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POLÍTICA NACIONAL

De João Doria a Paulo Guedes: veja quem são os próximos ‘alvos’ da CPI da Covid

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Senadores já definiram quem serão os primeiros depoentes ouvidos pela comissão
Jefferson Rudy/Agência Senado

Senadores já definiram quem serão os primeiros depoentes ouvidos pela comissão

Nesta semana, a primeira de atuação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 , os senadores definiram os primeiros nomes que serão convocados a prestarem depoimentos. Além de três ex-ministros da Saúde – Mandetta, Teich e Pazuello -, o atual responsável pela pasta, Marcelo Queiroga, e o ex-secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fábio Wajngarten, também fazem parte desta ‘primeira leva’ de convocações.

Segundo informações da Agência Senado, o colegiado tem ao menos 209 requerimentos que ainda aguardam deliberação, sendo que 134 destes são sobre novos pedidos de convocações para depoimentos. Ao todo, outros cinco ministros, quatro governadores , quatro prefeitos, 13 secretários estaduais e municipais de Saúde, além de um integrante do Supremo Tribunal Federal.

Confira a lista dos próximos ‘alvos’ da comissão

  • Ministro Paulo Guedes (Economia)
  • Ministro Walter Braga Netto (Defesa e ex-Casa Civil)
  • Ministro Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil e ex-Secretaria de Governo)
  • Ministro Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações)
  • Ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos)
  • Governador João Doria (São Paulo)
  • Governador Wilson Lima (Amazonas)
  • Governador Rui Costa (Bahia)
  • Governador Hélder Barbalho (Pará)
  • Prefeito David Almeida (Manaus-AM)
  • Prefeito João Rodrigues (Chapecó-SC)
  • Prefeito Toninho Colucci (Ilha Bela-RJ)
  • Prefeito Walter Lessa (São Lourenço-MG)
  • Secretários estaduais de Saúde de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte
  • Secretários municipais de Saúde de Manaus-AM e de Porto Seguro-BA

Além destes, constam um convite ao ministro Wagner Rosário, da Controladoria Geral da União (CGU), e convocações do ex-ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores), do ex-prefeito de Fortaleza-CE, Roberto Cláudio, de ex-secretários de saúde do Amazonas, do Distrito Federal e de Fortaleza, além do governador Wellington Dias (Piauí), que seria o representante do Fórum de Governadores.

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Ainda de acordo com a publicação, os senadores cogitam convocar integrantes do chamado ‘gabinete do ódio’, formado por servidores que atuam nas redes sociais da Presidência da República e que é suspeito de promover campanhas de desinformação em meio à pandemia. Entre os nomes, aparecem os assessores Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Gomes e Mateus Matos Diniz, além do secretário de Comunicação da Presidência, Flávio Rocha.

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O general Edson Pujol, que aumentou a produção de cloroquina , medicamento que não tem eficácia comprovada contra a Covid-19, durante sua gestão no Exército, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, responsável pela decisão que autorizou governadores e prefeitos a adotarem medidas de restrição e de enfrentamento ao coronavírus , o diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, o presidente da Funai, Marcelo Augusto Xavier, e o ex-secretário do Tesouro Nacional e atual secretário especial de Fazenda, Bruno Funchal, também estão entre os nomes cogitados.

Convites e informações

Na primeira sessão, senadores definiram ordem de convocação para depoimentos
Agência Senado

Na primeira sessão, senadores definiram ordem de convocação para depoimentos

Dos 73 requerimentos de convite, 16 se referem à realização de audiências públicas e sugerem a participação de representantes de diversas entidades, como universidades, organismos multilaterais de saúde, hospitais públicos e privados, santas casas, órgãos de controle e institutos de pesquisa. Além disso, a base aliada também solicitou a presença de infectologistas para “prestar informações sobre as evidências cientificas que comprovam a eficácia do tratamento precoce contra a covid-19 ”, ponto que é defendido pelo governo Bolsonaro.

Os senadores também querem ouvir representantes de laboratórios que desenvolvem ou já produzem vacinas, como Butantan, Sinovac, Fiocruz, AstraZeneca, União Química, Instituto Gamaleya, Instituto do Soro da Índia e Janssen, e fizeram pedidos de informações à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e ao Ministério da Saúde sobre  propagandas, campanhas ou inserções midiáticas  e a compra de exames para a detecção da Covid-19 .

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Bolsonaro chama CPI de vexame e diz que ministros farão vídeo sobre cloroquina

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Bolsonaro em conversa com apoiadores no Palácio do Alvorada
Facebook Reprodução

Bolsonaro em conversa com apoiadores no Palácio do Alvorada

Jair Bolsonaro disse, neste sábado (8), em conversa com apoiadores no Palácio do Alvorada, que a  CPI da Covid é um “vexame” porque “só se fala em cloroquina”. O presidente disse, ainda, que fará um vídeo com 22 ministros para dizer quais deles tomaram o remédio —  comprovadamente ineficaz para tratar a doença causada pelo Sars-Cov-2.

“O cara que é contra [a cloroquina] e não dá alternativas. Tenho certeza que alguém aqui tomou hidroxicloroquina“, disse.

“A gente vai fazer um vídeo nesta semana, os 22 ministros. Todos aqueles que tomaram hidroxicloroquina vão falar: eu tomei. É a alternativa no momento. ‘Ah, não tem comprovação científica’. Mas não tem cientificamente dizendo o contrário também“, continuou. (Veja o vídeo abaixo).

O chefe de estado também disse que as mortes que envolveram o uso de cloroquina em Manaus se deram por conta de superdosagem. “Qualquer remédio se tomar em excesso pode entrar em óbito”, afirmou.

Bolsonaro também votou a colocar em dúvida o número de mortos por Covid-19 no Brasil. “Tudo é suspeita de covid.”

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“Meus pais sempre se amaram”: filha defende Flordelis e chama irmãos de ingratos

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Filha adotiva defendeu a parlamentar durante depoimento nesta semana
Câmara dos Deputados

Filha adotiva defendeu a parlamentar durante depoimento nesta semana

Os deputados do Conselho de Ética e de Decoro Parlamentar da Câmara ouviram nesta última quinta-feira (6) o depoimento de Érika Dias, filha adotiva da  deputada Flordelis (PSD-RJ), convidada a depor como testemunha de defesa da mãe, que é acusada de ser a mandante do assassinato o marido, o pastor Anderson Carmo, morto a tiros em junho de 2019, em Niterói.

Érika afirmou que Flordelis tinha uma boa relação com o pastor e disse não ter conhecimento sobre o plano de assassiná-lo ou sobre as denúncias de abuso feitas por suas irmãs. Ela negou ainda que tenham ocorrido desavenças ou tratamento diferenciado entre os irmãos e se queixou das ações policiais e do tratamento da mídia e das redes sociais em relação ao caso.

Sem violência

“Meus pais sempre se amaram. Nunca presenciei nenhum tipo de violência ou desrespeito. Meu pai sempre amou minha mãe, e minha mãe sempre amou meu pai. Nunca vi briga dos meus pais chegar às vias de fato. Foram discussões de casal”, declarou Érika.

A filha também afirmou que a deputada é uma pessoa muito humilde, “nunca foi de ter luxos ou de gastou além da conta”. Além disso, afirmou que quem comprava as roupas para a mãe era Anderson. Sobre a relação com Flordelis, ressaltou que ambas ficaram mais próximas após a prisão dos irmãos : “eu era uma filha um pouco distante por trabalhar muito, e estudar todo fim de semana”.

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Plano de assassinato

Érika  disse não ter tido conhecimento sobre um plano de seus irmãos para matar o pastor e também afirmou desconhecer uma tentativa anterior de envenenamento. “Ele tinha problema estomacal e chegou a emagrecer muito. Não gostava de ir ao médico”, disse.

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A depoente insinuou que os irmãos que depuseram contra sua mãe estão trabalhando na Prefeitura de São Gonçalo por indicação do filho adotivo da deputada, Misael , que era vereador no município. “Acho uma ingratidão. Na minha opinião como civil, já condenaram ela.”

Ao revelar que já trabalhou como secretária da igreja dos pais, declarou que todas as doações e ofertas iam direto para conta bancária e não eram guardadas em um cofre. Ainda segundo ela, o pastor Anderson não andava com uma mochila com dinheiro da igreja. Em uma das versões sobre o crime, esse dinheiro teria sido roubado para pagar pelo assassinato do pastor.

Críticas ao trabalho da polícia e da imprensa

Érika denunciou as ações da polícia em sua casa por apreenderem aparelhos sem mandado: “teve um policial que quase me prendeu por desacato. Um dos policiais meteu a mão dentro da minha mochila e pegou meu tablet bem na semana de prova na faculdade. Não apresentou mandado. Eu me senti muito desrespeitada como cidadã, como pessoa. Arrombaram a porta. Parecia casa de bandido. Pago meus impostos, quero ser tratada com respeito”.

A testemunha também lamentou o tratamento da mídia e relatou que um blogueiro chegou a entrar em sua casa sem se identificar. Segundo ela, o homem tirou fotos, interrogou as crianças e entrou no quarto de Flordelis .: “Eles fazem acusações, querem publicar matérias tendenciosas. Estão ganhando seguidores às custas da minha família e às custas do caso”.

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