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POLÍTICA NACIONAL

Apesar do recuo, Bolsonaro já atacou Poderes em discursos; confira as situações

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 Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em conversa com apoiadores
Reprodução/Youtube

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em conversa com apoiadores

Na tarde desta quinta-feira (9), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) divulgou uma nota na qual afirmou nunca ter tido “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”. O texto do mandatário foi publicado após um almoço com o ex-presidente Michel Temer, que redigiu a carta .

Apesar do recuo, que ganhou repercussão nacional na tarde de hoje e despertou críticas de apoiadores do presidente , falas públicas de Bolsonaro mostram que os ataques contra os Poderes eram constantes — alguns deles, inclusive, recentes.

Durante os atos do 7 de Setembro, em discurso, Bolsonaro chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “canalha”, afirmando que não cumpriria as decisões dele. O mandatário também disse que Moraes deveria “se enquadrar” ou “pedir para sair” .

No mesmo dia, o chefe do Executivo afirmou que as eleições seriam uma “farsa” patrocinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso — também alvo de constantes ataques do presidente —, além da defesa do voto impresso, proposta já rejeitada na Câmara dos Deputados .

No início de agosto, Bolsonaro foi filmado xingando Barroso enquanto conversava com apoiadores em Santa Catarina . “Filho da p***. Aquele filho da p*** do Barroso”, disse ele. A cena foi transmitida ao vivo nas suas redes sociais e apagada instantes depois.

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Antes disso, o mandatário também inventou mentiras sobre o ministro do TSE e disse que Barroso quer que meninas de 12 anos tenham relações sexuais . “Não ofendi nenhum ministro do Supremo, apenas falei da ficha do senhor Barroso. Defensor do terrorista Battisti, favorável ao aborto, à liberação das drogas, à redução da idade para estupro de vulnerável. Ele quer que nossas filhas e netas, com 12 anos, tenham relações sexuais. Por ele, sem problema nenhum”, disse o presidente, comentando os assuntos fora de contexto.

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No mesmo mês, o  presidente do Supremo, Luiz Fux, anunciou o cancelamento da reunião entre os chefes dos Poderes — Executivo (presidente Jair Bolsonaro), Legislativo (Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado), além do próprio Fux (Judiciário). O motivo, de acordo com o ministro, foram os reiterados ataques de Bolsonaro ao processo eleitoral brasileiro, especialmente aos ministros Barroso e Moraes.

Ataques à CPI da Covid

Além das ofensas constantemente proferidas à cúpula da CPI da Covid no Senado — principalmente ao vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e ao relator Renan Calheiros (MDB-AL) —, Bolsonaro respondeu a um pedido feito pela Comissão dizendo “caguei”, em julho .

A CPI havia solicitado que o mandatário se manifestasse sobre as denúncias feitas pelo deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) sobre possíveis irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin .

“Hoje foi o Renan [Calheiros (MDB-AL)], o Omar [Aziz (PSD-AM)] e o saltitante, fizeram uma festa lá embaixo, na Presidência, entregando um documento para eu responder. Sabe qual a minha resposta, pessoal? Caguei”, afirmou Bolsonaro durante  transmissão ao vivo .

Em junho, o mandatário disse que sete senadores da Comissão eram “bandidos” . “Não vai ser com mentiras ou com CPI integrada por sete bandidos que vão nos tirar daqui”, em referência à ala majoritária da CPI.

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Desaprovação a Bolsonaro sobe dez pontos em sete meses e alcança 68%, diz Ipec

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Jair Bolsonaro
O Antagonista

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 A desaprovação dos eleitores brasileiros ao governo Jair Bolsonaro (sem partido) subiu 10 pontos percentuais em sete meses e alcançou a marca de 68%, segundo pesquisa divulgada pelo Ipec nesta quarta-feira. No último levantamento, em junho deste ano, o mandatário era desaprovado por 66% dos eleitores entrevistados e, em fevereiro, a marca era de 58%.

A alta nos números negativos vem na esteira das investigações de supostos casos de corrupção envolvendo a compra de vacinas contra a Covid-19 e o avanço da CPI da Covid sobre figuras centrais do governo Bolsonaro. A pesquisa também mostra que o número de eleitores que aprovam a gestão caiu dois pontos percentuais em relação à pesquisa feita em junho, totalizando 28%. Em fevereiro, a aprovação ao governo era de 38%. Os que não souberam ou não responderam são 4% dos entrevistados.


Com o avanço da vacinação no país e retomada das atividades econômicas, o governo passa por um momento turbulento de alta na inflação, o que impacta diretamente na renda dos brasileiros. O número de desempregados também permanece em alta, atingindo 14,6% da população no trimestre encerrado em maio segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que compreende um contingente de 14,8 milhões de pessoas buscando por uma oportunidade no mercado de trabalho no país.

A pesquisa Ipec também mostra que para 53% dos entrevistados o governo está sendo ruim ou péssimo, o que representa um crescimento de quatro pontos percentuais quando comparado ao levantamento de junho (49%), e 14 pontos percentuais em relação a fevereiro (39%). Os que consideram o governo de Jair Bolsonaro ótimo ou bom somam 22%, eram 24% em junho e 28% em fevereiro. A avaliação regular é de 23%, ante 26% e 28% em junho e fevereiro respectivamente.

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O índice de confiança no governo Bolsonaro caiu dois pontos percentuais, totalizando 28% na pesquisa divulgada hoje, ante 30% em junho e 36% em fevereiro. O grupo de eleitores que não confiam no atual chefe do Executivo alcançou 69% dos entrevistados, o que representa um crescimento de um ponto percentual em relação a pesquisa de julho (68%), e sete pontos percentuais quando comparado aos dados de fevereiro (61%). 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam a pergunta.

O instituto ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 16 e 20 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral.

O Ipec foi criado por ex-executivos do Ibope Inteligência após o seu encerramento. O novo instituto atua na área de consultoria e inteligência em pesquisas de mercado, opinião pública e política.

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POLÍTICA NACIONAL

Código eleitoral pode não ser votado a tempo da próxima eleição, diz Pacheco

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Rodrigo Pacheco, rpesidente do Senado Federal e chefe do Congresso Nacional
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Rodrigo Pacheco, rpesidente do Senado Federal e chefe do Congresso Nacional


O novo Código Eleitoral do Brasil pode não ser apreciado pelos senadores até o próximo dia 2 de outubro. Essa é a data limite para que, em caso de aprovação, ele seja válido já nas eleições de 2022.

Previsto no Projeto de Lei Complementar (PLP) 112/2021, o texto possui, entre suas principais mudanças, a proposta de uma quarentena para juízes, policiais e militares que desejam disputar as eleições . Outro destaque é a proibição da divulgação de pesquisas eleitorais nas vésperas do dia de votação.

A possibilidade de ele não ser apreciado no prazo esperado foi confirmada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O democrata disse que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a fazer um apelo para que o Senado apreciasse a matéria a tempo dentro do prazo – a Câmara aprovou o texto na madrugada da última quinta-feira (16).

“Teríamos só até a próxima semana para essa apreciação no Senado. Então, eu me incumbi de apresentar esse apelo do presidente da Câmara aos líderes do Senado. E muitos líderes partidários manifestaram dificuldade, em razão da complexidade do tema, de uma apreciação a tempo de se cumprir a regra da anualidade”, disse Pacheco, conforme relatado pela Agência Senado.

A regra em questão é o artigo 16 da Constituição Federal. O item define que “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”.


A fim de agilizar o processo, Pacheco informou que pretende conversar com o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e com o relator da matéria, senador Antonio Anastasia (PSD-MG). O objetivo com isso é “exaurir todas as possibilidades”.

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