxicos, e as consequências de tudo isso no Rio Paraguai e no Pantanal foram temas centrais da audiência pública e sessão especial conjunta da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e da Câmara Municipal de Cáceres. Conduzida pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), pela vereadora Mazéh Silva (PT) e pelos ambientalistas Isidoro Salomão e Vanda dos Santos, a solenidade foi realizada de forma híbrida (remota e presencial) na sexta-feira (12), no Dia do Pantanal, e marcou também o Dia do Rio Paraguai, comemorado no domingo (14).
Antes da solenidade, comitês populares navegaram em expedições para verificar a situação de rios da bacia: Jauru, Sepotuba, Cabaçal, Cuiabá e Paraguai. “Nós tivemos a felicidade e a infelicidade de visitar rios riquíssimos na nossa região, que são responsáveis pela produção de várias espécies de peixes. É triste ver os pescadores chorando porque não tem mais mata, nem água, nem peixe”, relatou o agricultor Nilo da Silva, do Comitê Margarida Alves, de Mirassol D’Oeste.
Para frear a destruição do Cerrado nas nascentes e garantir a sobrevivência do Pantanal, Lúdio Cabral propôs, na semana passada, a criação do Parque Estadual Nascentes do Rio Paraguai. “Em 2020, o fogo foi o principal sintoma de uma tragédia que só podemos evitar com ampla proteção, da planície ao planalto. As nascentes do principal rio que forma o Pantanal estão cercadas de ameaças à existência de todo o bioma. Assim o volume de água do Rio Paraguai vem reduzindo ao longo do tempo. A biodiversidade pantaneira e o sustento de milhares de famílias que vivem da pesca de subsistência dependem da existência do Rio Paraguai”, disse Lúdio.
Monocultura e agrotóxicos – “A redução do volume de chuvas e de água que abastece o Pantanal está relacionada ao desmatamento na Amazônia. A monocultura nas cabeceiras do Pantanal, com uso intensivo de agrotóxicos, provoca assoreamento e contamina os rios e traz consequências drásticas para quem vive na Bacia do Paraguai e em todo o cone sul. Precisamos de uma legislação adequada para preservar os rios e também incentivos econômicos para atividades sustentáveis”, afirmou o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP).
Franciléia Paula de Castro, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, citou a pesquisa que monitorou a presença de agrotóxicos em rios da bacia que alimenta o Pantanal. “Os resultados são alarmantes: essas comunidades estão amplamente expostas a agrotóxicos e estão cercadas por monoculturas. Diversos venenos proibidos na União Europeia, justamente por apresentarem risco à saúde humana e ao meio ambiente, foram encontrados nas águas para consumo em rios, em minas, em tanques para piscicultura”, disse.
“Vocês sabem, tanto quanto eu, que as nossas águas estão sendo destruídas por veneno. O que falta para que as pessoas tenham sensibilidade e parem com esse ideal de acúmulo? Precisamos cuidar do que a natureza nos dá de graça. O projeto político que busca o lucro desenfreado é a causa de tudo isso”, desabafou Miraci Pereira da Silva, moradora do assentamento Roseli Nunes, em Mirassol D’Oeste.
A vereadora Mazeh Silva destacou a importância das comunidades pantaneiras. “Celebramos o Dia do Pantanal e do Rio Paraguai, mas sem deixar de lado a luta pela preservação do meio ambiente e o respeito aos povos tradicionais que habitam o bioma Pantanal. Chega de apagamento. Os povos tradicionais precisam conservar a luta. Só assim nossos netos vão usufruir do Rio Paraguai”.
Seca no Rio Paraguai – Débora Calheiros, do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc), destacou os riscos de alterar o ciclo de cheia e seca do Rio Paraguai e afetar a planície de inundação do Pantanal. “Não podemos alterar a hidrodinâmica da água nesse trecho do tramo norte do Rio Paraguai para construir uma hidrovia. Outro problema são as mais de 60 pequenas centrais hidrelétricas (PCH) que já existem na bacia, além de outros 120 projetos de PCHs”, citou.
“É difícil pensar na água como direito humano se esse direito está sendo retirado de nós. Com as mudanças climáticas, ou vem seca ou vem muita tempestade e todas as águas são perdidas. A escassez hídrica já é uma realidade no Pantanal”, alertou a pesquisadora Solange Ikeda, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e do Instituto Gaia.
“O Rio Paraguai esteve com água na canela neste ano. Corixos são enchidos com caminhão-pipa. Falta água para as pessoas beberem na maior planície alagada do mundo”, observou a deputada federal Rosa Neide (PT-MT). “Hoje nossa fauna e flora estão chorando por ação do homem. Não tem mais peixe no rio. Quem mora no Pantanal tem que ser ouvido no debate do Estatuto do Pantanal”, defendeu o deputado estadual Túlio Fontes (PV). A vereadora Valdeníria Dutra (PSC) disse que o verde brotando depois dos incêndios de 2020 não significa que o Pantanal voltou a ser o que era antes. “Depois das queimadas, muitas árvores bonitas não brotaram”, citou.

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

Fonte: ALMT

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Bazar Solidário Assembleia Social bate recorde de arrecadação

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Foto: Karen Malagoli

Mais uma vez, o Bazar Solidário da Assembleia Social bate recorde de vendas e de arrecadação e poderá ampliar o auxílio a demandas sociais. A edição realizada na quarta-feira (1º), no foyer do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, alcançou o montante de R$ 50.021,21, recurso que já está na conta bancária da instituição filantrópica beneficiada, as Obras Sociais Mãe Zeferina.O valor é bem acima dos quase R$ 37 mil da edição anterior, que já representava um recorde de vendas.

Danyelle Thommen foi uma das modelos voluntárias convidadas para exibir os looks do bazar no período de divulgação do evento, por meio das redes sociais da Assembleia Social. E, no dia do bazar, tornou-se cliente. “Foi uma experiência única, eu nunca tinha participado de um bazar. E eu sou super a favor, porque a gente tem que pensar só no consumo e o bazar colabora para a conservação do meio ambiente. Além de ser peças exclusivas e eu gosto de coisas diferentes, sempre gostei. Então, esta minha primeira foi incrível, fiquei muito feliz, porque fiz ótimas aquisições”, narrou.

O recurso repassado para as Obras Sociais Mãe Zeferina será utilizado para a manutenção da instituição, especialmente para o salário dos funcionários, como explica o presidente da instituição, Eliel Pinheiro. “Nós temos vários projetos sociais. São 100 famílias cadastradas conosco para cestas básicas, distribuição de verduras, temos artesanato… Nosso educandário é gratuito e atende 100 crianças, temos custo com folha de pagamento dos professores, com alimentação, energia, internet… À tarde, nós temos 30 jovens conosco. Então, precisamos de recursos para manter esses serviços, além de reformas e reparos necessários”, listou.

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“Nós estamos muito felizes! Esse resultado é a coroação de muito trabalho da equipe, mas, especialmente, da generosidade de todos, que primeiramente doaram as peças e depois vieram comprar e reusar, num exercício muito bonito de solidariedade e de consumo consciente. E tudo isso vai fazer toda a diferença para as famílias e as crianças do Parque Geórgia e região, atendidas pelas Obras Sociais Mãe Zeferina, instituição de trabalho tão sério e bonito!”, exclama Daniella Paula Oliveira, diretora da Assembleia Social.

Multiplicando solidariedade

Como a meta desta edição era de R$ 27 mil – referente à demanda imediata das Obras Sociais Mãe Zeferina, a instituição, de forma muito generosa, aceitou repassar parte do recurso recebido para três iniciativas: o pagamento de um pró-labore para cinco trabalhadoras da Apae de Nossa Senhora do Livramento; aquisição de brinquedos para a promoção de eventos natalinos da Assembleia Social em comunidades periféricas; e compra de material escolar para crianças carentes, a serem repassados no começo do ano que vem.

É importante esclarecer que esses repasses serão de controle da Mãe Zeferina, já que todo o dinheiro já está na conta da instituição contemplada.

Fonte: ALMT

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Seduc nega inscrição de 78% dos candidatos PCD; Lúdio faz novo pedido de anulação ao MPE

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Foto: Marcos Lopes

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) fez novo pedido ao Ministério Público Estadual (MPE), nesta sexta-feira (3), para anular o edital nº 008/2021/GS/SEDUC/MT para seleção de interinos, por dificultar a acessibilidade e a participação de pessoas com deficiência. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) negou a inscrição de 481 dos 611 candidatos com deficiência, o que corresponde a 78% de inscrições indeferidas.

“Hoje, no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o governo de Mato Grosso excluiu sumariamente 481 pessoas no processo seletivo absurdo que a Seduc faz para contratação de profissionais interinos na educação, por conta de uma série de erros e ilegalidades do edital e da mais absoluta falta de acessibilidade. Estou acionando o Ministério Público para que essa situação seja revertida. E na terça-feira (7) seguimos na luta para aprovar o projeto de decreto legislativo que anula esse edital sem sentido”, disse Lúdio.

O edital lançado pela Seduc exige, para a inscrição, “laudo médico expedido há, no máximo, 12 meses”, “diagnóstico com a descrição que especifica a espécie e o grau ou nível de deficiência”, e “assinatura e identificação do médico com o respectivo número do registro no Conselho Regional de Medicina (CRM)”. Na representação, Lúdio Cabral argumenta que a exigência desse tipo de documentação deve ser feita na posse, para assumir as vagas, conforme prevê a legislação, e não no ato da inscrição.

Lúdio lembrou que, além de dificultar a inscrição de PCDs, o seletivo discrimina pessoas do grupo de risco para covid-19. Para anular o seletivo de interinos, Lúdio também fez uma representação ao MPE em 29 de outubro, entrou com ação no Tribunal de Justiça no dia 4 de novembro, e apresentou o Projeto de Decreto Legislativo 11/21, previsto para entrar em votação na próxima terça-feira (7).

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Fonte: ALMT

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