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POLÍTICA NACIONAL

Pesquisas eleitorais são censuradas no novo Código Eleitoral, aprovado na Câmara

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Elza Fiúza/ABr

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira o texto principal do Código Eleitoral  com novas regras que diminuem a transparência e enfraquecem a fiscalização de partidos. O projeto impõe a censura ao proibir a divulgação de pesquisas eleitorais na véspera e no dia do pleito. Os levantamentos apontaram tendências de crescimento e queda de candidatos nas últimas eleições. Casos como a vitória do governador Wilson Witzel (PSC), da virada de João Campos (PSB) sobre Marília Arraes (PT), no Recife, e a arrancada final de Romeu Zema para o governo de Minas Gerais foram apontados pelas pesquisas, como sinal da mudança no jogo eleitoral.

Um dia antes do segundo turno das eleições municipais, pesquisa Datafolha mostrou um empate no Recife entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT), com 50%. Os dois concorriam à prefeitura da capital pernambucana. Durante toda a campanha, Marília esteve na frente do primo socialistas. Na reta final da campanha, os institutos começaram a mostrar um recuo da candidata e o avanço de João Campos. Os levantamentos registraram a mudança no cenário eleitoral da cidade, que culminou com a virada e eleição de Campos.

Candidato dos bolsonaristas nas eleições de 2018, o agora ex-governador do Rio Wilson Witzel passou toda a campanha com índices baixos de intenção de voto, abaixo dos 5%. Os resultados do primeiro turno das eleições surpreenderam no estado do Rio. Witzel obteve 41,28 % dos votos e Eduardo Paes (DEM), ex-prefeito da capital e que era apontado como favorito pelas pesquisas de inteção de votos, teve 19,56%. O segundo turno entre os candidatos só ficou definido na última semana da campanha, após Witzel, que é ex-juiz federal, ter registrado crescimento considerável nas pesquisas — ele apareceu com 17% das intenções de voto, empatado com Romário (Podemos), na pesquisa Datafolha de sábado. O levantamento na véspera da eleição mostrou o crescimento exponencial de Witzel, confirmado nas urnas.

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Em Minas Gerais, o então candidato dos bolsonaristas no estado Romeu Zema (Novo) também cresceu na reta final do primeiro turno das eleições para o governo. O levantamento do Datafolha divulgado na véspera do pleito mostrou Zema já com 24% das intenções de voto, atras do ex-governador Antônio Anastasia (PSDB) e de Fernando Pimentel (PT). Os institutos apontaram o crescimento da candidatura do candidato do Novo somente no sábado, um dia antes da votação.

Em 2016, o Datafolha indicar na véspera das eleições que o tucano João Doria estava a caminho de liquidar a disputa em São Paulo no primeiro turno. As pesquisas mostravam o tucano em ascensão e com folgada vantagem. Segundo o Datafolha, naquele dia Doria alcançou 44% das intenções de votos válidos, e o prefeito Fernando Haddad (PT) tinha 16%.

O Ibope apontou ainda na véspera a tendência que estava se construindo naquela eleição: o candidato Celso Russomano perdeu folêgo. Com as urnas fechadas, Doria venceu a eleição ao governo de São Paulo no primeiro turno, confirmando os apontamentos das pesquisas.

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POLÍTICA NACIONAL

Por STF, Mendonça descarta pressa e espera “vencer” Alcolumbre pelo cansaço

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André Mendonça
Reprodução: Senado Federal

André Mendonça



Ex-ministro da Justiça e ex-advogado geral da União, André Mendonça foi indicado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação ocorreu em julho, quando Marco Aurélio Mello se aposentou da Corte. 

Desde então, Mendonça espera ser sabatinado pelo Senado, mas, para tanto, é necessário que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), marque a entrevista. O parlamentar já deu indícios de que não deseja pautar a sabatina, apesar da pressão que vem sofrendo. 

No entanto, de acordo com a jornalista Malu Gaspar, do jornal “O Globo”, mesmo “ignorado” por Alcolumbre , Mendonça tem afirmado a interlocutores que não possui pressa. Isso porque, segundo o ex-AGU, o senador tem se desgastado ao não marcar logo a sabatina. Ou seja, ele seria vencido pelo cansaço.

Na avaliação de Mendonça, chamado por Bolsonaro como “terrivelmente evangélico”, quanto mais tempo demora a entrevista, mais fácil será a sua aprovação. Inclusive, ele tem dito que pode esperar até um ano e meio para assumir a vaga no STF – justamente o tempo que o presidente ainda tem no poder (isso se não for reeleito nas eleições de 2022). 


Tensão

Alcolumbre já havia afirmado que não desejava pautar a sabatina de Mendonça tão cedo . Isso porque Bolsonaro estava em atrito com membros do Supremo.

No começo de setembro, com ajuda de Michel Temer, o presidente, inclusive, recuou em relação aos seus ataques aos ministros da Corte.  Ele chegou a redigir uma carta à nação .

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Diante da “paralisação” de Alcolumbre,  líderes evangélicos se mobilizaram para reverter o quadro no Senado. Maior interlocutor de Bolsonaro na Casa, o pastor Silas Malafaia tem feito pressão para agilizar a indicação de Mendonça .

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Covid só ‘encurtou’ vidas de vítimas em ‘algumas semanas’, disse Bolsonaro

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Bolsonaro diz que Covid apenas 'encurtou vida' de algumas pessoas em alguns dias
Alan Santos/ PR

Bolsonaro diz que Covid apenas ‘encurtou vida’ de algumas pessoas em alguns dias


Em mais uma de suas declarações questionáveis sobre a pandemia , o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a Covid-19 apenas reduziu, um pouco, o tempo de vida das vítimas acometidas com a doença. “Muitas tinham alguma comorbidade, então a Covid apenas encurtou a vida delas por alguns dias ou algumas semanas”, afirmou o presidente.

A fala foi feita em entrevista a Markus Haintz e Vicky Richter, entrevistadores antivacina alemães, no último dia 8, e publicada no Youtube nesta segunda (20). De acordo com a Folha de S. Paulo, a dupla é ligada ao movimento de extrema-direta Querdeken, da Alemanha.


Ao longo da entrevista, Bolsonaro disparou outras mentiras como a suposta  supernotificação de casos de Covid-19 para que os hospitais ganhassem mais dinheiro. Pelo contrário, o que se viu no Brasil foram unidades de saúde em colapso por falta de leitos para atender todos os pacientes com coronavírus e outras doenças. Um exemplo disso é o que aconteceu em Manaus, no Amazonas, no início deste ano. O estado chegou a registrar  falta de cilindros de oxigênio para atender a demanda de pacientes.

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