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POLÍTICA NACIONAL

Doria atribui protestos em SP à influência do “gabinete do ódio”

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Governador de São Paulo voltou a criticar manifestantes que pedem o fim das medidas restritivas contra Covid-19
O Antagonista

Governador de São Paulo voltou a criticar manifestantes que pedem o fim das medidas restritivas contra Covid-19

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a comentar nesta sexta-feira (8) os protestos ocorridos durante o fim de semana contra as medidas restritivas para conter a Covid-19 no estado. Segundo Doria, algumas das pessoas que participaram das manifestações seriam influenciadas pelo “gabinete do ódio”, em Brasília.

“São pessoas que negam uma realidade, que temos uma pandemia e que essa pandemia leva vidas. Negam que essa pandemia pode ser combatida com medidas de proteção”, afirmou Doria sobre as pessoas que se dizem contra as medidas aplicadas para conter o avanço da pandemia.

O governador ainda destacou que a maioria das pessoas, que protestaram diante da sua casa no domingo (7), não usavam máscaras “São Pessoas que infelizmente advogam a morte e não trabalham pela vida”, disse.

Questionado em entrevista coletiva sobre a motivação dos manifestantes, o governador comentou que acredita que algumas das pessoas do grupo “agiam orquestradamente, e o ponto de partida disso é o gabinete do ódio, em Brasilia”, ligado ao presidente Jair Bolsonaro.

Doria ainda afirmou que o grupo “emana medidas e orientações a um exército digital para combater jornalistas, cientistas, governadores, médicos, prefeitos e todos que se posicionam contrariamente ao mito Jair Bolsonaro”.

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POLÍTICA NACIONAL

Pacote anticrime: Congresso derruba veto e aumenta pena de crimes contra honra

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O Congresso Nacional derrubou nesta segunda-feira (19) vetos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a trechos do pacote anticrime aprovado pelo Congresso em 2019. Entre os vetos derrubados está o do trecho que triplica as penas de crimes contra a honra quando estes forem cometidos ou divulgados nas redes sociais.

Outro veto que caiu foi o que barrou o uso, pela defesa, de gravação ambiental feita por um dos interlocutores sem o prévio conhecimento da autoridade policial ou do Ministério Público. Nesse caso, no entanto, os advogados terão que comprovar a integridade do material.

Entre os senadores, o placar para a derrubada foi de 50 votos a 6. Os vetos já haviam sido rejeitados pela Câmara no mês passado.

A lei foi elaborada após sugestões do ex-ministro Sergio Moro e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e entrou em vigor no início de 2020. Faltava, ainda, a análise do Congresso sobre os trechos vetados por Bolsonaro.

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POLÍTICA NACIONAL

CPI da Covid: Oposição quer quebra de sigilos e convocação de Guedes e Pazuello

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Senador Alessandro Vieira, um dos membros da CPI da Covid
Roque de Sá/Agência Senado

Senador Alessandro Vieira, um dos membros da CPI da Covid

A CPI da Covid-19, que deve ser instalada na próxima semana com Renan Calheiros (MDB-AL) como relator, pode ter os atuais ministros da Economia e da Saúde, Paulo Guedes e Queiroga, e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello como os primeiros convocados a prestar depoimento. Este é o desejo da ala independente e de oposição ao governo.

Segundo informações da Reuters, a oposição avalia, ainda, quebrar sigilos de autoridades durante as investigações. O roteiro, elaborado pela equipe do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), informa que senadores pretendem avaliar as ações do governo federal em relação ao pagamento do auxílio emergencial e outras medidas econômicas para conter a pandemia de coronavírus. 

Pazuello é um dos principais alvos da ala na CPI. Entre os principais questionamentos que o general deve responder estão o colapso do oxigênio ocorrido no estado do Amazonas no início do ano e o uso de dinheiro público para comprar medicamentos comprovadamente ineficazes, como a cloroquina e a hidroxicloroquina.

Já o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve explicar a falta de medicamentos utilizados na intubação de pacientes com quadros graves de Covid-19, além da demora na compra de vacinas e da falta de campanhas a favor de medidas de distanciamento social.

“A atuação da Comissão Parlamentar de Inquérito de acordo com as diretrizes indicadas no presente plano de trabalho será de importância fundamental para a investigação das ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio para os pacientes internados, bem como para o exame acerca da licitude do emprego de verbas federais pelos demais entes federativos”, diz o plano.

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