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De cancelamento à carta branca; veja a cronologia do acordo entre Bolsonaro e PL

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Presidente Jair Bolsonaro
Alan Santos/ PR

Presidente Jair Bolsonaro

Apesar de ter afirmado, na semana passada, que sua chance de ingressar no PL era de 99,9%, Bolsonaro viveu diversos momentos de incerteza desde sua saída do PSL, no fim de 2019. À procura de um partido para chamar de seu, tentou viabilizar uma nova sigla, o Aliança pelo Brasil, que, por falta de apoio, ficou pelo caminho. Ao se aproximar do Centrão, foi bem recebido e acabou optando pela proposta de Valdemar Costa Neto,  mas recuou do “casamento” antes mesmo de subir no altar. Nesta quarta-feira, porém, o presidente do PL ganhou “carta branca” para negociar com Bolsonaro e devolveu o anel de noivado ao dedo do mandatário . Relembre as principais movimentações de Bolsonaro e as negociações com o PL:

Aproximação com o centrão

Desde novembro de 2019, quando saiu do PSL, o presidente Jair Bolsonaro busca uma sigla para viabilizar sua campanha à reeleição. Com planos de controlar candidaturas e presidentes de diretórios estaduais, seu sonho era viabilizar o próprio partido, que chegou a ser batizado de Aliança pelo Brasil. Sem o número mínimo de assinaturas para sair do papel, porém, o desejo ficou pelo caminho. A opção, então, foi por entrar em um partido menor, onde ele pudesse exercer seu poder. O  escolhido foi o Patriota, que recebeu o senador Flávio Bolsonaro (RJ) para organizar a entrada do pai. Com o afastamento do presidente da sigla, porém, veio uma nova frustração para Bolsonaro.

Ainda em julho deste ano, por intermédio do senador Ciro Nogueira, presidente do PP e atual ministro da Casa Civil, Bolsonaro começou a intensificar suas relações com o Centrão. O Progressistas foi um dos primeiros flertes, assim como o Republicanos, sempre com o cacique Valdemar Costa Neto, presidente do PL, à sombra de Bolsonaro nas negociações.

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Filiação ao PL marcada

Depois de conversas com os três partidos, pesou o poder de Costa Neto e Bolsonaro optou pela candidatura no PL. Ainda na semana passada, quando contou que as negociações estavam avançadas, o presidente chegou a afirmar que sua chance de ingressar no partido era de 99,9%. Apesar de admitir que ainda havia pontos a serem acertados, como candidaturas da sigla em São Paulo, a cerimônia de filiação chegou a ser marcada para o dia 22 de novembro.

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Recuo em Dubai

Já no último domingo, no entanto, o cenário mudou. Em nota, o PL afirmou que o evento de filiação do presidente Jair Bolsonaro havia sido cancelado. O texto dizia que a decisão foi tomada “de comum acordo” entre Bolsonaro e o presidente da legenda, “após uma intensa troca de mensagens na madrugada”. Bolsonaro, que está em viagem a Dubai, chegou a dizer que havia ainda “muita coisa a conversar”. Como uma das principais razões para o atrito, estavam as alianças estaduais do PL.

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Segundo levantamento feito pelo GLOBO, o partido integra a base de 15 governadores, dos quais sete devem reforçar o palanque de adversários de Bolsonaro em 2022. As discordâncias, inclusive, também vinham de dentro do partido. Filiados dos estados do Sul e do Centro-Oeste defendiam a guinada bolsonarista do PL, enquanto boa parte dos diretórios do Nordeste e do Norte tentavam surfar no desentendimento entre Costa Neto e Bolsonaro para desfazer o acordo.


Carta branca

O clima foi amenizado somente nesta quarta-feira, após reunião na sede do PL, em Brasília. Os dirigentes do partido anunciaram que Valdemar Costa Neto terá “carta branca” para negociar a filiação do presidente Jair Bolsonaro, que ganhou sobrevida. No entanto, ainda assim, deputados ligados à esquerda pediram alguma garantia de que Costa Neto não irá destituir os diretórios que discordarem da Executiva Nacional. Além disso, como contrapartida, o partido pode incluir em seu estatuto uma previsão de que dirigentes estaduais têm autonomia para decidir suas candidaturas e quem irão apoiar nas eleições.

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Evangélicos cedem 8 jatinhos para garantir senadores em votação de Mendonça

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Agência Brasil

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A fim de garantir que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha um ministro “terrivelmente evangélico”,  como prometido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2019, lideranças religiosas não têm poupado esforços. Elas conseguiram pelo menos oito jatinhos e aeronaves de pequeno porte para levar senadores a Brasília na próxima semana. 

Na próxima terça-feira (30), o ex-advogado-geral da União, André Mendonça,  será sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O colegiado vai apreciar a indicação feita por Bolsonaro para a Corte.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, os aviões foram colocados à disposição de apoiadores por empresários e pastores que possuem aeronaves. O esquema foi organizado de tal forma que os jatinhos serão distribuídos estrategicamente em quase todas as regiões do Brasil. Serão dois no Norte, dois no Nordeste, três no Sudeste e um no Sul.


De acordo com a publicação, a medida foi pensada porque pilotos e comissários anunciaram greve para a próxima segunda (29) e as lideranças ainda temem que o presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) consiga fazer com que senadores não compareçam à votação. O parlamentar  retardou a votação de Mendonça ao longo dos últimos quatro meses.

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Evangélicos cedem 8 jatinhos para garantir senadores em votação de Mendonça

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A fim de garantir que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha um ministro “terrivelmente evangélico”, como prometido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anos atrás, lideranças religiosas não têm poupado esforços. Elas conseguiram pelo menos oito jatinhos e aeronaves de pequeno porte para levar senadores a Brasília na próxima semana. 

Na próxima terça-feira (30), o ex-advogado-geral da União, André Mendonça, será sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O colegiado vai apreciar a indicação feita por Bolsonaro para a Corte.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, os aviões foram colocados à disposição de apoiadores por empresários e pastores que possuem aeronaves. O esquema foi organizado de tal forma que os jatinhos serão distribuídos estrategicamente em quase todas as regiões do Brasil. Serão dois no Norte, dois no Nordeste, três no Sudeste e um no Sul.

De acordo com a publicação, a medida foi pensada porque pilotos e comissários anunciaram greve para a próxima segunda (29) e as lideranças ainda temem que o presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) consiga fazer com que senadores não compareçam à votação. O parlamentar retardou a votação de Mendonça ao longo dos últimos quatro meses.

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