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POLÍTICA NACIONAL

Namorada de Wassef é autora das ações do governo na CPI da Covid, diz jornalista

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Thais Moura, autora dos requerimentos do governo
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Thais Moura, autora dos requerimentos do governo

Thais Amaral Moura , assessora do Palácio do Planalto, foi a responsável por compor os requerimentos apresentados por aliados do presidente Jair Bolsonaro na CPI da Covid . Thais Amaral, é namorada de Fred Wassef, advogado da família Bolsonaro. Casal aparece em público desde fevereiro, indo a jantares e eventos do governo. As informações foram apuradas pela Malu Gaspar, do jornal O Globo. 

Ela faz parte da assessoria especial da Secretaria de Assuntos Parlamentares da Presidência da República, começando em janeiro de 2021, no momento em que foi transferida do Ministério do Turismo para a secretaria.

De acordo com o portal da Transparência, Thais possui um DAS 5, o mais alto nível em relação a cargos comissionados, ficando atrás somente do DAS 6, com uma remuneração aplicada a secretários e ministros. Sua última remuneração liquida foi de cerca de R$ 16.240,60.

Foi divulgado na quarta-feira (28), que Thais foi a responsável por redigir sete requerimentos apresentados na CPI pelos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jorginho Melo (PL-SC). O reconhecimento da autoria consta nos metadados dos documentos, parte em que data e hora em que ação foi desenvolvida, nome do criador e quantas alterações foram feitas é registrado.

Nas solicitações feitas por Thais, constavam pedidos por mais médicos defensores do uso da cloroquina no tratamento contra o novo coronavírus para prestar depoimentos na CPI, como o João Rodrigues, prefeito de Chapecó e defensor do tratamento precoce. E através de depoimentos, o governo pretendia mostrar que a fala de Bolsonaro a favor do uso da cloroquina e da ivermectina levam em consideração a opinião de especialistas. Tal requerimento ainda não foi avaliado pela CPI.

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Questionada sobre o caso, Thais declarou que não irá comentar sobre os requerimentos e nem sobre seu relacionamento com o advogado Wassef . Se manifestou apenas dizendo que, como servidora, não pode comentar sobre assuntos internos do governo. Wassef trabalha para dois dos cinco filhos de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e Jair Renan, além de já ter defendido o presidente.

Após um período afastado, quando foi descoberto que F abrício Queiroz es mantinha escondido em seu sítio em Atibaia , o advogado voltou a frequentar e a ser visto com mais frequência em Brasília. Ele faz visitas recorrentes ao Palácio do Alvorada e gosta de compartilhar a sua influência junto a família Bolsonaro.

“Nada mudou na minha relação com a família. Toda a imprensa sabe que sou advogado do Flávio e família e me tratam como tal”, contou em uma entrevista para a Revista Época no mês passado.

Thais Amaral é graduada em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais e chegou em Brasília logo no começo do governo Bolsonaro para atuar como chefe de parcerias e projetos na Embratur. Depois, ela passou a ser diretora substituta no Departamento de Políticas e Ações Integradas e assessora especial do Ministro do Turismo.

Ela já estava em seu posto na assessoria da secretaria do governo quando a nova ministra, Flávia Arruda, assumiu o comando. Sua indicação para o cargo no Palácio do Planalto veio do senador Flávio Bolsonaro. 

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POLÍTICA NACIONAL

Oposição de Covas reúne assinaturas e vai pedir CPI da Covid na capital paulista

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Bruno Covas
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Bruno Covas

A oposição à prefeitura de  Bruno Covas (PSDB) na Câmara Municipal de São Paulo reuniu assinaturas para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, nos moldes da CPI que acontece no senado. O objetivo é investigar os gastos do município na pandemia e os índices de mortes. Para a CPI ser aprovada ela precisa passar por duas votações. As informação são do jornal O Estado de S. Paulo. O requerimento, que também conta com assinaturas de vereadores da base governista, deve ser votado em plenário na próxima semana. A proposta deve passar por duas votações e precisa do apoio de 28 dos 55 vereadores nas duas. Diferente do Senado Federal, a abertura da CPI não depende do presidente Milton Leite (DEM), que faz parte da base aliada do governo. O pedido para abertura da CPI contou com a assinatura de todos os membros da oposição (PT e PSOL têm 12 assentos na Câmara), mas só vai para votação porque também contou com o apoio de vereadores da base aliada da prefeitura, das bancadas do Republicanos, Podemos e DEM. Para o líder do governo na câmara, o vereador Fabio Riva (PSDB), não há necessidade de uma CPI. “Não há nenhum pedido de informações ao governo que ficou sem resposta. A Prefeitura foi a primeira do país a divulgar boletins diários com informações da covid. É legítimo o parlamentar colher as assinaturas, mas assinar um requerimento não é o mesmo que votar a aprovação em plenário”, disse Riva. O autor do pedido, Antonio Donato (PT), afirma que o principal alvo da CPI deverá ser a taxa de mortes, acima da média nacional, da capital paulista. Atualmente, o prefeito  Bruno Covas está de licença e a prefeitura está sob o comando do vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB). “Apesar de ser a cidade com mais recursos, São Paulo teve uma taxa de mortes de 250 pessoas a cada 100 mil habitantes, enquanto esta taxa no país está ao redor de 200”, disse. Caso a comissão seja aberta, serão apurados também a falta de testagem, o uso de recursos. “Vamos apurar também a situação da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Campo Limpo, que registrou 102 mortes por falta de UTI entre março e abril”, diz o vereador. Com início da CPI no senado, Donato afirma que “o maior responsável pelas mortes é o governo federal, mas São Paulo não foi as mil maravilhas que eles afirmam que foi”. A Prefeitura estima que 25% da população de São Paulo já contraiu a Covid-19. A estimativa foi apontada com base em um inquérito sorológico realizado em fevereiro. Até a útima quarta-feira, 05, 27.824 pessoas morreu por causa da infecção pelo novo coronavírus na cidade e mais de 1 milhão de pessoas foram infectadas. Edson Aparecido, secretário municipal da Saúde, nega que os índices de mortalidade da pandemia sejam maiores em São Paulo do que no restante do País. “Somos o epicentro da doença. No começo do ano passado, tínhamos 60% dos casos. Hoje, temos 8% dos casos e 7% dos óbitos”, argumentou.

Para a CPI da Covid ser encaminhada para votação, um requerimento deve ser apresentado na sessão ordinária da Câmara, pedindo a instalação da quarta comissão de inquérito (é possível haver apenas cinco no total e hoje já há três: as CPIs dos Animais, dos Aplicativos e da Violência contra as Pessoas Trans). Se o requerimento passar, outro pedido deve ser protocolado, solicitando que a CPI da Covid seja considerada prioritária para passar na frente na fila de 13 requerimentos de instauração de CPI já protocolados pelos vereadores em 2021.

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Com CPI, Carlos Bolsonaro retoma comunicação e aconselha radicalizar discurso

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Carlos Bolsonaro, filho do presidente, retoma a comunicação
IG – Último Segundo

Carlos Bolsonaro, filho do presidente, retoma a comunicação

Com a pressão da CPI da Covid sobre o Palácio do Planalto, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) retomou as rédeas da narrativa do presidente Jair Bolsonaro. O vereador passou duas semanas em Brasília, retornando ao Rio na última sexta-feira. No período na capital federal, esteve diversas vezes com o pai no gabinete presidencial e ajudou a rever a estratégia de comunicação do governo, fechando-se ainda mais para a imprensa e com foco nas redes sociais. Como em outros momentos de crise, Carlos, mais uma vez, aconselhou o presidente a partir para o confronto que agrada à militância ideológica e ajuda a desviar o foco dos problemas do governo. O principal argumento de Carlos é que a suposta moderação adotada por Bolsonaro nos últimos meses, sugerida por ministros e aliados do Centrão, não foi suficiente para impedir a CPI da Covid, instalada por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro também se frustrou com a escolha do senador Osmar Aziz (PSD-AM) como presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) na função de vice, e Renan Calheiros (MDB-AL) como relator. O efeito prático da ingerência do filho foi sentido mais claramente no discurso de Bolsonaro ontem no Palácio do Planalto. Interlocutores do presidente viram digitais de Carlos na fala do chefe do Executivo com recados indiretos ao STF e insinuações contra a China, principal parceiro comercial do Brasil.

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