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Biblioteca pública de Rondonópolis será reaberta na próxima terça-feira (16)

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Depois de mais de sete anos fechada, a Biblioteca Pública Municipal Rachid Jorge Mamed, em Rondonópolis, será reaberta ao público na próxima terça-feira (16.11).  A reinauguração do equipamento cultural, que é primeira biblioteca pública do município, contou com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas (SEBP-MT).

Para dar suporte na reestruturação da Biblioteca Municipal, a equipe do SEBP-MT desenvolveu atividades junto ao Núcleo Municipal de Bibliotecas, levando consultorias e assessoria técnica, e ainda com doação de livros.  

“Essa conquista é muito importante para todo o Sistema de Bibliotecas Públicas. É gratificante ter contribuído com a reabertura, orientando e articulando com a equipe local para devolver o equipamento à sociedade”, comemora a coordenadora do SEBP-MT, Waldineia Almeida, que também estagiou na Biblioteca em sua formação de biblioteconomia.

A biblioteca Rachid Jorge Mamed foi fechada preventivamente em 2014 devido a problemas estruturais no prédio que a acomodava no centro de Rondonópolis. Em setembro de 2017, um incêndio destruiu parte do acervo do equipamento, prejudicando ainda mais as medidas para sua reabertura.

Durante o período sem funcionamento, o atendimento ao público foi transferido para a Biblioteca Pública Manoel Severino da Silva, que fica na Vila Operária. A distância e a necessidade de deslocamento dificultaram o acesso a usuários, principalmente estudantes, que residem ou estudam nas proximidades da região central da cidade.

Apenas no final de 2020, a retomada dos serviços prestados na Biblioteca ganha mais probabilidades com a locação de um imóvel autorizada pelo executivo municipal. De acordo com a gerente do Núcleo da Biblioteca da Vila Operária, Valtuíra Moreira dos Santos, o empenho da gestão municipal e atuação do SEBP-MT foram fundamentais para a reabertura e renovação do espaço. 

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“Todos nós que atuamos nas bibliotecas queremos o melhor para os frequentadores. É uma luta de todos. Agradecemos ao prefeito José Carlos e ao secretário de Cultura, Pedro Augusto, por defenderem esses espaços. E também ao Sistema Estadual de Bibliotecas, na pessoa da Waldineia, que nos orientou e apoiou nesse processo”, manifesta Valtuíra. 

Além do acervo físico de livros, o espaço conta com gibiteca, salas de exposição, de estudo e leitura para as crianças e jovens, e até cinema. A biblioteca pública contará com acesso à internet gratuito, jogos de tabuleiro, cursos e palestras, tecnologias assistivas e acesso à coleção digital de livros, revistas e jornais. A nova sede está localizada na Avenida Marechal Rondon, nº 639, Centro, Rondonópolis (MT) e o horário de atendimento será das 7h30 às 17h.

Fonte: GOV MT

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Websérie e livro homenageiam fundadores de grupo de siriri de Chapada dos Guimarães

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Reconhecidos pelo trabalho de fortalecimento e difusão do cururu e siriri em Chapada dos Guimarães, o casal Deijanil Maria do Nascimento e Pedro Boaventura da Silva será homenageado em uma websérie e um livro desenvolvidos com recursos do edital Conexão Mestres da Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

As obras trazem uma retrospectiva do trabalho realizado pelos fundadores do Grupo Folclórico Siriri Patucha, bem como o reconhecimento pela valorização da cultura popular no município. O lançamento será na segunda-feira (29.11), às 19h, na Casa da Quineira, em Chapada dos Guimarães.

O projeto ‘Aos mestres com carinho’ foi selecionado no edital, desenvolvido a partir da Lei Aldir Blanc. No dia 01 de dezembro ocorre a exibição pública da websérie, na Câmara Municipal de Vereadores de Chapada dos Guimarães, às 19h. O material, que conta com 10 episódios, também ficará disponível no youtube.

Proposto pela incubadora de negócios Pedaço do Mundo Hub, coordenado por Eliana Muxfeldt e Idineia Bressan, o projeto possui um instagram (@mestresculturaismt), onde há informações e contato do grupo.  

“O Patucha representa muito mais que um grupo de dança tradicional mato-grossense, foi e continua sendo um espaço afetivo que impactou positivamente a vida de inúmeros jovens, que cresceram em um contexto de união, pertencimento, integração, responsabilidade, amizade e respeito. E esse impacto se deve à dedicação do professor Pedrinho e Deja, como são chamados carinhosamente os homenageados”, descreve o texto de divulgação na mídia social.

O nome Patucha é uma sigla de Panorama Turístico de Chapada, termo que, na década de 70, era usado em um clube onde o siriri era uma das atrações. Nos 20 anos de história, o Grupo Folclórico Patucha fez apresentações em várias cidades de Mato Grosso, além de marcar presença em eventos para turistas, no Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães e no Festival de Cururu e Siriri, em Cuiabá.  

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Conexão Mestres da Cultura

O edital surgiu para compartilhar os saberes e fazeres artísticos e culturais do estado, reconhecendo o trabalho desenvolvido por pessoas impactaram a cultura mato-grossense, considerando sua contribuição para o fortalecimento da cultura do estado e sua importância para a comunidade que atua.

Fonte: GOV MT

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Com livros reciclados, recuperandos de São Félix do Araguaia confeccionam artesanato como forma de ressocialização

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Da riqueza dos livros ao trabalho de reciclagem, para se tornar artesanato e enfim, ser instrumento de ressocialização. Assim, a Cadeia Pública de São Félix do Araguaia (1.150 km da Capital) tem feito valer a Lei de Execução Penal, que entre outras coisas, assegura a reinserção do recuperando por meio do trabalho.

Por meio da doação de livros didáticos e revistas, os recuperandos da unidade dedicam parte de seus dias à produção de artesanatos com estes materiais recicláveis, que vão desde cestas decorativas, bolsas e até mesmo fruteiras.

O projeto “Mãos que Criam” foi uma ideia da assistente do Sistema Penitenciário, Noemi Fernandes de Oliveira, servidora pública há 11 anos. Com o olhar atento à saúde dos presos, Noemi percebeu que muitos faziam o uso de medicamentos controlados. Como forma de diminuir a ociosidade e trabalhar a ressocialização, ela deu o pontapé para o projeto, que abrange 90% dos recuperandos da unidade. E percebeu a diferença na saúde dos internos.

Estes reeducandos são selecionados e, posteriormente, cadastrados como artesãos na unidade prisional. A partir daí, os produtos por eles confeccionados são catalogados e etiquetados. Parte do recurso arrecadado com a venda dos produtos – 60% – é repassado à família do recuperando ou a uma conta bancária do próprio preso. E o restante – 40 % – retorna ao Conselho da Comunidade da comarca de São Félix do Araguaia, para reposição de material (matéria prima) e para custear as despesas com a logística.

“Este projeto visa proporcionar ao apenado capacitação para aprimoramento e ampliação de suas habilidades adquiridas na relação de convivência com outros reclusos, em específico no aprendizado do trabalho artesanal feito em papel (reciclagem de livros e revistas) e crochê (linhas e barbantes)”, explicou Noemi.

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O diretor da Cadeia Pública, Jackson de Souza, destacou que o projeto é uma importante ferramenta de ressocialização da unidade e isso se deve também às parcerias firmadas.

“Para nós, este projeto veio contribuir de forma significativa, pois hoje um dos grandes desafios do Sistema Penitenciário é trabalhar a ressocialização e o retorno do privado de liberdade à convivência em sociedade. E é graças a parceiros como o Conselho da Comunidade e a prefeita Janailza, que se sensibilizaram e se tornaram parceiros do projeto”, disse o diretor.

Exposição

Foi por meio da parceria com a Prefeitura de São Félix do Araguaia, que os recuperandos puderam expor seus produtos durante a inauguração da Praça da Bíblia, ocorrida no último dia 19 de novembro.

Na ocasião, a prefeita Janailza Taveira fez questão de prestigiar o espaço disponibilizado à exposição dos produtos confeccionados pelos recuperandos.

Lei de Execução Penal

A Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984) ressalta que o trabalho nas prisões tem como finalidade alcançar a reinserção do condenado, levando-se em conta a habilitação, a condição pessoal e as necessidades futuras do preso, bem como as oportunidades oferecidas pelo mercado.

Ainda de acordo com a LEP, a cada três dias de trabalho, o preso diminui pode diminuir um dia de sua pena. Além disso, a lei prevê ainda a remição por estudo e por leitura.

Fonte: GOV MT

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