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PP e PL disputam Bolsonaro, e Valdemar Costa Neto ameaça romper com o Planalto

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PP e PL disputam Bolsonaro, e Valdemar Costa Neto ameaça romper com o Planalto
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PP e PL disputam Bolsonaro, e Valdemar Costa Neto ameaça romper com o Planalto

Cortejado por PP e PL,  Jair Bolsonaro, sem partido desde novembro de 2019, dá sinais trocados para as duas legendas e tem adiado a decisão até encontrar a configuração nos estados que mais lhe agrada. O flerte duplo, porém, pode causar o rompimento com o PL, caso a sigla não seja a escolhida pelo presidente da República. O alerta já foi levado ao Palácio do Planalto por interlocutores do presidente do PL,  Valdemar Costa Neto.

Na segunda-feira, horas após Costa Neto divulgar um vídeo fazendo o convite a Bolsonaro, o presidente e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), encontraram-se no Planalto com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que agiram para evitar perder o presidente para o PL.

Na reunião fora da agenda, Bolsonaro voltou a colocar na mesa suas exigências. Pediu garantias de que o PP apoiará seus candidatos ao Senado em estados estratégicos, o que inclui o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, em São Paulo.

Também foram discutidas as possibilidades de lançar o vice Hamilton Mourão pelo Rio e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em Roraima. Os caciques do PP apelaram também para o fato de Bolsonaro já ter sido filiado ao partido e ter se mostrado fiel ao governo. Ao final da conversa, ouviram que a sigla voltou a ser a favorita na corrida pela filiação.

Tão logo informação sobre a reunião com o PP começou a circular, integrantes do PL, que haviam recebido a sinalização de que Bolsonaro estava com o pé na sigla, reagiram negativamente. Na visão de parte dos assessores do presidente, o movimento de Valdemar Costa Neto ao gravar o vídeo aumentou a pressão sobre Bolsonaro para a filiação. A avaliação é de que, agora, se o presidente não aceitar se unir ao PP, a sigla pode acabar se aliando ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal rival político.

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Empenhado em convencer Bolsonaro a se filiar ao PL, Costa Neto tem enviado senadores para reuniões com ministros do Palácio do Planalto. Ontem, o senador Wellington Fagundes (PL) esteve com a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, sua correligionária, e também com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos.

Nas investidas, o PL tem tentado vender facilidades e destacado as dificuldades que o PP terá em estados em que o partido tem alianças históricas com o PT. Nas conversas, mencionam Pernambuco e também a Bahia, quarto maior colégio eleitoral do país, onde o PP tem o vice-governador João Leão no palanque do petista Rui Costa (PT).

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Assessores de Bolsonaro têm defendido que o presidente já tem o apoio do PP, com Ciro à frente da Casa Civil, e que a filiação do PL garantiria o apoio de dois grandes partidos para 2022. PL e PP têm, respectivamente, 43 e 42 deputados na Câmara atualmente. A aliados, o presidente do PL admitiu dificuldades na possibilidade em compor uma chapa com Bolsonaro indicando o vice caso o presidente decline do convite para se filiar à legende dele.

Bolsonaro tem dito a aliados que pesa contra a decisão de se filiar ao PL o palanque de São Paulo. Lá, o partido tem um acordo com Rodrigo Garcia (DEM), vice de João Doria (PSDB), inimigo político de Bolsonaro.

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Enquanto o presidente não se decide, Ciro Nogueira tenta minimizar o impasse.Ele tem brincado que os convites de filiações mostram que Bolsonaro é a “moça mais paquerada da festa”, o que destoaria da queda da popularidade do presidente nas pesquisas de intenções de votos.

Tanto PP quanto PL, porém, já foram resistentes à filiação de Bolsonaro por conta da falta de unidade dentro das siglas e também devido à baixa aprovação do governo. Mas ainda há a percepção nas duas legendas de que a chegada do presidente será capaz de atrair novo filiados, alavancando a eleição de vários deputados em 2022, e quadros políticos. Um deles é Eduardo Bolsaonaro (PSL-SP), que se filiará ao partido do pai, e tem potencial para levar muitos votos com ele.

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Nogueira tem afirmado a seus interlocutores não ver empecilho caso o presidente escolha outra legenda que não seja o PP.

No início do mês, a ida de Bolsonaro para o PP era considerada “90% certa”, mas as negociações esfriaram com a resistência de estados do Nordeste. Há duas semanas, o presidente, então, retomou a conversa com Valdemar Costa Neto. Na quarta-feira, passada o presidente do PL participou de um jantar com senadores do partido, a ministra Flávia Arruda e deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF).

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Evangélicos cedem 8 jatinhos para garantir senadores em votação de Mendonça

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Agência Brasil

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A fim de garantir que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha um ministro “terrivelmente evangélico”,  como prometido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2019, lideranças religiosas não têm poupado esforços. Elas conseguiram pelo menos oito jatinhos e aeronaves de pequeno porte para levar senadores a Brasília na próxima semana. 

Na próxima terça-feira (30), o ex-advogado-geral da União, André Mendonça,  será sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O colegiado vai apreciar a indicação feita por Bolsonaro para a Corte.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, os aviões foram colocados à disposição de apoiadores por empresários e pastores que possuem aeronaves. O esquema foi organizado de tal forma que os jatinhos serão distribuídos estrategicamente em quase todas as regiões do Brasil. Serão dois no Norte, dois no Nordeste, três no Sudeste e um no Sul.


De acordo com a publicação, a medida foi pensada porque pilotos e comissários anunciaram greve para a próxima segunda (29) e as lideranças ainda temem que o presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) consiga fazer com que senadores não compareçam à votação. O parlamentar  retardou a votação de Mendonça ao longo dos últimos quatro meses.

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Evangélicos cedem 8 jatinhos para garantir senadores em votação de Mendonça

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A fim de garantir que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha um ministro “terrivelmente evangélico”, como prometido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anos atrás, lideranças religiosas não têm poupado esforços. Elas conseguiram pelo menos oito jatinhos e aeronaves de pequeno porte para levar senadores a Brasília na próxima semana. 

Na próxima terça-feira (30), o ex-advogado-geral da União, André Mendonça, será sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O colegiado vai apreciar a indicação feita por Bolsonaro para a Corte.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, os aviões foram colocados à disposição de apoiadores por empresários e pastores que possuem aeronaves. O esquema foi organizado de tal forma que os jatinhos serão distribuídos estrategicamente em quase todas as regiões do Brasil. Serão dois no Norte, dois no Nordeste, três no Sudeste e um no Sul.

De acordo com a publicação, a medida foi pensada porque pilotos e comissários anunciaram greve para a próxima segunda (29) e as lideranças ainda temem que o presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) consiga fazer com que senadores não compareçam à votação. O parlamentar retardou a votação de Mendonça ao longo dos últimos quatro meses.

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