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POLÍTICA NACIONAL

“Não deu certo em lugar nenhum”: Bolsonaro “alfineta” Doria ao criticar lockdown

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Em conversa com apoiadores, Bolsonaro voltou a rivalizar com o governador de São Paulo
Marcos Corrêa/PR

Em conversa com apoiadores, Bolsonaro voltou a rivalizar com o governador de São Paulo



No dia em que o país atingiu novo recorde de mortes pela Covid-19 , o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar medidas restritivas adotadas pelos estados e a rivalizar com o governador de São Paulo, João Doria. Bolsonaro disse que, por ele, o Brasil “nunca” adotaria o ‘lockdown’, usado para restringir a circulação nos picos da pandemia do novo coronavírus.

Nesta quarta-feira, o  governo de São Paulo informou que o estado entrará na fase vermelha do plano contra a Covid-19. Ao anunciar a decisão, João Doria afirmou que o sistema de saúde está à beira do colapso, com um pedido de internação pela doença a cada dois minutos. Questionado sobre o assunto, o Presidente da República disse não ter tomado conhecimento da medida.

“Eu falo que vírus e desemprego são dois problemas, tem que tratar junto. Eu não tomei conhecimento do lockdown desse cidadão, não (…) O povo que diga quem está certo”, reagiu Bolsonaro ao ser questionado por um apoiador sobre o ‘lockdown’ em SP.

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Na mesma conversa, ao chegar no Palácio da Alvorada, o presidente se posicionou novamente contra o lockdown. De acordo com Bolsonaro, a política “não deu certo em lugar nenhum do mundo”. A medida restritiva, entretanto, é utilizada atualmente em países europeus como Alemanha e Portugal para conter a propagação do vírus.

“No que depender de mim, nunca teríamos lockdown . Nunca. É uma política que não deu certo em lugar nenhum do mundo. (Nos) Estados Unidos vários estados anunciaram que não tem mais. Mas não quero polemizar esse assunto aí”, declarou Bolsonaro .

Apesar de já ter sido desmentido publicamente pelo STF, Bolsonaro repetiu que as decisões durante a pandemia são restritas aos governadores e prefeitos: “tem bastante gente que nem da informalidade está vivendo muito, perdeu tudo. O cara que vendia picolé em estádio de futebol, não vende mais. Alguns proíbem o cara de ir na praia, a praia que é o lugar do cara pegar vitamina D, que ajuda a resistir ao covid. O cara tira da praia, é um festival de absurdos. Mas a decisão disso tudo está na mão de prefeitos e governadores, de acordo com decisão do STF “.

Na última segunda-feira, diante do aumento expressivo de casos da Covid-19 no país, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde ( Conass ) defendeu que haja endurecimento de medidas de restrição, com toque de recolher nacional das 20h às 6h, incluindo finais de semana. 

Em nota, os gestores pediram ainda o fechamento de praias e bares, e que as autoridades instituam barreiras sanitárias nacionais e internacionais, considerando inclusive “fechamento dos aeroportos e do transporte interestadual”.

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POLÍTICA NACIONAL

Pacote anticrime: Congresso derruba veto e aumenta pena de crimes contra honra

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O Congresso Nacional derrubou nesta segunda-feira (19) vetos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a trechos do pacote anticrime aprovado pelo Congresso em 2019. Entre os vetos derrubados está o do trecho que triplica as penas de crimes contra a honra quando estes forem cometidos ou divulgados nas redes sociais.

Outro veto que caiu foi o que barrou o uso, pela defesa, de gravação ambiental feita por um dos interlocutores sem o prévio conhecimento da autoridade policial ou do Ministério Público. Nesse caso, no entanto, os advogados terão que comprovar a integridade do material.

Entre os senadores, o placar para a derrubada foi de 50 votos a 6. Os vetos já haviam sido rejeitados pela Câmara no mês passado.

A lei foi elaborada após sugestões do ex-ministro Sergio Moro e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e entrou em vigor no início de 2020. Faltava, ainda, a análise do Congresso sobre os trechos vetados por Bolsonaro.

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POLÍTICA NACIONAL

CPI da Covid: Oposição quer quebra de sigilos e convocação de Guedes e Pazuello

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Senador Alessandro Vieira, um dos membros da CPI da Covid
Roque de Sá/Agência Senado

Senador Alessandro Vieira, um dos membros da CPI da Covid

A CPI da Covid-19, que deve ser instalada na próxima semana com Renan Calheiros (MDB-AL) como relator, pode ter os atuais ministros da Economia e da Saúde, Paulo Guedes e Queiroga, e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello como os primeiros convocados a prestar depoimento. Este é o desejo da ala independente e de oposição ao governo.

Segundo informações da Reuters, a oposição avalia, ainda, quebrar sigilos de autoridades durante as investigações. O roteiro, elaborado pela equipe do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), informa que senadores pretendem avaliar as ações do governo federal em relação ao pagamento do auxílio emergencial e outras medidas econômicas para conter a pandemia de coronavírus. 

Pazuello é um dos principais alvos da ala na CPI. Entre os principais questionamentos que o general deve responder estão o colapso do oxigênio ocorrido no estado do Amazonas no início do ano e o uso de dinheiro público para comprar medicamentos comprovadamente ineficazes, como a cloroquina e a hidroxicloroquina.

Já o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve explicar a falta de medicamentos utilizados na intubação de pacientes com quadros graves de Covid-19, além da demora na compra de vacinas e da falta de campanhas a favor de medidas de distanciamento social.

“A atuação da Comissão Parlamentar de Inquérito de acordo com as diretrizes indicadas no presente plano de trabalho será de importância fundamental para a investigação das ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio para os pacientes internados, bem como para o exame acerca da licitude do emprego de verbas federais pelos demais entes federativos”, diz o plano.

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