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Nomeação de generais da reserva para política dispara sob governo Bolsonaro

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Governo Bolsonaro tem proximidade com o alto escalão do Exércio brasileiro
Reprodução/Flickr

Governo Bolsonaro tem proximidade com o alto escalão do Exércio brasileiro

O Alto Comando do Exército, que configura o topo da hierarquia militar, também vem representando — especialmente no  governo Bolsonaro — um estágio que antecede a obtenção de cargos políticos. Levantamento do Globo com os promovidos ao Alto Comando na última década mostra que, de 33 generais hoje na reserva, 21 — isto é, 64% ou aproximadamente dois em cada três — foram nomeados para funções de confiança, cuja remuneração se acumula à aposentadoria militar. A maioria das nomeações ocorreu sob a presidência de Jair Bolsonaro (sem partido), e depois de esses generais esgotarem seu ciclo de promoções no Exército.

Na prática, as nomeações configuram uma espécie de “porta giratória”, permitindo o retorno a cargos públicos para oficiais compulsoriamente retirados do serviço ativo, por esgotarem o prazo de permanência no Alto Comando. Dos 21 generais, 17 receberam seu primeiro cargo fora da estrutura militar depois de terem ido à reserva.

Entre as exceções nomeadas quando ainda eram da ativa, dois são ministros de Bolsonaro: Walter Braga Netto (Defesa) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência). Metade dos egressos do Alto Comando em cargos de confiança foi nomeada a partir de 2019. Especialistas avaliam que houve uma “exacerbação” da presença no governo de militares do topo da hierarquia.

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O Alto Comando é formado pelos 17 generais de quatro estrelas da ativa, que podem ficar até quatro anos nesse estágio hierárquico. Por ser o último degrau do Exército, é obrigatória a passagem à reserva após esse prazo.

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No levantamento, o Globo desconsiderou cargos inseridos na estrutura das Forças Armadas, como os de chefe do Estado-Maior e de ministro do Superior Tribunal Militar (STM), bem como em estatais, fundações e autarquias com finalidade militar, casos da Imbel e da Fundação Habitacional do Exército. Também não foram contabilizados cargos eletivos, como o do vice-presidente Hamilton Mourão.

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“Em que pese a qualificação dos generais, a exacerbação de cargos ocupados por eles não é boa nem para a corporação, nem para a sociedade. Ela traz antagonismos políticos para uma instituição, o Exército, que deveria ser funcional”, avalia Eurico Figueiredo, ex-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF), que desenvolveu pesquisas em cooperação com a Escola de Comando e Estado Maior do Exército (Eceme).


Entre os generais que passaram pelo Alto Comando, quatro já figuraram no primeiro escalão do governo federal, e quatro ocuparam a presidência ou cargos de direção em estatais. Um exemplo de ambos os casos é o general Joaquim Silva e Luna, promovido à quarta estrela em 2011, e que passou à reserva em 2014.

Silva e Luna foi ministro da Defesa por oito meses, no governo Temer, nomeado no início do governo Bolsonaro para a direção-geral de Itaipu e, em abril deste ano, assumiu a presidência da Petrobras.

Em abril, uma portaria do Ministério da Economia permitiu que militares inativos que também ocupem cargo comissionado ou eletivo ultrapassem o teto remuneratório da administração federal, de R$ 39 mil.

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Evangélicos cedem 8 jatinhos para garantir senadores em votação de Mendonça

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Agência Brasil

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A fim de garantir que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha um ministro “terrivelmente evangélico”,  como prometido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2019, lideranças religiosas não têm poupado esforços. Elas conseguiram pelo menos oito jatinhos e aeronaves de pequeno porte para levar senadores a Brasília na próxima semana. 

Na próxima terça-feira (30), o ex-advogado-geral da União, André Mendonça,  será sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O colegiado vai apreciar a indicação feita por Bolsonaro para a Corte.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, os aviões foram colocados à disposição de apoiadores por empresários e pastores que possuem aeronaves. O esquema foi organizado de tal forma que os jatinhos serão distribuídos estrategicamente em quase todas as regiões do Brasil. Serão dois no Norte, dois no Nordeste, três no Sudeste e um no Sul.


De acordo com a publicação, a medida foi pensada porque pilotos e comissários anunciaram greve para a próxima segunda (29) e as lideranças ainda temem que o presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) consiga fazer com que senadores não compareçam à votação. O parlamentar  retardou a votação de Mendonça ao longo dos últimos quatro meses.

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A fim de garantir que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha um ministro “terrivelmente evangélico”, como prometido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anos atrás, lideranças religiosas não têm poupado esforços. Elas conseguiram pelo menos oito jatinhos e aeronaves de pequeno porte para levar senadores a Brasília na próxima semana. 

Na próxima terça-feira (30), o ex-advogado-geral da União, André Mendonça, será sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O colegiado vai apreciar a indicação feita por Bolsonaro para a Corte.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, os aviões foram colocados à disposição de apoiadores por empresários e pastores que possuem aeronaves. O esquema foi organizado de tal forma que os jatinhos serão distribuídos estrategicamente em quase todas as regiões do Brasil. Serão dois no Norte, dois no Nordeste, três no Sudeste e um no Sul.

De acordo com a publicação, a medida foi pensada porque pilotos e comissários anunciaram greve para a próxima segunda (29) e as lideranças ainda temem que o presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) consiga fazer com que senadores não compareçam à votação. O parlamentar retardou a votação de Mendonça ao longo dos últimos quatro meses.

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