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POLÍTICA NACIONAL

“A gente tem que ter cuidado com as palavras”, disse Mourão sobre fala de Guedes

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Vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB)
Alan Santos/PR

Vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB)

Nesta quarta-feira (28), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), declarou que “não vê nada demais” na fala do ministro da Economia, Paulo Guedes . Na reunião do Conselho de Saúde Complementar, Guedes disse que os chineses “inventaram o vírus”, falando sobre o novo coronavírus, mas que a vacina feita por eles é menos eficaz que a desenvolvida pelos Estados Unidos. As informações foram apuradas pelo Metrópoles. 

“O ministro estava fazendo uma comparação entre China e Estados Unidos. São comparações que geralmente são feitas em ‘petit comité’ e que, infelizmente, foi gravado. É algo que não tem nada demais nisso aí”, declarou o general.

Por ser uma petit comité , ou seja, uma reunião que não deveria ter conhecimento público, Mourão ressaltou o “cuidado com as palavras”. “É a velha história: a gente tem que ter cuidado com as palavras, apenas isso. O importante são os atos”, falou o vice-presidente sobre o posicionamento de Guedes.

Seguindo a frase de Guedes, ele defendia que a iniciativa privada deve ser aumentada e com isso, agir no atendimento hospitalar de pessoas de baixa renda. “Nós, do governo, não teremos capacidade de cuidar da saúde do povo”, compartilhou.

O ministro não sabia que a reunião estava sendo transmitida ao vivo pelas redes sociais. Depois de ter sido comunicado, ele ainda disse: ”Não mandem para o ar”, porém sua fala foi tarde demais. Declaração aconteceu no dia em que a CPI da Covid foi instalada pelo Senado para apurar a atuação do governo Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19

Em seguida, Guedes tentou explicar sua fala e elogiou a China. Ainda ressaltou que tomou a segunda dose da vacina Coronavac no domingo (24). “Somos muito gratos à China. Tomei a Coronavac, aliás, tomei neste domingo a segunda dose”, disse.

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POLÍTICA NACIONAL

Conto de fada ou pesadelo? Deputada é criticada por fazer dancinha na Câmara

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Deputada Alê Silva posta vídeo dançando e é criticada por opositores
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Deputada Alê Silva posta vídeo dançando e é criticada por opositores

Alê Silva , deputada do PSL-MG, causou polêmica ao postar em suas redes sociais um vídeo dançando ao lado de duas pessoas, sem o uso da máscara de proteção contra o novo coronavírus, no Salão Verde da Câmara dos Deputados. As informações foram apuradas pelo Isto é.

Vídeo foi postado no TikTok com a legenda: “depois de 12 horas de sessão no plenário, nós tá como?”. Momento ganhou grande repercussão e criticas da oposição

“A deputada bolsonarista, Alê Silva, não tem mesmo o que fazer na Câmara? O Brasil com mais de 400 mil mortes e essa criatura usa as dependências da Câmara para fazer dancinha?”, declarou a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC).

Também por meio das redes sociais, a deputada Carla Zambeli defendeu a colega.“Isso foi depois de trabalhar mais de 13h seguidas, a sessão já tinha acabado e era uma brincadeira. Vocês não têm senso de humor, não?”, respondeu Zambeli no post de Perpétua.

Leia mais:  Fala sobre "guerra química" atrapalha vinda de insumos chineses, diz Omar Aziz

Devido à repercussão negativa , Alê Silva se manifestou sobre o compartilhamento do vídeo e disse que “foi feito para uma seguidora que sofre de depressão profunda, que está passando por um momento crítico”. “Gravei para fazê-la feliz, como de fato a fiz, por alguns instantes”, ressaltou a deputada.

“[O vídeo] Foi gravado após horas e horas de sessão, quando estávamos apenas eu e mais dois assessores no local, cujo local é público e já foi palco de uma série de manifestações”, compartilhou Alê Silva.

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POLÍTICA NACIONAL

Oposição de Covas reúne assinaturas e vai pedir CPI da Covid na capital paulista

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Bruno Covas
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Bruno Covas

A oposição à prefeitura de  Bruno Covas (PSDB) na Câmara Municipal de São Paulo reuniu assinaturas para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, nos moldes da CPI que acontece no senado. O objetivo é investigar os gastos do município na pandemia e os índices de mortes. Para a CPI ser aprovada ela precisa passar por duas votações. As informação são do jornal O Estado de S. Paulo. O requerimento, que também conta com assinaturas de vereadores da base governista, deve ser votado em plenário na próxima semana. A proposta deve passar por duas votações e precisa do apoio de 28 dos 55 vereadores nas duas. Diferente do Senado Federal, a abertura da CPI não depende do presidente Milton Leite (DEM), que faz parte da base aliada do governo. O pedido para abertura da CPI contou com a assinatura de todos os membros da oposição (PT e PSOL têm 12 assentos na Câmara), mas só vai para votação porque também contou com o apoio de vereadores da base aliada da prefeitura, das bancadas do Republicanos, Podemos e DEM. Para o líder do governo na câmara, o vereador Fabio Riva (PSDB), não há necessidade de uma CPI. “Não há nenhum pedido de informações ao governo que ficou sem resposta. A Prefeitura foi a primeira do país a divulgar boletins diários com informações da covid. É legítimo o parlamentar colher as assinaturas, mas assinar um requerimento não é o mesmo que votar a aprovação em plenário”, disse Riva. O autor do pedido, Antonio Donato (PT), afirma que o principal alvo da CPI deverá ser a taxa de mortes, acima da média nacional, da capital paulista. Atualmente, o prefeito  Bruno Covas está de licença e a prefeitura está sob o comando do vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB). “Apesar de ser a cidade com mais recursos, São Paulo teve uma taxa de mortes de 250 pessoas a cada 100 mil habitantes, enquanto esta taxa no país está ao redor de 200”, disse. Caso a comissão seja aberta, serão apurados também a falta de testagem, o uso de recursos. “Vamos apurar também a situação da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Campo Limpo, que registrou 102 mortes por falta de UTI entre março e abril”, diz o vereador. Com início da CPI no senado, Donato afirma que “o maior responsável pelas mortes é o governo federal, mas São Paulo não foi as mil maravilhas que eles afirmam que foi”. A Prefeitura estima que 25% da população de São Paulo já contraiu a Covid-19. A estimativa foi apontada com base em um inquérito sorológico realizado em fevereiro. Até a útima quarta-feira, 05, 27.824 pessoas morreu por causa da infecção pelo novo coronavírus na cidade e mais de 1 milhão de pessoas foram infectadas. Edson Aparecido, secretário municipal da Saúde, nega que os índices de mortalidade da pandemia sejam maiores em São Paulo do que no restante do País. “Somos o epicentro da doença. No começo do ano passado, tínhamos 60% dos casos. Hoje, temos 8% dos casos e 7% dos óbitos”, argumentou.

Para a CPI da Covid ser encaminhada para votação, um requerimento deve ser apresentado na sessão ordinária da Câmara, pedindo a instalação da quarta comissão de inquérito (é possível haver apenas cinco no total e hoje já há três: as CPIs dos Animais, dos Aplicativos e da Violência contra as Pessoas Trans). Se o requerimento passar, outro pedido deve ser protocolado, solicitando que a CPI da Covid seja considerada prioritária para passar na frente na fila de 13 requerimentos de instauração de CPI já protocolados pelos vereadores em 2021.

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