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POLÍTICA NACIONAL

“Estado de sítio começa hoje?”, diz Bolsonaro sobre medidas de restrição no DF

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 Bolsonaro ironiza medidas de restrição no DF
O Antagonista

Bolsonaro ironiza medidas de restrição no DF

Na manhã desta sexta-feira (12), o atual presidente da República, Jair Bolsonaro , criticou as medidas de restrições de circulação de pessoas adotadas pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para conter a proliferação do novo coronavírus . As informações foram apuradas pelo Metrópoles. 

Rocha, na última segunda-feira (08), decretou toque de recolher entre as 22h até as 05h. Medida vale até dia 22 de março com o intuito de diminuir o número de casos na capital do país, já que o sistema de saúde do Distrito Federal chega à beira do colapso nas unidades particulares e públicas. 

“Alguém é de Brasília aí? Quando é que começa o estado de sítio, hoje? Estado de sítio começa hoje?”, disse Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada. Em resposta, apoiadores do presidente ironizaram as medidas impostas em todo o Brasil e também citaram o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), político que troca farpas com Bolsonaro. 

“Essa guerra de informação é a mais importante que existe no momento”, prosseguiu o mandatário. “O presidente da República, Jair Bolsonaro, por quem eu tenho respeito e apreço, disse que o Distrito Federal está sob estado de sítio. Desta vez, eu discordo dele. O DF está, sim, com restrição na mobilidade das pessoas a partir de 22h por uma medida sanitária. O objetivo é claro, reduzir a disseminação do coronavírus”, declarou o governador no Twitter na manhã desta sexta (12). 

Também nesta sexta (12), Bolsonaro ressaltou que a população tem que entender e analisar o esforço que está sendo feito pelo governo federal e criticou os “ guerreiros digitais ”, sem exatamente especificar de quem se referia. 

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“Pessoal tem que reconhecer o sacrifício que a gente faz. Então, o pessoal tem que saber o que está em jogo, o que ele pode perder e não esperar que uma pessoa resolva seus problemas. Esse problema é de todos nós. Os mais virulentos são os guerreiros digitais, o teclado do telefone.” 

O diálogo entre Bolsonaro e seus apoiadores se encontra disponível no Youtube em um canal simpatizando com o atual presidente. O material contém cortes e edição. 

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POLÍTICA NACIONAL

Pacote anticrime: Congresso derruba veto e aumenta pena de crimes contra honra

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O Congresso Nacional derrubou nesta segunda-feira (19) vetos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a trechos do pacote anticrime aprovado pelo Congresso em 2019. Entre os vetos derrubados está o do trecho que triplica as penas de crimes contra a honra quando estes forem cometidos ou divulgados nas redes sociais.

Outro veto que caiu foi o que barrou o uso, pela defesa, de gravação ambiental feita por um dos interlocutores sem o prévio conhecimento da autoridade policial ou do Ministério Público. Nesse caso, no entanto, os advogados terão que comprovar a integridade do material.

Entre os senadores, o placar para a derrubada foi de 50 votos a 6. Os vetos já haviam sido rejeitados pela Câmara no mês passado.

A lei foi elaborada após sugestões do ex-ministro Sergio Moro e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e entrou em vigor no início de 2020. Faltava, ainda, a análise do Congresso sobre os trechos vetados por Bolsonaro.

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POLÍTICA NACIONAL

CPI da Covid: Oposição quer quebra de sigilos e convocação de Guedes e Pazuello

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Senador Alessandro Vieira, um dos membros da CPI da Covid
Roque de Sá/Agência Senado

Senador Alessandro Vieira, um dos membros da CPI da Covid

A CPI da Covid-19, que deve ser instalada na próxima semana com Renan Calheiros (MDB-AL) como relator, pode ter os atuais ministros da Economia e da Saúde, Paulo Guedes e Queiroga, e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello como os primeiros convocados a prestar depoimento. Este é o desejo da ala independente e de oposição ao governo.

Segundo informações da Reuters, a oposição avalia, ainda, quebrar sigilos de autoridades durante as investigações. O roteiro, elaborado pela equipe do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), informa que senadores pretendem avaliar as ações do governo federal em relação ao pagamento do auxílio emergencial e outras medidas econômicas para conter a pandemia de coronavírus. 

Pazuello é um dos principais alvos da ala na CPI. Entre os principais questionamentos que o general deve responder estão o colapso do oxigênio ocorrido no estado do Amazonas no início do ano e o uso de dinheiro público para comprar medicamentos comprovadamente ineficazes, como a cloroquina e a hidroxicloroquina.

Já o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve explicar a falta de medicamentos utilizados na intubação de pacientes com quadros graves de Covid-19, além da demora na compra de vacinas e da falta de campanhas a favor de medidas de distanciamento social.

“A atuação da Comissão Parlamentar de Inquérito de acordo com as diretrizes indicadas no presente plano de trabalho será de importância fundamental para a investigação das ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio para os pacientes internados, bem como para o exame acerca da licitude do emprego de verbas federais pelos demais entes federativos”, diz o plano.

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