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Sem projeto e com respostas evasivas, Comitê avalia que mudança de modal pode estrangular trânsito de Cuiabá

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Davi Valle

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O Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá se reuniu para dialogar sobre as informações apresentadas pelo executivo Estadual como resposta ao pedido da Prefeitura de Cuiabá. O presidente do Comitê, Juares Samaniego, afirmou que dentre o material apresentado, não há projeto do novo modal, instrumento basilar para a tomada de decisão de qualquer implementação de política pública. O gestou ainda disse que a resposta aos questionamentos técnicos são evasivas, “empurram com a barriga” e podem “estrangular o trânsito na capital”, com as faixas exclusivas nas avenidas da cidade. O debate foi realizado no dia 27.

“As respostas são sempre evasivas, como se pensassem ‘vamos empurrar esse pessoal com a barriga’. Não apresentam o projeto, porque não tem projeto. Dizem que os ônibus vão custar R$ 35 milhões, mas os dados não batem, o custo real chega a R$105 milhões. Como será a travessia de pedestres? Faixa ou passarela? Vai ser caótico, não tem estudo técnico de viabilidade. Eles vão estrangular o trânsito da cidade com as faixas exclusivas para o BRT”, disse o presidente do Comitê, Juares Samaniego.

Representando o prefeito Emanuel Pinheiro na reunião, o secretário de Governo, Luis Claudio de Castro Sodré foi taxativo em defender o plebiscito e afirmar que nenhuma obra será realizada em território cuiabano sem autorização da Prefeitura de Cuiabá.

“Por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, o município de Cuiabá não vai mais aceitar intervenção em solo sem autorização expressa. Quem usa o sistema precisa ser ouvido. Nós vamos insistir na audiência pública, na proposta de plebiscito colocada pelo deputado federal Emanuel Pinheiro Neto. E tenho certeza que o povo, ouvindo os dados vai decidir de forma correta”, disse o secretário de Governo.

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Para o consultor técnico de mobilidade urbana, José Roberto Generoso, a execução do VLT como modal de transporte intermunicipal em Cuiabá e Várzea Grande é uma questão de tempo apenas e vai acontecer por um motivo contratual fundamental. “O Conselho Gestor não pode mudar o objeto do contrato. Cuiabá vai ter VLT, se não for nesta gestão, vai ser na próxima. O quanto antes aceitar isso melhor para a população que vai aproveitar do transporte mais rápido e menos gasto de dinheiro público também. Eu não entendo como o setor jurídico do Governo do Estado aceitou essa mudança”, disse Generoso.

Na mesma linha de raciocínio, Jean Pejo, ex-secretário nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos (SEMOB), secretaria vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional explicou que a execução do modal de transporte é financiada pela Caixa Econômica Federal e está vinculada a apresentação de projeto, com embasamento técnico, estudo de viabilidade já apresentados para a escolha do VLT e portanto, o contrato tem como objeto o veículo sobre trilhos. Como o financiamento se utiliza do FGTS do cidadão, seria justo que a população decidisse o futuro do transporte coletivo da capital de Mato Grosso, visto que já foi investido no VLT de cerca de R$ 1 bi e as obras encontram-se 70% concluídas.

“Tudo que já foi comprado é do povo, então teria que se ter uma consulta para saber se o povo quer se desfazer de tudo isso. Como que se vai demolir a central de operação? O Estado nos convocou para a audiência pública e vamos apresentar todos os 34 pontos levantados de informações montadas em bases não sólidas”, disse Jean Pejo. Ele ainda questiona o fato do Estado ter convocado a audiência pública, mas já ter marcado outra para apresentar a decisão do BRT para a sociedade. “Para que serve a audiência se ele já tem data para apresentar para a sociedade o novo modal? Tudo faz parte de um cenário para validar uma decisão que o próprio Governo não está mais seguro”, completou.

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O engenheiro José Picolli Neto relembra que a mesma empresa que apresentou a época o estudo de viabilidade e defendia a execução do VLT como melhor opção entre os modais para Cuiabá-Várzea Grande, hoje defende a troca pelo BRT.

“Essa discussão passou da hora, tinha que ter se discutido antes de implantar. Hoje tem que ser decidido como terminar a obra. Dinheiro público é assim agora? Se não quero mais joga fora? E faz o que com 1 bilhão de material adquirido? Essa ideia de devolver para o consórcio desmoraliza as concessões no país. A mesma empresa que fez o estudo do VLT está defendendo agora o BRT, com o mesmo técnico. Esses dados apresentados são confiáveis? Não são”, disse Picolli.

Presente também na reunião, o advogado e representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Thiago França argumentou em favor do VLT e questionou os dados técnicos apresentados pelo Governo até o momento. “É técnica ou conveniência? Cada hora o mesmo técnico fala uma coisa. Nós estamos aqui do lado da técnica e a melhor é o VLT. O Governo não apresentou proposta. O transporte é uma política municipal. O Estado não pode ficar prefeiturando”, completou França.

O representante do movimento social, Valter Arruda se posicionou a favor de que a população seja ouvida e decida o que é melhor pra si. A proposta colocada em debate pelo deputado federal Emanuel Pinheiro Neto em audiência na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no dia 08 de fevereiro.

Todos os documentos de análise e argumentativos elaborados pelo Comitê e os apresentados pelo Governo do Estado serão reunidos em ação judicial que será representada pela Procuradoria Geral do Município de Cuiabá. “Seria interessante esta ação para que a gente mostre que a solução que está sendo colocada não é a melhor”, disse o procurador Geral-adjunto, Alisson Akerley.

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Também estiveram presentes na reunião o secretário-adjunto da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), Ewerton Silva e seu diretor de Transporte, Nicolau Budib, o representante do CREA-MT, André Luiz Schuring.

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Dia da Família é lembrado com palestra aos beneficiários do programa Criança Feliz

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Em comemoração ao Dia da Família (11) de maio, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência realizou uma reunião no início da semana, com as famílias beneficiárias do Programa Criança Feliz, bem como a equipe técnica que realiza o trabalho nas unidades dos Centros de Referência de Assistência Social- Cras.

Em razão da pandemia do coronavírus, o encontro ocorreu de forma remota, a fim de evitar a aglomeração de pessoas.

Com o tema: Relações familiares e a construção do afeto na Primeira Infância, os participantes foram orientados quanto a importância do carinho nas relações familiares, onde o exercício do cuidado para com os menores é fundamental pois além de serem demonstrações de amor, aproximam os indivíduos e fortalecem os vínculos.

“Buscamos repassar aos pais e cuidadores das crianças assistidas pelo programa, atitudes simples mas que contribuem com o desenvolvimento nos primeiros anos de vida da criança, proporcionando um crescimento sadio no âmbito social, emocional e psicológico”, disse a coordenadora do programa Criança Feliz, Michelle Machado.  

Participaram da ação famílias assistidas pelos Cras Jardim Araçá, CPA, Jardim União, Pedregal, Planalto, Pedra 90 e Nova Esperança.

“Tudo isso contribui para que essas crianças cresçam em um ambiente saudável, com muito amor, afeto e cuidados essenciais. Ações intersetoriais estão sendo articuladas para o desenvolvimento pleno das atividades na capital, tendo como princípio básico políticas públicas efetivas para um atendimento com excelência à essas famílias em situação de vulnerabilidade social”, acrescentou Michelle. 

CRIANÇA FELIZ- O programa prioriza crianças e famílias em situação de vulnerabilidade e risco social, como: gestantes, crianças de até 36 meses e suas famílias inseridas no Cadastro Único. Crianças de até 72 meses e suas famílias beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada

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Atualmente cerca de 736 crianças e outras 11 famílias contempladas com o auxílio do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de 32 gestantes são acompanhadas pelo programa.

Essas famílias recebem orientação para o desenvolvimento de suas crianças, de acordo com a faixa etária, bem como informações para o desenvolvimento de atividades fortalecendo dessa maneira os vínculos familiares.

“O programa, desenvolvido em Cuiabá desde o ano de 2018, conta com o apoio incondicional do prefeito Emanuel Pinheiro e da primeira-dama Márcia Pinheiro, incentivadora de mais essa ação voltada à população vulnerável da capital”, pontua a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Hellen Ferreira.

 

 

 

 

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Viaduto Murilo Domingos garante total fluidez do trânsito; veja fotos 

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Luiz Alves

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A liberação do viaduto Murilo Domingo – na  avenida Beira Rio – trouxe fluidez no trânsito naquela região. Os agentes de Trânsito da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) acompanharam na terça-feira (11)l, a movimentação dos veículos no primeiro dia de funcionamento da grande obra de mobilidade urbana. De acordo com o diretor de Trânsito, Michel Diniz, em nenhum momento dos horários considerados de grande movimentação (horário de pico), foi constatado engarrafamento ou outro tipo de ocorrência. O viaduro foi entregue pelo prefeito Emanuel Pinheiro na noite de segunda-feira (10). A obra duplicou a  capacidade do cruzamento, atendendo de forma direta cerca de nove mil  veículos que transitam pela região nos horários de pico e, indiretamente, 145 mil habitantes do entorno.

“Os quatro acessos, avenida Beira Rio nos dois sentidos, avenida Dr. Paraná para quem vem da Ponte Sérgio Motta e av. Tancredo Neves para quem vem do Córrego do Barbado, não registrou nenhum tipo de engarrafamento. A obra de mobilidade mudou 100% o trânsito na região”, destacou Diniz.

 O prefeito Emanuel Pinheiro destacou que a grande obra de mobilidade é um sonho da população cuiabana.  “A região era complicada de congestionamento por causa da demanda da Beira Rio, tanto para quem vinha da ponte Sérgio Motta e quem  transitava pelo córrego do Barbado. Se compararmos com o viaduto Juca do Guaraná, após o término da obra não tivemos nenhum problema. E a expectativa é que agora consigamos melhorar ainda mais a mobilidade de trânsito na região e assim, beneficiar os condutores que estão na Fernando Corrêa e Carmindo de Campos. Esse novo viaduto desafogará essas rotas. Sem falar que está ligado a Várzea Grande e vai descarregar o congestionamento na Ponte Velha e Julio Muller. Então vai melhorar esses acessos e a Cuiabá – Várzea Grande e todos os demais entorno. Um sonho da população cuiabana”, disse o prefeito da Capital.  

Viaduto Murilo Domingos

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Possui 200 metros de extensão, 18 metros de largura e 150 metros de muro em escama de concreto. A estrutura conta ainda com 64 vigas de uma ponta a outra. A iluminação da estrutura é feita por lâmpadas do tipo LED que, além de mais econômicas, também são responsáveis por dar maior claridade aos locais em que são utilizadas. No total, a parte superior do elevado conta com 34 postes instalados e a outras 32 luminárias na inferior.

Os estudos de viabilidade realizados para a implantação do viaduto apontaram que o fluxo de veículos tem sido cada vez mais crescente na região, o que resulta em quilômetros de congestionamentos com  espera de mais de 30 minutos, durante o horário de pico.

De acordo com a sondagem, a execução da intervenção pontual na Beira Rio deve duplicar a capacidade do cruzamento, atendendo de forma direta 9 mil pessoas por hora/pico e, indiretamente, 145 mil habitantes do entorno.
 
Confira imagens do repórter fotográfico Luiz Alves, no viaduto Murilo Domingos registradas no primeiro dia de liberação, nesta terça-feira (11):  

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