conecte-se conosco


POLÍTICA NACIONAL

Em sessão tumultada, bolsonaristas manobram para evitar derrota do voto impresso

Publicado


source
Urna Eletrônica
Agência Brasil

Urna Eletrônica

Após o presidente Jair Bolsonaro fazer ameaças às instituições e condicionar a realização das eleições de 2022 ao voto impresso , deputados do Centrão e da oposição tentaram derrotar o governo nesta sexta-feira, mas foram alvo de uma manobra regimental orquestrada por bolsonaristas. Em comissão especial que trata do assunto, o projeto que altera a forma de apuração dos votos seria rejeitado por ampla maioria.

No fim da sessão , porém, quando era esperada a votação do parecer, o relator Filipe Barros (PSL-PR) disse que alteraria a redação de seu voto. O presidente da comissão e aliado de Bolsonaro, Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), deu então mais uma sessão para que ele modificasse o conteúdo do texto.

A atitude provocou a ira da oposição. Deputados reclamaram que a atitude de Martins era antirregimental, já que havia terminado o prazo para alteração do relatório.

— Picareta! — gritou Arlindo Chinaglia (PT-SP), após o anúncio da manobra.

A articulação para derrotar Bolsonaro, que envolveu várias forças políticas, seria um recado de que o Congresso não aceitará tentativas de sabotagem para o próximo pleito. Parlamentares ainda articulam abrir nova sessão às 18h para votar o parecer.

Em sessão convocada à revelia de governistas , que perderam a maioria no colegiado, a intenção era enterrar a proposta apoiada por Bolsonaro.

Relator da PEC, Filipe Barros considerou “lamentável” o requerimento de autoconvocação da sessão, de autoria de Hildo Rocha (MDB-MA). O comando do colegiado, formado por bolsonaristas, não queria a realização da reunião.

Para evitar a derrota, governistas usaram outros artifícios para arrastar a sessão. Tentaram, por exemplo, em vão, retirar o parecer de pauta. A ideia era ganhar tempo para, mais na frente, tentar conseguir aprová-lo. O requerimento de retirada de pauta foi derrotado por 22 votos a 12.

Leia mais:  Temer diz que ataques de Bolsonaro a TSE e STF são 'inúteis e inconstitucionais'

— É muito importante que a gente possa debater por mais tempo, então orientamos pela retirada de pauta — orientou o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Após a fala do governista, Hildo Rocha (MDB-MA) reclamou do valor necessário para implantar o novo sistema de votação.

— De onde vai tirar R$ 2 bilhões? Deixa de ser irresponsável. Vai tirar da vacina?

Você viu?

A articulação para derrotar o governo contou com a troca de 15 nomes, em ação orquestrada por 11 legendas. Em uma das vagas do PSDB, por exemplo,  Aécio Neves (PSDB-MG), que era favorável à pauta, deu lugar ao ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (sem partido-RJ).

Durante a sessão, a autora original da PEC, deputada Bia Kicis (PSL-DF), assim como outros bolsonaristas, pediram a palavra para tentar tumultuar o ambiente.

— Eu fico impressionada com a falta até de gentileza de alguns colegas que se uniram para derrubar essa PEC, mas não querem conceder à autora da PEC a oportunidade de falar. Isso não é uma coisa honrosa e não é coleguismo — reclamou Bia Kicis.

Por pelo menos três vezes, o sistema da sessão virtual apresentou instabilidade. Deputados de oposição estranharam as falhas.

— É a primeira vez que vejo o Zoom (programa usado para a videoconferência) cair três vezes em uma sessão de meia hora — disse Ivan Valente (PSOL-SP).

Presidente da comissão e favorável à PEC, Paulo Eduardo Martins tentou dar uma explicação:

— A secretaria está informando que o sistema está sendo invadido — declarou.

Além de Rodrigo Maia, reforçaram a comissão nos últimos dias os deputados Igor Kannario (DEM-BA), Dorinha Seabra (DEM-TO), Paulinho Pereira (SD-SP), Fábio Trad (PSD-MS), Fred Costa (PATRI-MG), Milton Coelho (PSB-PE), Bosco Saraiva (SD-AM), Júnior Mano (PL-CE), Professor Israel Batista (PV-DF), Wolney Queiroz (PDT-PE), Marreca Filho (Patri-MA), Marcio Alvino (PL-SP), João Marcelo Souza (MDB-MA) e Rafafa (PSDB-PB).

Leia mais:  Datena confirma que disputará as eleições em 2022: "Dessa vez é para valer"

Na terça-feira, questionado pela imprensa sobre a PEC, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já havia lavado as mãos. Prevendo uma derrota do governo, Lira jogou a responsabilidade sobre a tramitação do tema para o Senado.

— Toda decisão legislativa, ela depende de voto. Quem vai analisar isso são os membros da comissão, por enquanto. Venho colocando de forma prática: a Câmara já votou em 2015 (o assunto). Não teria necessidade de passar por isso de novo. A PEC está no Senado. Foi em 2015, (a PEC) que prevê voto auditável e impresso. Então, se não houver no Senado condição de votar lá, eu não sei que diferença faria. São coisas do processo legislativo.

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

Partidos pedem que TSE exija explicações de Bolsonaro sobre fraude eleitoral

Publicado


source
Presidente Jair Bolsonaro
Reprodução/Youtube

Presidente Jair Bolsonaro

Um grupo de 11 partidos pediu que a Corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cobre explicações do presidente Jair Bolsonaro sobre as supostas fraudes em urnas eletrônicas relatadas por ele em transmissão ao vivo nas redes sociais. Na última quinta-feira (29), Bolsonaro reconheceu não ter as provas que havia prometido apresentar, mas, mesmo assim, fez ataques ao sistema de votação usado no Brasil e disse que há “indícios fortíssimos em fase de aprofundamento”. Os indícios citados foram vídeos que circulam na internet e trechos editados de programas de TV.

Os partidos autores do pedido são: MDB, Solidariedade, PT, PDT, PSDB, PSOL, REDE, Cidadania, PV, PSTU e PCdoB. O documento será analisado pelo ministro Luis Felipe Salomão, que é o corregedor do TSE. Para o grupo, as reiteradas acusações sem provas feitas por Bolsonaro contra as urnas eletrônicas são graves e constituem “levianas palavras que, longe de prestar qualquer contribuição à segurança das eleições, busca desmerecer os pilares democráticos e uma forma de eleição cuja confiabilidade vem sendo observada por quase um século, garantindo a alternância democrática em estrito reflexo da vontade popular”.

As críticas de Bolsonaro às urnas ocorrem em um momento em que ele é alvo da CPI da Covid, está com a popularidade em baixa e atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas. Ele quer o voto impresso, e ameaça não reconhecer o resultado se perder em 2022 com o sistema atual.

Você viu?

“A sequência do pronunciamento, que tinha como objetivo destacar os referidos indícios revelou uma esdrúxula e vexatória exposição de vídeos amadores, sem qualquer menção a métodos de pesquisa e alguns, inclusive, originários de compartilhamentos em redes sociais. O ato configurou um verdadeiro constrangimento às Instituições Democráticas e ao Estado de Direito, reiteradamente atacados pelo Presidente Jair Bolsonaro”, destacaram os partidos.

Leia mais:  FHC declara voto para João Doria em 2022 pela primeira vez

No documento, as agremiações políticas ressaltaram que a transmissão ao vivo “foi um ato estritamente político, com críticas expressas a partidos de oposição, deputados e senadores que se manifestam de maneira contrária aos interesses do Presidente Jair Bolsonaro, seguido de inúmeras ofensas ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, cuja atuação foi colocada sob suspeita por ‘estranhamente’ convencer um grande número de pessoas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas.”

Os 11 partidos ressaltaram que Bolsonaro vem há meses pondo em dúvida a confiabilidade das urna eletrônicas. Em junho inclusive, Salomão já tinha determinado que Bolsonaro e outras autoridades públicas que deram declarações sobre fraudes nas urnas eletrônicas apresentassem evidências e informações que corroborassem as falas, mas sem resposta até o momento.

Na sexta-feira, o partido Rede Sustentabilidade pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) multe Bolsonaro em R$ 500 mil por cada nova declaração falsa sobre o assunto. O partido já havia pedido em junho que fosse dado um prazo de dez dias para Bolsonaro apresentar as “supostas provas” e, caso não conseguisse fazer isso, tinha solicitado que a Corte o proibisse de se manifestar publicamente a respeito. O valor, destacou o partido, deverá ser descontado do patrimônio pessoal de Bolsonaro, e não dos cofres públicos. O relator do processo no STF é o ministro Gilmar Mendes.

Comentários Facebook
Continue lendo

POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro é multado em SP por não usar máscara; valor pode chegar a R$ 290 mil

Publicado


source
Bolsonaro participou de passeio com motociclistas em Presidente Prudente (SP) neste sábado (31)
Divulgação/Palácio do Planalto

Bolsonaro participou de passeio com motociclistas em Presidente Prudente (SP) neste sábado (31)

O presidente Jair Bolsonaro foi multado neste sábado (31) pelo governo de São Paulo após participar de aglomeração sem usar máscara. Na manhã deste sábado, Bolsonaro esteve em passeio de moto em Presidente Prudente , no interior do estado, acompanhado de apoiadores. Esta é a terceira vez que o presidente é multado no estado pelo mesmo motivo.

Além de Bolsonaro, o Palácio dos Bandeirantes afirmou que a Vigilância Sanitária estadual também multou outras sete autoridades federais. São elas:

  • Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas;
  • Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Heleno;
  • Secretário-especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan Garcia;
  • Presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães;
  • Deputada federal Carla Zambelli (PSL);
  • Deputado federal Cezinha de Madureira (PSD);
  • Deputado federal Coronel Tadeu (PSL).

A multa por não usar máscaras no estado de São Paulo é de R$ 552,71 por pessoa, de acordo com Decreto nº 64.959 do governador João Doria, de maio deste ano.

De acordo com o governo paulista, porém, “dolo, omissão ou reincidência das pessoas multada são circunstâncias agravantes para as infrações sanitárias no estado”. Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Carla Zambelli, Cezinha de Madureira e Coronel Tadeu são reincidentes, o que pode fazer com que as multas alcancem até R$ 290,9 mil por estímulo em ações de risco à saúde pública.

“Os autos serão enviados via Correios para cada um e descrevem as normas previstas na lei, citando a necessidade da manutenção das medidas preventivas já conhecidas e preconizadas pelas autoridades sanitárias nacionais e internacionais, como uso de máscara e distanciamento social”, afirmou o governo paulista.

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana