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Polícia Civil recebe projeto arquitetônico e define custos para sede própria da Defron

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Camila Molina/Polícia Civil-MT

A Delegacia Especial de Fronteira (Defron) da Polícia Civil, instalada em Cáceres (228 km a oeste de Cuiabá), terá uma nova sede, com prédio próprio. O projeto executivo da nova delegacia, criado com apoio do Conselho de Segurança Pública (Conseg) do município foi apresentado, à Diretoria Geral da Polícia Civil na última semana para levantamento de recursos e realização da obra. 

Vinculada à Diretoria de Atividades Especiais (DAE), a Defron foi criada em 2017 para atuar nos  28 municípios da fronteira de Mato Grosso em investigações criminais da região. Desde a sua instalação, a Defron funciona em prédio locado e que atualmente não atende mais as necessidades e o crescimento da unidade nos últimos anos. 

A idealização da nova sede da unidade especializada iniciou há dois anos, na gestão do delegado-geral Mário Dermeval, que estabeleceu uma meta para que fosse criada uma estrutura física adequada à Delegacia Especial de Fronteira, com o objetivo de ampliar os trabalhos investigativos e oferecer melhor ambiente aos policiais.

A equipe da Defron iniciou as tratativas para a construção da unidade, cujo prédio será erguido na mesma região onde estão instaladas a Delegacia Regional de Cáceres, 1ª Delegacia de Polícia, Politec e Canilfron. 

O terreno em que a delegacia será construída é de propriedade da Polícia Civil, porém, era utilizado para o armazenamento de veículos apreendidos em ações policiais. Com a operação “Pátio Limpo”, os veículos, alguns deles apreendidos há mais de 30 anos, foram devidamente higienizados e posteriormente prensados, deixando o terreno disponível para construção da nova delegacia. 

Com apoio do Conseg de Cáceres, a Polícia Civil recebeu o valor de R$ 65 mil que foi utilizado para elaboração do projeto executivo da nova delegacia, incluindo planta, desenho detalhado, especificações técnicas e custos da abra. 

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A nova estrutura foi apresentada pela delegada da Defron, Cinthia da Rocha Cupido e pelo investigador Aleksandro Marques de Aguiar, envolvido diretamente no desenvolvimento do projeto.

O novo prédio contará com gabinete de delegado, dois cartórios para escrivães, sala para investigadores, sala para Núcleo de Inteligência e sala para Chefe de Operações, além de pátio interno com estacionamento. Conforme a planilha orçamentária, a obra custará em torno de R$ 4.750 milhões e a captação de recursos para construção da unidade está a cargo da Diretoria da instituição. 

“Este momento é um marco na região de fronteira, em que a Defron terá prédio próprio, com ampla estrutura e que dará mais condições de trabalho aos policiais que atuam nos 28 municípios com limites para outros países, oferecendo melhor ambiente para para investigação realizada pela Polícia Civil”, disse a delegada. 

O delegado-geral destacou o apoio do Conseg na elaboração do projeto executivo e disse que a partir deste momento, com a planilha orçamentária definida, o papel da Diretoria é buscar recursos para construção do prédio. 

“A nova Delegacia de Fronteira trará melhores condições de trabalho para os policiais e mais qualidade de atendimento aos cidadãos que passam pela unidade. A Polícia Civil tem o terreno disponível, o projeto finalizado e agora vamos correr atrás do recurso para a construção e posteriormente de verbas para aquisição de móveis e equipamentos para o prédio”, frisou Mário Dermeval.

Fonte: PJC MT

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Da Bahia para o noroeste de MT: delegado anseia por uma polícia cada vez mais científica e moderna

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT 

Da Bahia para o norte de Mato Grosso, esse profissional percorreu boa parte dos municípios do norte, nordeste e noroeste do estado em sua carreira como delegado da Polícia Civil do Estado e para ele, distância não é empecilho para desempenhar o trabalho diário. Carlos Francisco Moraes, 52 anos, ou mais conhecido como delegado ‘Carlos Baiano’, saiu de sua terra natal, na Costa do Cacau no sul da Bahia, com sua família, para assumir há nove anos o novo cargo na Polícia Civil de Mato Grosso.

Na bagagem, trouxe a experiência de 15 anos como investigador da Polícia Civil baiana, cargo que exerceu depois de passar pelo Exército Brasileiro, onde fez parte do Batalhão da Guarda Presidencial, e também no como mecânico de manutenção de aeronaves. Formado em Direito pela Faculdade de Tecnologia e Ciências de Itabuna, Carlos busca aprimoramento constante e já concluiu pós-graduações em Inteligência de Segurança Pública, Direito de Polícia Judiciária e Gestão de Pessoas e está concluindo o curso de Gestão Integrada de segurança pública.

Sempre pronto a auxiliar as equipes com quem trabalha, Carlos Moraes ingressou na instituição em 2012 e assumiu a delegacia da distante Canabrava do Norte, no Araguaia. Lá, conheceu boa parte da região, que engloba também as cidades no entorno do Parque Indígena do Xingu.

Em 2014, foi designado para a Delegacia de Alta Floresta, onde permaneceu até julho de 2019, quando então assumiu um novo desafio, a Delegacia Regional de Juína, que administra as delegacias da região noroeste do estado, uma das áreas mais extensas e com acessos complicados a distritos distantes das sedes dos municípios.

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Experiência na Bahia

Com um sorriso largo no rosto, o baiano, pai de duas filhas, recorda das experiências vividas na Polícia Civil do estado natal. Uma delas foi uma operação realizada em 2011, que investigou roubos a bancos na região de Uruçuca, cidade no sul da Bahia. Durante a perseguição na via de acesso a uma fazenda, onde um grupo criminoso estava escondido, houve troca de tiros e três assaltantes  morreram em confronto com os policiais. Entre eles estava o autor do homicídio do delegado de Camaçari, Clayton Leão, morto em uma emboscada em maio de 2010, no momento em que concedia entrevista a uma rádio da região. O momento da execução foi registrado pela rádio e pela mulher do delegado, que o acompanhava.

Do Nordeste ao Norte de MT

Do trabalho na primeira regional da Polícia Civil onde foi lotado, o delegado Carlos relembra de uma ação que prendeu uma dupla investigada por 17 assaltos ocorridos nos municípios de Confresa e Porto Alegre do Norte. Com os dois criminosos, os policiais civis apreenderam uma submetralhadora 9mm e uma espingarda identificadas como as mesmas utilizadas em diversos roubos cometidos na região.

Já na próxima delegacia onde passou a atuar em 2014, Carlos rememora um crime que abalou a região de Alta Floresta, quando dois irmãos, com 20 e 27 anos, foram encontrados executados com tiros na cabeça, dentro da residência de uma fazenda, no distrito de São José do Apuy, em Nova Monte Verde. Os corpos foram encontrados pelo pai das vítimas, que estranhando a demora em voltar para casa foi ao encontro dos filhos. As investigações concluíram que os irmãos foram vítimas de latrocínio. Quatro integrantes de uma quadrilha especializada em roubos, que atuava em Alta Floresta e região, foram identificados como autores do crime. Segundo a Polícia, as vítimas foram executadas por terem visto os rostos dos assaltantes.

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Carlos Moraes destaca ainda as operações realizadas na região, como a Valquíria e a Perseus, que investigaram grupos criminosos com envolvimento em tráfico de drogas, roubos e homicídios registrados em Alta Floresta. As duas operações levaram à prisão de 13 pessoas, entre elas uma mulher que foi apontada como líder da quadrilha e até hoje permanece detida na penitenciária feminina de Cuiabá.

Outra operação que ele destaca e teve colaboração da Regional de Juína no planejamento estratégico foi a Vitae 3, com integração das forças de segurança da regional de Alta Floresta, que cumpriu no ano passado  87 mandados de prisão, busca e apreensão, dos quais 33 de prisões de preventivas em municípios da região norte, noroeste e em Cuiabá. As investigações apontaram que a suspeita de comandar a organização nessas cidades é uma mulher de 29 anos, que cumpre mais de 100 anos de condenação na penitenciária na Capital, e a mesma presa na Operação Perseus.

Juína: extensão e desafios

Já como delegado regional em Juína – que abrange cidades com grandes extensões territoriais como Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu, Juruena, Juara, Castanheira, Porto dos Gaúchos e Tabaporã,  Carlos Francisco coordenou com as equipes diversas operações que levaram à prisão integrantes de uma organização que fomentava o tráfico e crimes conexos. Um destaque é a Operação Apocalipse 1 e 2 realizada em Juína, que levou ao indiciamento de 33 pessoas pelos crimes de organização criminosa, associação para o tráfico e tráfico de drogas, além de crimes conexos, entre eles o de corrupção de menores.

A Operação Gold and Earth, que abrangeu as cidades de Colniza e Aripuanã, levou a presença maciça das forças policiais aos municípios para combater tráfico de drogas e crimes conexos, como homicídio e porte ilegal de arma de fogo. “Esse tipo de ação é muito exitosa, porque leva tranquilidade para a população mais afastada”, frisou o delegado. Em Colniza, a Gold end Earth, coordenada pela SESP, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão foi realizada em distritos distantes das sedes, como Guatá, Guariba e Taquaruçu do Norte.

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Outra ação importante da Polícia Civil na região foi a investigação e prisão dos envolvidos nos crimes de sequestro e extorsão praticados contra o prefeito Colniza.

Quando perguntado quais os desafios para a Polícia Civil nos próximos anos, Carlos Moraes é rápido ao responder que a independência funcional é um passo fundamental para o fortalecimento da instituição. “Alcançar a independência funcional, com autonomia administrativa e financeira, dispondo de dotação própria, para que a Polícia Civil possa programar e executar seu planejamento estratégico, atuando de acordo com as peculiaridades e necessidades visando três eixos – a infraestrutura, meios de trabalho e capacitação do efetivo”, pontua o delegado.

O baiano que veio construir sua carreira de delegado em Mato Grosso finaliza dizendo que ter uma Polícia Judiciária cada vez mais científica é essencial para que a intuição possa apresentar um trabalho de investigação criminal que atue, protegendo e respeitando direitos fundamentais e garantias constitucionais, não só das vítimas, mas também das pessoas investigadas.

Fonte: PJC MT

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Ação integrada apreende 360 kg de entorpecentes em Vila Bela da Santíssima Trindade

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Julia Oviedo | Sesp-MT

Uma ação integrada entre o Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), a Delegacia Especial de Fronteira (Defron) e o 3º Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro resultou na apreensão de 360 kg de pasta base de cocaína. O fato ocorreu na madrugada desta terça-feira (20.04), no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (562 km ao Oeste de Cuiabá).

Durante as atividades de patrulhamento na Rodovia MT-199, as equipes policiais se depararam com cinco motociclistas que percorriam a estrada sentido Bolívia/Brasil, carregando vários fardos volumosos. Os suspeitos não obedeceram à ordem de parada e efetuaram disparos de arma de fogo contra as equipes policiais, que revidaram.

Quatro dos cinco homens conseguiram fugir do local, abandonando as motocicletas junto com o entorpecente. Junto das motos, os policiais encontraram invólucros de substâncias análogas à pasta base de cocaína com 353 tabletes, totalizando 360 quilos de drogas.

Apenas um dos suspeitos, que foi atingido durante a troca de tiros, foi localizado durante a varredura no local. Imediatamente, a equipe policial solicitou apoio da ambulância do destacamento do Exército Brasileiro Palmarito, que encaminhou o suspeito ferido até o Pronto Socorro do município.

Durante a checagem dos documentos pessoais, foi constatado que o suspeito possuía diversas passagens criminais envolvendo tráfico ilícito de drogas, roubo e furto, além de ter um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça Federal da Subseção Judiciária de Vilhena (RO).

O entorpecente e as cinco motocicletas foram encaminhadas à Defron, em Cáceres, para providências. O prejuízo total ao crime é de mais de R$ 6,5 milhões.

Fonte: PJC MT

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