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Temer diz que ataques de Bolsonaro ao STF são “coisas do passado”

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Ex-presidente Michel Temer (PMDB)
Beto Barata/PR

Ex-presidente Michel Temer (PMDB)

O ex-presidente Michel Temer,  principal responsável pelo nota divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) amenizando a crise entre Poderes, disse acreditar que os ataques do Chefe do Executivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) tenham ficado no passado.

“Aquelas frases no estilo ‘não vou cumprir decisão judicial’, eu acho que a partir de hoje, pelo menos muito fortemente essa sensação na conversa muito objetiva que Bolsonaro comigo, eu sinto isto é coisa do passado. Como se diz, ‘olha, vamos contar o tempo a partir daqui, é porque ele vai pautar-se por esse documento, por essa declaração que lançou no dia de hoje”, disse à CNN Brasil.

Temer foi convocado para fazer ‘moderar’ Bolsonaro. Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o ex-presidente intermediou um telefonema entre Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, antes da divulgação da carta de recuo.

Com tom conciliador, diferentemente das usuais manifestações de Bolsonaro, o texto diz que o mandatário nunca teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”.

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“Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, escreveu o presidente.

O recuo de Bolsonaro decepcionou seus apoiadores. Figuras importantes da base de apoio do mandatário, como Silas Malafaia e o deputado Otoni de Paula (PSL-SP), se manifestaram de forma negativa ao ato conciliador.

Leia mais:  Saiba como o mundo reagiu ao discurso de Bolsonaro na ONU

O pastor, que não só orienta o presidente, mas tem viajado com ele país afora, mostrou sua decepção nas redes sociais, dizendo que é aliado de Bolsonaro, mas ‘não alienado’. 

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Lula cria perfil no Linkedin e cita trajetória como torneiro mecânico e político

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Perfil do ex-presidente Lula no linkedin
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Perfil do ex-presidente Lula no linkedin

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  criou um perfil na rede social corporativa Linkedin. Em seu currículo, o ex-presidente lista cargos como o de torneiro mecânico e sua trajetória política no Partido dos Trabalhadores. No campo cargos atuais, o perfil mostra Lula como presidente de honra do PT e do Instituto Lula.

O perfil começou a ser divulgado às 7h da manhã desta quarta-feira (22), horário de Brasília, e, até a publicação desta matéria, tinha 871 seguidores.

O ex-líder sindical foi presidente do sindicato metalúrgico do ABC entre 1975 e 1980, iniciou sua trajetória na política institucional como deputado federal, cargo que cumpriu de 1987 a 1991 e, em 2003, foi eleito presidente da República em 2002, tendo sido reeleito em 2006.

“Filho de dona Lindu. Nascido em Pernambuco, criado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Eleito presidente da República do Brasil por dois mandatos. Deixei a Presidência com 87% de aprovação. Um dos fundadores e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores, o maior partido da América Latina, e presidente de honra do Instituto Lula”, diz o perfil do político em seu texto de apresentação.

No campo de competências, o provável candidato à presidência em 2022 cita características como liderança, direitos humanos, resolução de problemas, diplomacia e oratória. 

Assim como Lula, os também presidenciáveis Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB) também utilizam a rede social especializada em relações profissionais.

Leia mais:  Rachadinha: MP alega que funcionários de Carlos Bolsonaro combinaram depoimentos

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Rachadinha: MP alega que funcionários de Carlos Bolsonaro combinaram depoimentos

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Ministério Público alega que funcionários de Carlos Bolsonaro combinaram depoimentos
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Ministério Público alega que funcionários de Carlos Bolsonaro combinaram depoimentos

Investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) aponta indícios de que declarações prestadas por quatro ex-funcionários do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), em apuração sobre a prática de “rachadinha” na Câmara Municipal do Rio de Janeiro , foram “previamente combinadas” no próprio gabinete na véspera dos depoimentos, no fim de 2019.

Os promotores também detectaram contradições nas informações prestadas pelo militar reformado Edir Barbosa Góes, sua esposa e seus dois filhos quando foram chamados a explicar quais atividades desempenharam para o vereador por quase duas décadas.

Em agosto de 2019, o Globo mostrou que Rafael Carvalho Góes, irmão de Rodrigo Góes e filho de Edir e de Neula Carvalho Góes, negava ter trabalhado para o gabinete de Carlos Bolsonaro, embora tenha constado como funcionário entre janeiro de 2001 e junho de 2008.

Em depoimento ao MP, Rafael disse que cursava faculdade de Nutrição quando foi nomeado e que, embora não fosse ao gabinete, realizava “trabalho externo” em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O ex-funcionário alegou que distribuía folhetos informativos contendo “todas as propostas legislativas do vereador e os serviços já prestados, além da história do próprio vereador”.

Porém, em ofício enviado ao MP-RJ, o gabinete de Carlos disse não produzir “informativos acerca das propostas e atividades do parlamentar”, fazendo apenas “distribuição para as equipes do material desenvolvido pelo então deputado federal Jair Bolsonaro”, seu pai.


Procurada pelo Globo, a defesa de Carlos Bolsonaro disse que “o procedimento está sob sigilo decretado pelo Juízo” e, portanto, não iria “comentar ou passar qualquer informação”. A defesa informou ainda que apresentou requerimento em que “pede a investigação pelo vazamento de informações sigilosas, que ainda não foi analisado pelo Magistrado”.

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