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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro diz que xeque tem plano bilionário para transformar Angra em Cancún

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Bolsonaro diz que xeque tem plano bilionário para transformar Angra em Cancún
Reprodução/Flickr

Bolsonaro diz que xeque tem plano bilionário para transformar Angra em Cancún

Na semana em que voltou de sua  viagem pelo Golfo Pérsico, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que há uma proposta de um xeque árabe de R$ 1 bilhão para transformar a baía de Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, em uma atração turística internacional. A entrevista foi gravada no último dia 19 e veiculada na quinta-feira (25) na RedeTV!.

“Você pega a Baía de Angra, eu conheço muito bem, até já fui multado lá num dia que eu não estava lá, ali eu tenho proposta de um xeque de investir US$ 1 bilhão ali para ser transformado em algo melhor que Cancún”, disse.

Bolsonaro falou da proposta em um contexto de reclamação sobre as leis ambientais brasileiras. Segundo o presidente, elas atrasam o desenvolvimento do país.

“Tem um decreto que demarcou como Estação Ecológica de Tamoios aquela área e quem revoga decreto ambiental é uma lei, não é outro decreto presidencial, então isso está parado. Nós poderíamos estar faturando, Cancun fatura um pouco mais de US$ 10 bi por ano, a gente podia estar falando parecido com isso e não temos como ir pra frente”, afirmou.

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presidente já fala de transformar Angra dos Reis em uma “Cancun brasileira” desde o início do mandato, sempre reclamando das regras de preservação do local.

Essa é a mesma área em que ele foi flagrado, em janeiro de 2012, por fiscais do Ibama com uma vara de pesca e foi multado. O fiscal que o multou foi exonerado no início de seu mandato, em 2019.

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Desmatamento e Europa

Na mesma entrevista, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Europa não deixará de comprar do Brasil por causa do desmatamento. Na oportunidade, Bolsonaro questionou de quem eles comprariam alimentos senão do Brasil.

“Você vê ameaça na televisão, ah a Europa não vai importar mais do Brasil por causa do desmatamento da Amazônia, primeiro que é uma mentira, mas vamos supor que fosse verdade, eles vão comprar de quem seus mantimentos? Vão importar da Lua, de Marte, de Saturno? Vão importar de onde?”, disse o presidente.


Na semana passada, a Comissão Europeia, um dos órgãos da União Europeia, propôs uma lei para impedir a importação de matérias-primas oriundas de áreas de desmatamento.

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POLÍTICA NACIONAL

Ida de Bolsonaro para PL é condicionada ao apoio à Lira

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Arthur Lira pretende se candidatar às eleições da Câmara em 2023 e conta com PL para conseguir apoio
O Antagonista

Arthur Lira pretende se candidatar às eleições da Câmara em 2023 e conta com PL para conseguir apoio

O presidente Jair Bolsonaro deve assinar na terça-feira (30) a sua filiação com o Partido Liberal (PL), após resolver divergências sobre apoio às candidaturas de estados do Nordeste e de São Paulo com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto. Entretanto, o acordo foi costurado com o aval do Presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), na condição de que o partido apoie sua candidatura à reeleição para o comando da casa em 2023.

A expectativa do PL é de se transformar em uma das maiores bancadas da Câmara após as eleições de 2022. A previsão é de eleger pelo menos 65 deputados, 22 a mais dos atuais 43 parlamentares do partido nesta legislatura. Lira, então, estaria de olho nessa quantia para conseguir apoio e se manter na Mesa Diretora.

Para isso, o Presidente da Câmara negociou um acordo entre Bolsonaro e Costa Neto para firmar a filiação do presidente junto ao PL. As negociações ultrapassaram os desejos do próprio Progressistas, partido de Arthur Lira,  que sonhava ter Bolsonaro em seus quadros.

No entanto, as desavenças sobre costura de acordos estaduais com os quadros do Nordeste travou a negociação. Historicamente, o PP apoia candidatos de esquerda nos estados nordestinos.

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Lira também se posicionou contra a filiação de Bolsonaro ao Progressistas. Embora seja o principal articulador das pautas governistas na Câmara, o deputado analisou que a entrada do presidente ao seu partido poderia atrapalhar seus planos na presidência da Casa, caso seus adversários fossem eleitos.

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Nesse cenário, Lira poderia convencer seus pares a negociar um acordo com a bancada governista para apoiá-lo em seus objetivos. Se Bolsonaro estivesse no PP, a negociação ficaria mais difícil.

Jair Bolsonaro está sem partido desde 2019. Nesse meio tempo, já flertou com Patriotas, Republicanos, Progressistas e PL. O PTB também foi cogitado, mas o presidente desistiu após aconselhamento da ala política.

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Novo Código Eleitoral: projeto que propõe mudanças deve sofrer ajustes no Senado

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Senador Antonio Anastasia (PSD-MG)
Agência Senado

Senador Antonio Anastasia (PSD-MG)

projeto de lei que altera o Código Eleitoral deve sofrer ajustes no Senado, onde ainda precisa ser analisado pelos parlamentares. A proposta causou polêmica na Câmara dos Deputados e algumas medidas são consideradas um retrocesso por muitos especialistas, entre elas, a que proíbe a realização de pesquisas de opinião na véspera e no dia da votação . O relator do projeto, senador Antonio Anastasia (PSD-MG), deve apresentar seu parecer sobre o texto nas próximas semanas.

Nos bastidores o senador já adiantou que vai manter um dos pontos que gerou mais discussão: a redução da fiscalização, ao permitir que os partidos contratem empresas privadas para auditar suas contas. 

A questão preocupa técnicos do TSE sobre um possível conflito de interesses, já que as siglas usariam dinheiro público para contratar uma empresa que fiscalizaria o uso dessa verba. Desse modo, o TSE não faria uma análise mais profunda das despesas e só pode reprovar as contas caso o relatório da auditoria apresente “incongruências graves e insanáveis”.

Apesar de manter esse ponto, Anastasia deve retirar a possibilidade de o Congresso derrubar resoluções do TSE em casos em que os senadores concluam que a Corte extrapolou suas competências. O relator também deve resgatar a possibilidade dos parlamentares acionarem o TSE por meio de consultas, que servem para o tribunal esclarecer pontos em aberto na legislação.

Embora a medida não agrade alguns dirigentes partidários, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, é um defensor dela.

Um dos tópicos que ainda está em aberto é o dispositivo que proíbe a exclusão das contas em plataformas de candidatos durante o período eleitoral de 2022, independente da disseminação de fake news ou discurso de ódio, por exemplo. Segundo texto, esse tipo de conteúdo pode ser removido, mas as contas não podem ser retiradas do ar.

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