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Com saúde mental não se brinca

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Deputado tem 70 anos, é vice-presidente da Comissão da Saúde e atua há mais de 40 na área da saúde em Mato Grosso

Foto: MARCOS LOPES / ALMT

Deputado Dr. Gimenez

Você sabia que um em cada dez brasileiros com mais de 18 anos já recebeu diagnóstico de depressão, segundo o plano nacional de saúde divulgado em 2020? Como médico e deputado, estou engajado neste tema que considero importante e delicado: a campanha setembro amarelo na prevenção contra o suicídio.  

Trata-se de uma das áreas de saúde pública que hoje precisa ser “melhor olhada”, devido ao aumento dos casos de depressão durante a pandemia da Covid-19. É importante reforçar que a depressão não costuma surgir de um dia para o outro, mas, instala-se insidiosamente, silenciosamente.  

Pode começar minando as forças, a esperança, a alegria de viver e provocar perturbação no sono (dormir demais ou de menos), alteração do apetite e diminuição da disposição física. Às vezes a pessoa está sempre “cansada” ou “mal-humorada”.  

Eu sei que estamos vivendo uma crise em que muitos de nós fomos afetados diretamente com a perda de entes queridos ou do emprego e até o fechamento do negócio comercial. Portanto, é de se esperar nos sentirmos “para baixo”, no entanto, a tristeza persistente é sinal de alerta.  

Outro comportamento que merece atenção: pensamentos verbalizados em frases pessimistas. Pessoas que dizem: “quero morrer”, “vou sumir”, “cansei de viver”, “o mundo não é lugar para mim”, ou seja, que expressam o desejo de morrer podem não estar bem. Investigue isso aí, fique atento e alerta.  

É mito afirmar que depressão seja frescura, fraqueza ou falta de Deus. Claro que a religiosidade nos ajuda a carregar melhor os fardos da vida, a superar problemas, mas nem sempre isso é possível. Cada ser humano é único e pode não estar “dando conta”. Por favor, não vamos mais julgar o outro por nós mesmos.

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Não se compare, minimize ou faça brincadeiras com o sofrimento alheio. Procure ouvir mais e falar menos e exercer uma virtude importante nos relacionamentos cotidianos: a empatia, coloque-se no lugar do outro. Seja gentil, amoroso e cuidadoso, humanista.  

Como médico, sempre comparo as dores emocionais às dores físicas. Se eu tenho uma dor de ouvido ou de estômago “que não passa”, qual o caminho óbvio a fazer? Oras, eu vou a um médico, faço avaliação, exames e sigo um tratamento. Então, por que resistimos tanto em procurar ajuda quando o problema é psicológico e emocional?  

Temos que desmistificar: cuidar da nossa saúde mental não tem nada a ver com “loucura”. E às vezes requer acompanhamento regular com um psicólogo e um médico psiquiatra, além do uso de medicamento e de suporte familiar.  Vamos deixar de lado nossos “achismos”.

Falando agora como deputado, tenho trabalhado muito para melhorar e ampliar o atendimento à saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS), porque a população de baixa renda também precisa ter acesso ao tratamento.  

Hoje, infelizmente, o suicídio já aparece entre as 20 principais causas de morte no planeta em todas as idades e vem aumentando entre os jovens. Alguns dados preocupantes: acontece 1 suicídio a cada 40 segundos no mundo; para cada suicídio, cerca de 135 pessoas sofrem intensamente por estarem de uma forma ou outra relacionadas com a vítima; para cada suicídio, 25 pessoas tentam/pensam nele.  

No dia 10 de setembro, temos a data mundial de prevenção ao suicídio, que foi estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). É uma ocasião para falar abertamente, esclarecer dúvidas e vencer preconceitos, de modo a tratar o tema com a seriedade que merece.  

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Meu apelo é para que como cidadãos, pais e mães de família, trabalhadores, empresários, pessoas cristãs e de bem, possamos formar uma rede de apoio que esteja atenta e disponível para oferecer apoio. Com saúde mental não brinca então, vamos agir agora, porque a vida é o bem mais importante que temos.  

Dr. Gimenez, deputado estadual e médico, [email protected]  

Fonte: ALMT

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CST dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias realiza reunião nesta segunda

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Foto: Ronaldo Mazza

A Câmara Setorial Temática (CST) dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE) realizou reunião na tarde desta segunda-feira (20) com objetivo de ouvir o representante do Conselho Nacional de Técnicos em Agentes Comunitários de Saúde (Contacs), Sergio Gutemberg. 

O secretário nacional de comunicação do conselho, Sergio Gutemberg, participou do encontro de forma remota e elogiou as ações do Parlamento estadual em defesa das categorias. Entre as iniciativas está a oferta do curso gratuito de formação profissional Técnico em Agente Comunitário de Saúde, com ênfase em Combate a Endemias. A capacitação é feita por meio da Escola do Legislativo, com execução do Instituto Brasil Adentro (IBA) e parceria do governo do estado e atende mais de 1200 ACSs e  ACEs, que possuem ensino médio completo e atuam no estado. 

“A ALMT está de parabéns e cria um marco na história ao oferecer um curso técnico de alta qualidade. Acompanho de perto esse curso, que é o melhor do país. O instituto responsável é muito bem preparado e qualificado. Mato Grosso é um estado pioneiro ao oferecer uma formação técnica pública”, avaliou Sergio Gutemberg. 

Para o relator da CST, Carlos Eduardo Santos, o reconhecimento do curso pelo Contacs foi alcançado tirando dúvidas em relação à validade da formação que, segundo ele, já foi reconhecida pelo Ministério da Educação e Ministério da Saúde. “Nós já solicitamos à Mesa Diretora a continuação desse projeto para o ano que vem, com abertura de inscrições no fim do ano e início das aulas em fevereiro, como foi neste ano. Vimos que há uma demanda reprimida de três mil agentes que não conseguiram se inscrever [por falta de vagas] e por isso acredito que o curso deve ser oferecido novamente, uma vez aprovada a prestação de contas”, adiantou.

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O presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate as Endemias do estado (Sintrace/MT), Wilson Cutas, lembrou ainda que a ALMT criou frente parlamentar em defesa das categorias, além da CST. 

O representante do Conselho Nacional de Técnicos em Agentes de Saúde, Sergio Gutemberg, também disse na reunião que as categorias de ACSs e ACEs devem ser incluídas na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), em que são especificadas e identificadas todas as ocupações do mercado de trabalho do país. “Há nota técnica favorável à criação das duas categorias. Até novembro, o Ministério do Trabalho deve ter os estudos prontos”, afirmou Gutemberg. Além de terem a atuação profissional reconhecido pelo governo federal, os agentes com curso técnico também poderão ter ganhos salariais, de acordo com Carlos Eduardo Santos. 

O relator da CST ainda defende a criação de um conselho regional de Técnicos em Agentes Comunitários de Saúde em Mato Grosso. “Não adianta termos só o nacional e não termos essa representatividade aqui para passar para esse futuro técnico que vai ter uma contribuição, uma anuidade e a legalidade de representação dele”, argumentou.

A próxima reunião da CST deve ser marcada em outubro e a previsão de entrega do relatório final é para maio de 2022. 

Fonte: ALMT

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Assembleia instala CST para auxiliar municípios e associações municipais

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Assembleia Legislativa instalou hoje (20), a Câmara Setorial Temática (CST) que tem por objetivo promover apoio e auxílio técnico e legislativo aos municípios e associações municipais na atualização de marcos legais, na estruturação de parcerias com a iniciativa privada, na busca de financiamento federal e em bancos de desenvolvimento. Ainda, na implementação e fiscalização de projetos municipais voltados ao desenvolvimento e infraestrutura que estejam alinhados com os projetos estadual e federal de desenvolvimento. Na sequência aconteceu a primeira reunião de trabalho para designar os próximos parâmetros utilizados pela equipe técnica.

De acordo com o relator da câmara setorial, Alisson Sander de Souza, a CST vai realizar um estudo para mostrar a realidade econômica do movimento social de todos os municípios de Mato Grosso, apoiando o saneamento, iluminação pública e investimento no turismo. “Feito esses estudos, a câmara pode apoiar também a capitação de recursos na esfera pública ou iniciativa privada”, disse ele.

“Já aplicamos um planejamento que vai criar um levantamento de dados de cada eixo dentro dos municípios para depois, na segunda etapa, iniciarmos o projeto de investimentos”, complementou Alisson.

A CST terá duração de 180 dias, e a presidente será Rafaela Damiani, relator Alysson Sander de Souza, e demais membros Ademir Gaspar de Lima, Fábio Cristiano Buzzi, Gabriel Lucas Scardini Barros e João Paulo da Silva Grando.

Fonte: ALMT

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