conecte-se conosco


POLÍTICA NACIONAL

Aliados tentam convencer Bolsonaro a desistir de impeachment de ministros do STF

Publicado


source


Presidente Jair Bolsonaro
Reprodução

Presidente Jair Bolsonaro


Auxiliares e aliados do chamado grupo pragmático que cerca Jair Bolsonaro querem demover o presidente da promessa de  apresentar ao Senado o pedido de um processo de impeachment de ministros do Supremo Tribuna Federal (STF).

O principal argumento é que o  presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já sinalizou que não dará prosseguimento ao processo e, portanto, o gesto de Bolsonaro poderia abrir um desgaste com o comando da Casa, onde depende da aprovação de projetos considerados essenciais para a reeleição. O presidente deve tomar a decisão nos príximos dias.

No sábado, o presidente usou suas redes sociais para anunciar a intenção de representar contra os ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (STF). Desde então, políticos com acesso ao gabinete e ao WhatsApp presidencial vêm mantendo conversas com Bolsonaro sobre a viabilidade política da medida.

Nesta segunda-feira, em discurso a militares durante exercício militar em Formosa (GO), o presidente voltou a adotar tom moderado e disse que o Brasil precisa de “paz e tranquilidade” e que “jamais seremos os motivadores de qualquer ruptura” .

Embora alguns auxiliares considerem difícil Bolsonaro voltar atrás com a promessa de enfrentar o STF, outros afirmam que vão passar os próximos dias expondo ao presidente os riscos de colocar Pacheco em uma saia-justa de ter que acatar ou não o pedido dele. Para estre grupo, Bolsonaro deve atrair o presidente do Senado com as pautas que também devem gerar dividendos políticos para ele.

Entre as pautas prioritárias do governo em tramitação no Senado está a regulamentação do porte de armas, mudanças na Lei de Drogas e as PECs Emergencial e dos Fundos Públicos.

Leia mais:  Após ida a ONU, Eduardo Bolsonaro testa positivo para Covid-19

Outro argumento utilizado por auxiliares é que Bolsonaro ao anunciar a intenção já deu uma resposta política ao STF.

O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e líderes do governo no Senado e no Congresso estão no grupo dos que devem atuar para que Bolsonaro repense o pedido de impeachment dos ministros do STF. Nogueira é alvo de duas denúncias na Corte, uma delas com o julgamento em curso no plenário virtual do Supremo.

Já o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE) foi indiciado em junho deste ano pela Polícia Federal em um inquérito que investiga o recebimento de R$ 10 milhões em propina quando Bezerra foi ministro durante o governo Dilma.

Além disso, os filhos do presidente, sobretudo o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro, são ligados a algumas investigações que podem passar pelo Supremo Tribunal Federal em relação ao escândalo das rachadinhas.

De outro lado, porém, o presidente será cobrado por sua base ideológica de seguir com o objetivo. A decisão de Bolsonaro de ir ao Senado contra ministros do STF foi tomada após Alexandre de Moraes determinar a prisão do presidente do PTB, Roberto Jefferson .

Você viu?

A nova ofensiva de Bolsonaro contra magistrados ocorre no momento em que o presidente da República é alvo de quatro inquéritos no STF e um no TSE, por interferência na Polícia Federal, escândalo da Covaxin, ataques à urna eletrônica e vazamento de inquérito sigiloso da PF.

Já os atritos de Bolsonaro com Barroso se devem à defesa que o presidente do TSE tem feito à lisura das urnas eletrônicas e às críticas à votação da PEC do voto impresso, que foi rejeitada na Câmara dos Deputados .

Leia mais:  Saúde informa que Queiroga trocará hotel de luxo por outro mais barato

Após passar o fim de semana em silêncio,  Pacheco se manifestou nas redes sociais e, sem citar diretamente o pedido de impeachment de ministros, disse que “o Congresso não permitirá retrocessos.”

“O diálogo entre os Poderes é fundamental e não podemos abrir mão dele, jamais. Fechar portas, derrubar pontes, exercer arbitrariamente suas próprias razões são um desserviço ao país. Portanto, é recomendável, nesse momento de crise, mais do que nunca, a busca de consensos e o respeito às diferenças. Patriotas são aqueles que unem o Brasil, e não os que querem dividi-lo. E os avanços democráticos conquistados têm a vigorosa vigilância do Congresso, que não permitirá retrocessos”, escreveu Pacheco.

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou considerar que ministros do STF o “extrapolando os limites”  em algumas das suas decisões e considerou legítima a iniciativa de Bolsonaro. Mourão, contudo, disse achar “difícil” o Senado aceitar um pedido do presidente Jair Bolsonaro de abertura de processo de impeachment contra integrantes da Corte.

“Não é questão de arrefecer ou colocar lenha na fogueira. O presidente tem a visão dele, ele considera que esses ministros estão passando dos limites aí em algumas decisões que têm sido tomadas, e uma das saídas dentro da nossa Constituição, que prescreve ali no artigo 52, seria o impeachment, que compete ao Senado, fazer. Então ele vai pedir pro Senado, vamos ver o que que vai acontecer. Acho difícil o Senado aceitar”. 

Mourão criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de mandar prender o ex-deputado Roberto Jefferson por ataques às instituições democráticas, e disse que não considera o político uma “ameaça à democracia”:


“Eu acho que o ministro Alexandre de Moraes poderia ter tomado outra decisão, também de tão importante, e de tão coercitivo, sem necessitar mandar prender por algo que é uma opinião, que o outro vem externando. Não considero que o Roberto Jefferson seja uma ameaça à democracia, tão latente assim”. 

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

Por STF, Mendonça descarta pressa e espera “vencer” Alcolumbre pelo cansaço

Publicado


source
André Mendonça
Reprodução: Senado Federal

André Mendonça



Ex-ministro da Justiça e ex-advogado geral da União, André Mendonça foi indicado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação ocorreu em julho, quando Marco Aurélio Mello se aposentou da Corte. 

Desde então, Mendonça espera ser sabatinado pelo Senado, mas, para tanto, é necessário que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), marque a entrevista. O parlamentar já deu indícios de que não deseja pautar a sabatina, apesar da pressão que vem sofrendo. 

No entanto, de acordo com a jornalista Malu Gaspar, do jornal “O Globo”, mesmo “ignorado” por Alcolumbre , Mendonça tem afirmado a interlocutores que não possui pressa. Isso porque, segundo o ex-AGU, o senador tem se desgastado ao não marcar logo a sabatina. Ou seja, ele seria vencido pelo cansaço.

Na avaliação de Mendonça, chamado por Bolsonaro como “terrivelmente evangélico”, quanto mais tempo demora a entrevista, mais fácil será a sua aprovação. Inclusive, ele tem dito que pode esperar até um ano e meio para assumir a vaga no STF – justamente o tempo que o presidente ainda tem no poder (isso se não for reeleito nas eleições de 2022). 


Tensão

Alcolumbre já havia afirmado que não desejava pautar a sabatina de Mendonça tão cedo . Isso porque Bolsonaro estava em atrito com membros do Supremo.

No começo de setembro, com ajuda de Michel Temer, o presidente, inclusive, recuou em relação aos seus ataques aos ministros da Corte.  Ele chegou a redigir uma carta à nação .

Leia mais:  Saúde informa que Queiroga trocará hotel de luxo por outro mais barato

Diante da “paralisação” de Alcolumbre,  líderes evangélicos se mobilizaram para reverter o quadro no Senado. Maior interlocutor de Bolsonaro na Casa, o pastor Silas Malafaia tem feito pressão para agilizar a indicação de Mendonça .

Comentários Facebook
Continue lendo

POLÍTICA NACIONAL

Covid só ‘encurtou’ vidas de vítimas em ‘algumas semanas’, disse Bolsonaro

Publicado


source
Bolsonaro diz que Covid apenas 'encurtou vida' de algumas pessoas em alguns dias
Alan Santos/ PR

Bolsonaro diz que Covid apenas ‘encurtou vida’ de algumas pessoas em alguns dias


Em mais uma de suas declarações questionáveis sobre a pandemia , o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a Covid-19 apenas reduziu, um pouco, o tempo de vida das vítimas acometidas com a doença. “Muitas tinham alguma comorbidade, então a Covid apenas encurtou a vida delas por alguns dias ou algumas semanas”, afirmou o presidente.

A fala foi feita em entrevista a Markus Haintz e Vicky Richter, entrevistadores antivacina alemães, no último dia 8, e publicada no Youtube nesta segunda (20). De acordo com a Folha de S. Paulo, a dupla é ligada ao movimento de extrema-direta Querdeken, da Alemanha.


Ao longo da entrevista, Bolsonaro disparou outras mentiras como a suposta  supernotificação de casos de Covid-19 para que os hospitais ganhassem mais dinheiro. Pelo contrário, o que se viu no Brasil foram unidades de saúde em colapso por falta de leitos para atender todos os pacientes com coronavírus e outras doenças. Um exemplo disso é o que aconteceu em Manaus, no Amazonas, no início deste ano. O estado chegou a registrar  falta de cilindros de oxigênio para atender a demanda de pacientes.

Comentários Facebook
Leia mais:  Ministra da Agricultura, Tereza Cristina diz que está com Covid-19
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana