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Imagens mostram ‘gabinete paralelo’ orientando Bolsonaro contra vacinas; confira

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Imagens mostram trechos de uma reunião ocorrida em 8 de setembro de 2020
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Imagens mostram trechos de uma reunião ocorrida em 8 de setembro de 2020

Vídeos divulgados pelo portal Metrópoles mostram o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sendo aconselhado pelo chamado ‘ministério paralelo’ em relação ao enfrentamento da Covid-19 no Brasil. As imagens foram gravadas no dia 8 de setembro e também confirmaram Arthur Weintraub intermediava os contatos entre o grupo e o Palácio do Planalto.

Os trechos divulgados destacam o aconselhamento, principalmente, em relação ao uso da hidroxicloroquina – medicamento sem comprovação científica de eficácia contra a Covid-19 – no tratamento da doença e contra as vacinas.

Na reunião, é possível ver a presença da imunologista Nise Yamaguchi , do deputado Osmar Terra, do virologista Paolo Zanoto e outros médicos de diversas especialidades. Todos aparecem sem máscara na gravação.

“Uma honra trabalhar com o senhor neste período”, afirma Nise Yamaguchi em determinado momento ao deputado Osmar Terra, apontado como uma espécie de guia. Em depoimento à CPI da Covid no Senado, a médica negou a existência de um ‘gabinete paralelo’ e disse que apenas prestava “aconselhamento”.

Em outro trecho, Bolsonaro faz questão de que o virologista Paolo Zanoto saia da plateia e sente ao seu lado. Zanoto diz para o presidente tomar “extremo cuidado” com as vacinas que estavam sendo produzidas: “Não tem condição de qualquer vacina estar realisticamente na fase 3”. Na ocasião, a farmacêutica Pfizer já havia mandado e-mails com propostas de imunizantes ao Ministério da Saúde e estava sem respostas.

“Com todo respeito, eu acho que a gente tem que ter vacina, ou talvez não”, diz Zanoto, enquanto uma médica balança a cabeça de forma negativa. Durante a pandemia, o virologista deu diversas entrevistas dizendo que não seria “uma boa ideia” fazer vacinação em massa no Brasil.

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Segundo as imagens, o ex-assessor especial da presidência Arthur Weintraub fazia a ponte entre o ‘ministério paralelo’ e Bolsonaro. Zanoto diz que encaminhou a Weintraub uma sugestão que ele chama de “shadow board”, um grupo de supostos especialistas em vacinas para aconselhar o governo sobre o assunto.

Bolsonaro também reforça a fala antivacina e reafirma que ela não deve ser obrigatória em sua fala. Ele diz que vetou uma lei que estipulava celeridade da Anvisa na aprovação de fármacos. “O projeto foi aprovado na Câmara e eu vetei o dispositivo. O veto foi derrubado depois, o que dizia? O que chegasse aqui para combater o coronavírus, a Anvisa tinha 72 horas para liberar [na verdade, o prazo era de 5 dias]. Se não liberasse, haveria aprovação tácita. Eu perguntei: ‘Até vacina? Até vacina'”.

Além disso, o presidente também destacou a desconfiança com os imunizantes que já tinham sido aprovados em outros países. “Mesmo tendo aprovação científica lá fora, tem umas etapas para serem cumpridas aqui. Você não pode injetar qualquer coisa nas pessoas, muito menos obrigar”, disse, enquanto outra médica dizia “graças a Deus”.

Em outro momento, Osmar Terra apresenta um cardiologista que, de acordo com ele, é especialista em arritmia e foi o “primeiro a dizer que não tem problema usar a hidroxicloroquina”. Bolsonaro apoia a tese dando o exemplo de “um amigo” e alega que os riscos do medicamento são potencializados para amedrontar as pessoas, “provavelmente por ser um remédio muito barato”.

Segundo o levantamento do jornal, no dia que ocorreu a reunião, o Brasil já somava 127.517 mortes por Covid-19, e 4.165.124 casos registrados. Hoje, o número é de 469.388 vidas perdidas para a doença, e 16.803.472 contaminados.

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Rapaz escolhe Sarney como tema de festa de aniversário e ganha vídeo do político

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André posa para foto no aniversario de 16 anos, onde homenageou o ex-presidente Jose Sarney
Arquivo pessoal

André posa para foto no aniversario de 16 anos, onde homenageou o ex-presidente Jose Sarney

Ao completar 16 anos, auge da adolescência, jovens, em sua maioria, costumam escolher temas para as festas de aniversário relacionadas a heróis de quadrinho, time de futebol do coração ou filme predileto. Mas André Junji, morador de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, preferiu homenagear o ídolo, o ex-presidente José Sarney.

O adolescente, que se considera um direitista, pretende fazer faculdade de veterinária, “mas quem sabe” no futuro ser político. Ele conta que mantém admiração pelo primeiro presidente pós ditadura militar desde a infância:

“Desde pequeno eu sempre gostei muito do Sarney, sempre fiquei com o nome dele na cabeça, e fui me interessando sobre ele, procurando, lendo seus livros e assim foi crescendo cada vez mais a admiração”, conta. 

“O estrategista que ele é, de conseguir sempre estar alinhado ao governo, independente de ser de direita ou de esquerda, ele está em todas”, completa, explicando o motivo da admiração.

Interessado por política, diz que o atual governo do presidente Bolsonaro (sem partido) “não anda lá essas coisas”, e opina: “O (governo) do Sarney dá de 10 a zero”.

A história de André chegou até Sarney gracas a irmã, Paloma Peres, que publicou a história do irmão em um grupo no Facebook de quase 200 mil pessoas. A publicação viralizou, e teve mais de 3 mil curtidas e dois mil comentários.

“Eu tive a ideia de postar em um grupo do Facebook, porque eu sabia que tinha muita gente. Era impossível, mas não custava perguntar. No mesmo dia eu consegui. Eu postei de manhã, e a noite o sobrinho dele (do José Sarney) me chamou falando que ele iria gravar, então foi muito rápido”, revela.

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No dia da festa de 16 anos, no último domingo (6), que teve como decoração banner personalizado, de André ao lado do político maranhense, além de bolo com a foto de Sarney, e outros apetrechos em verde e amarelo, que remetem a um comício eleitoral nacionalista, o jovem recebeu o tão desejado recado do ídolo.

Tema da festa de aniversario de André foi o ex-presidente Jose Sarney
Arquivo pessoal

Tema da festa de aniversario de André foi o ex-presidente Jose Sarney

André recebeu três livros autografados, além de uma carta assinada, onde Sarney lhe parabeniza pela data. Contudo, o principal presente foi a gravação de um vídeo , onde Sarney discursa e agradece o carinho do fã mirim.

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“André, seja muito feliz, felicidades que eu quero estender a todos os seus pais, família e amigos, vou rezar por você, fazer preces para que você realiza a carreira de um grande homem(..) Lembre-se que o Sarney lhe desejou felicidade e quer que você seja presidente da república para governar para o povo brasileiro”.

O adolescente, que assistiu atônito ao video de cerca de 4 minutos, conseguido pela irmã, conta que achava ‘impossível’ conseguir algo parecido com o que recebeu:

“Foi bacana, eu não esperava, foi um presente bem bacana, é o Sarney, querendo ou não é uma admiração grande, mas distante, que a gente pensa que não vai conseguir falar com a pessoa nunca, que é tipo conversar com o Papa, uma coisa quase que impossível”, diz.

Afastado da vida pública desde 2014, quando não tentou a reeleição para o Senado Federal, José Sarney, que já passou pelos governos do Amapá e Maranhão, e está envolvido na cena politica do país há mais de meio seculo, já teve o nome envolvido em esquemas de corrupção e atos controversos.

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Durante o período de ditadura militar, presidiu a Arena, partido governista do regime ditatorial. Durante a carreira, foi alvo de diversas investigações de esquemas de corrupção, tendo inclusive seu nome citado em delações da Operação Lava Jato em 2016.

Questionado sobre o que achava de uma eventual volta  de Sarney ao jogo político, André diz ser contra, e cita a idade, 91 anos, como um dos empecilhos:

“Não, primeiro eu acho que ele não voltaria por conta da idade avançada dele, acho que não tem mais capacidade de ficar viajando do Maranhão para Brasília toda semana, e realmente, uma figura muito contraditória, que em 2015 renunciou ao cargo de senador por saber que não iria conseguir se reeleger de novo, ele iria passar vergonha nas urnas”

Quando questionado sobre o que pensava das críticas acerca do seu ídolo contraditório, foi sucinto, e em tom ‘politico’, disse ser “chatice da oposição”.  

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CPI da Covid: AGU vai ao Supremo para anular quebra de sigilo de Pazuello

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Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello
Reprodução: iG Minas Gerais

Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello

A Advocacia-Geral da União (AGU) foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) buscar a anulação da quebra dos sigilos telefônico e telemático do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. O argumento da defesa é que a ação seria “absolutamente ilegal e arbitrária”.

A AGU contesta diz que a quebra de sigilo aprovada pela comissão é muito ampla, já que inclui mensagens de WhatsApp, documentos armazenados em nuvem, redes de Wi-Fi acessadas e mensagens de e-mail.

“A quebra de sigilo de forma generalizada e inespecífica não encontra fundamento no devido processo legal, representando uma devassa indiscriminada violadora da dignidade e intimidade individual do impetrante”, diz a AGU.

Segundo o documento apresentado à Corte, o processo não possui “fundamentação idônea e suficiente”.

“A necessidade de fundamentação decorre essencialmente da inviolabilidade do sigilo das comunicações telefônicas, conforme previsto no inciso XII, do art. 5º, da Carta da República, só podendo ser mitigado para fins de investigações e processos criminais, por decisão fundamentada e em desfavor de pessoas formalmente investigadas.

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