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MATO GROSSO

Atividades físicas combatem sedentarismo e ajudam a manter saúde cardíaca

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No dia 14 de agosto é comemorado o Dia do Cardiologista e, para celebrar a data, o Mato Grosso Saúde conversou com o cardiologista Max Lima, credenciado ao plano pela Clínica Vida. O especialista alertou que o sedentarismo é um grande vilão da saúde e pode levar ao aumento do peso e doenças como infarto, AVC, diabetes tipo 2 e apneia do sono. A realização de atividades físicas, mesmo que dentro de casa, é fundamental para melhorar a saúde

O médico, que atua em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no combate à Covid-19, alerta que essas comorbidades podem agravar a doença em pacientes. “O risco de hospitalizações foi 32% maior para pessoas fisicamente inativas. O combate a uma doença sobre a qual a ciência ainda conhece pouco requer medidas que defendam nosso corpo. E a atividade física regular pode ser uma aliada”, pontua o médico.

Um estudo divulgado em janeiro de 2021 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) confirma que o brasileiro se exercita menos do que deveria. O levantamento aponta que nos últimos 15 anos praticamente metade dos adultos no Brasil não realiza atividades físicas suficientemente.

“Espaços limitados nas residências, o desigual acesso à internet para aulas online e o contato restrito com professores de educação física são alguns dos fatores que justificariam a descontinuidade dos treinos, mas isso pode ser mudado”, pontua o médico.

Sempre é hora de começar

A qualquer momento e independentemente da idade, a adoção de hábitos saudáveis tende a trazer longevidade e qualidade de vida. Quanto maior o nível de atividade física, maior o efeito protetor sobre eventos cardiovasculares e mortalidade. 

Além da melhora na função cardiovascular e imunológica, exercitar-se contribui com a saúde mental, ajudando a reduzir sentimentos como estresse e ansiedade, comuns em tempos de isolamento social. 

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Rotina e ritmo de exercícios

Segundo as Diretrizes do Colégio Americano de Medicina Esportiva, para indivíduos saudáveis, são recomendados de 150 a 300 minutos por semana de exercícios aeróbicos, o que dá uma média de 30 a 40 minutos diário, com intensidade moderada, e duas sessões semanais de treinamento de força muscular. Lembrando que iniciantes sempre devem começar por práticas mais leves. 

Para controlar o seu ritmo de forma simples, pense assim: intensidade moderada é quando conseguimos, durante o exercício, conversar construindo frases completas, sem interrompê-las para buscar oxigênio. Já quando a atividade física é intensa, interrompemos seguidamente a fala para tomar fôlego. Mas não se esqueça: qualquer sinal de desconforto como dores no peito, falta de ar e dores articulares, por exemplo, requererem orientação médica.

Dicas de exercícios aeróbicos simples para ambiente interno

– Coloque uma música e ande rapidamente pela casa ou suba e desça as escadas por 10 a 15 minutos, duas ou três vezes ao dia;
– Dance do seu jeito, ao som da sua música favorita;
– Caso não tenha problemas nas articulações, pule corda;
– Utilize esteira ou bicicleta ergométrica, quando disponíveis na residência ou no condomínio;
– Pratique yoga para reduzir a ansiedade. Se ficarmos menos ansiosos, comemos menos também;
– Tarefas cotidianas são excelente alternativa para manter-se fisicamente ativo: varrer a casa, arrumar o jardim, cuidar da horta, lavar louça, arrumar armários e brincar com animais de estimação, entre outras.

Já os exercícios de força devem ser feitos sempre atentando para as limitações (problemas no joelho ou na coluna, por exemplo). Para seguir essa rotina, mesmo sem frequentar um centro de treinamento, é possível baixar aplicativos no celular e acompanhar as dicas oferecidas por professores de educação física. Atenção: busque apenas serviços de profissionais gabaritados.

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“A Covid-19 está nos obrigando a repensar hábitos. De certa forma, o momento é propício para ajustarmos rotas, perseverando com novas escolhas saudáveis. O exercício é uma ferramenta para mudarmos a nossa história”, conclui o cardiologista.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Frequência de meninos adolescentes nos consultórios médicos continua baixa

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Assim como os homens adultos, os adolescentes do sexo masculino também não comparecem aos consultórios médicos. O alerta é do urologista Newton Tafuri, credenciado ao Mato Grosso Saúde pela clínica Vida para o Dia Nacional da Saúde de Jovens e Adolescentes, celebrado no dia 22 de setembro.

O especialista, que é presidente da seccional da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em Mato Grosso, toma como base dados do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), do Ministério da Saúde, que revelam a baixa frequência dos adolescentes ao médico. Essa situação ocorre em todos os estados. 

Em 2020, o acesso das meninas entre 16 e 19 anos ao Sistema Único de Saúde foi três vezes maior que o dos meninos: 6,9 milhões de meninas, contra 2,1 milhões de meninos, mesmo a rede oferecendo gratuitamente o serviço.

Também foi observado que a pandemia interferiu nos cuidados com a saúde dos adolescentes. Houve uma queda de comparecimento nos consultórios de 2019 para 2020 de 12% em relação às meninas e de 6,5% aos meninos.

“O que acontece é que a referência no atendimento às meninas é o ginecologista. Por isso, a necessidade de conscientização, tanto dos pais como dos próprios adolescentes, sobre a importância dos meninos terem uma rotina de consulta”, pontua.

Neste contexto, o Dr. Newton Tafuri observa que a saúde do homem precisa de atenção e que o incentivo às visitas ao médico deve começar desde cedo. “Ao levá-los para uma consulta com o urologista, abre-se a oportunidade de inúmeras ações de prevenção e diagnóstico precoce. Daí a importância do jovem e do adolescente manterem uma rotina de consultas”, esclarece o especialista.

Entre estas ações preventivas, o presidente da SBU/MT cita a identificação de comportamentos de risco, como uso de drogas ilícitas, tabagismo e uso abusivo de álcool; incentivo a utilização do preservativo para prevenção de DSTs e de gravidez indesejada; detecção de doenças que possam trazer prejuízos no futuro, como a varicocele, que pode afetar a fertilidade; esclarecimento sobre a aplicação de vacinas para proteção contra o HPV, imunizante preconizado a garotos de 11 a 14 anos e disponível gratuitamente pelo SUS. 

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HPV ou Papilomavírus

Em pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com adolescentes foi constatado que 44% não usaram preservativo na primeira relação sexual e 35% não usam ou usam raramente o preservativo. Ainda 38,57% dos meninos disseram não saber sequer colocar o preservativo.

“Embora o HPV seja uma doença sexualmente transmissível, a prevenção pode começar bem antes da vida sexual”, orienta Dr. Newton Tafuri, reforçando que existem vacinas indicadas para meninas e jovens de 9 a 26 anos na rede pública.

Quando a vida sexual começar, acrescenta o médico, recomenda-se o uso de preservativo para reforçar a prevenção contra o HVP. Mas a camisinha, nesse caso, não é 100% segura. Como a infecção depende apenas do contato com a pele e não necessariamente da penetração, é importante o uso do preservativo desde o início da relação. Isso ajuda, mas não oferece proteção total contra o HPV. A vacinação, segundo a Organização Mundial da Saúde, é a principal forma de prevenção contra o vírus.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

“Estado teve a ousadia de fazer a infraestrutura continuar crescendo”, diz secretário do Ministério da Infraestrutura

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O secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho, avaliou positivamente a iniciativa do Governo de Mato Grosso de autorizar a implantação da 1° Ferrovia Estadual. Segundo ele, o governo estadual teve “ousadia, coragem e entusiasmo” ao propor a construção da ferrovia, que vai permitir a integração da malha ferroviária estadual à nacional, ampliar a capilaridade do sistema ferroviário e melhorar a  logística de Mato Grosso e de todo Brasil.

“Quero parabenizar o governador Mauro Mendes pela iniciativa. Mais do que isso, pela ousadia de fazer a infraestrutura continuar crescendo. O Ministério da Infraestrutura tem arduamente trabalhado para expandir a infraestrutura do país com novas vias, hidrovias, aeroportos e portos. Quanto mais infraestrutura, melhor. Se tiver a iniciativa do Estado, melhor ainda. Nós precisamos carregar esse país de forma efetiva e ampliar cada vez mais nossa infraestrutura”, disse Marcelo Sampaio.

Ele classificou ainda a assinatura do contrato entre Governo de Mato Grosso e a empresa Rumo S/A para a construção da ferrovia no Estado como “um dia histórico para o Brasil”. O contrato foi assinado no início desta semana e prevê a construção 730 quilômetros de linha férrea que vão interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, e que vão se conectar à malha nacional, em direção ao Porto de Santos (SP). 

“Estamos muito entusiasmados com essa iniciativa de termos a primeira autorização ferroviária do Estado e quero parabenizar a ousadia, coragem e entusiasmo do governo estadual em prover infraestrutura para esse estado gigante que é Mato Grosso. É um dia histórico para o Brasil, um dia histórico para Mato Grosso. Ferrovia é coisa do presente e do futuro, pois traz prosperidade e desenvolvimento, diminuindo o custo Brasil”, afirmou.

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A construção da ferrovia vai permitir a interligação rodoferroviária em Mato Grosso e vai beneficiar diretamente 26 municípios, que estão as margens do traçado da ferrovia e terão maior facilidade para o escoamento da produção do agronegócio. O investimento para a construção da ferrovia será de R$ 11,2 bilhões, cujos recursos são integramente da iniciativa privada. A expectativa, segundo Marcelo Sampaio, é de que a implantação da ferrovia permita que Mato Grosso se torne mais eficiente, competitivo e próspero. 

“Mato Grosso tem uma grande eficiência da porteira para dentro das fazendas, mas precisamos que também tenham essa eficiência das nossas porteiras para fora. E é isso que essa extensão feita pelo Governo do Estado, através da Rumo, vai trazer para a região Médio Norte do Estado, levando essa ferrovia até Lucas do Rio Verde. Sabemos ainda que o ramal que chegará em Cuiabá é um ramal histórico, vai trazer geração de emprego e desenvolvimento para essa capital”, encerrou o secretário-executivo.

A previsão é de que o início das obras de construção da ferrovia ocorra em 2022. O trecho entre Rondonópolis e Cuiabá tem previsão de conclusão de obras e o respectivo funcionamento no ano de 2025; enquanto a operação no trecho Cuiabá a Lucas do Rio Verde deverá começar em 2028. Uma vez implantada a ferrovia, a Rumo S/A fica autorizada a explorar a ferrovia pelo prazo de 45 anos, sendo que a infraestrutura ferroviária poderá ser compartilhada com outra empresa de transporte ferroviário que venha a prestar serviços no Estado.

Fonte: GOV MT

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