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POLÍTICA NACIONAL

Dilma Rousseff responde Ciro Gomes e pede por “unidade progressista”

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Ex-presidente Dilma Rousseff
Wilson Dias/Agência Brasil

Ex-presidente Dilma Rousseff

Nesta terça-feira (09), a ex-presidente Dilma Rousseff , publicou uma nota na qual reafirma seu respeito pelo partido PDT e pelos integrantes e pede “unidade progressista” após ter sido insultada pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), no dia Internacional da Mulher . As informações foram apuradas pelo Brasil 247.  

“Quem me atacou não faz parte desta história comum e tampouco afetará meu respeito pelo partido de Brizola, por seu atual presidente Carlos Lupi, que foi ministro do meu governo, por Alceu Collares e por todos e todas ao lado de quem lutei”, disse a ex-presidente. 

Com ato misógino , Gomes declarou que Dilma foi “outro aborto que aconteceu na história brasileira”. Confira declaração completa da ex-presidente: 

“Pela unidade progressista

Um pouco antes do Dia Internacional da Mulher, velhos amigos trabalhistas do Rio Grande do Sul me proporcionaram a oportunidade de prestar uma homenagem a três grandes mulheres às quais me juntei nas lutas pela Anistia, durante a ditadura militar e, depois disso, na organização do partido de Leonel Brizola, quando ele retornou ao Brasil. Três bravas guerreiras, cuja amizade me honrou e que merecerão minha eterna admiração: Therezinha Zerbini, Mila Cauduro e Lícia Peres.

Com elas, e com tantas outras mulheres e homens do Brasil, escrevemos página bonita da nossa história: a refundação do trabalhismo, responsável por grandes conquistas sociais da históricas. Massacrado pela ditadura militar, o trabalhismo nunca foi esquecido pelo povo, que sempre o identificou por meio de seus principais líderes: Getúlio Vargas, João Goulart e Brizola.

O PDT foi resultado da grande liderança pessoal de Brizola, mas não teria sido criado sem a participação de bravos militantes e lutadores como Darcy Ribeiro, Saturnino Braga, Vivaldo Barbosa, Carlos Lupi, Alceu Collares, meu companheiro de vida e militância Carlos Araújo e tantos outros que dedicaram parte de suas vidas a combater o autoritarismo e construir um país melhor. 

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Mais do que refazer um partido, estava em questão, naqueles tempos, reatar o fio de história, rompido com o Golpe de 1964. Era preciso lutar, onde fosse possível, pela devolução das liberdades democráticas e dos direitos roubados dos trabalhadores.

Não escondo minha experiência e minha formação. Pelo contrário. Tenho muito orgulho e, por isso, hoje, mesmo estando em outro partido político, o PT, posso afirmar que não abri mão de meus princípios. Na verdade, os reafirmei com grande firmeza. Continuo do mesmo lado da história. 

Petistas, trabalhistas, socialistas, progressistas de qualquer partido, assim como dos movimentos sociais e sindicais, compartilhamos todos lutas comuns, sonhos e utopias que nunca deixarão de nos mobilizar. 

O que importa é que tenhamos sempre noção de quem são nossos adversários e de que eles estão do outro lado – o lado errado da história.

Ontem, no Dia Internacional da Mulher, fui alvo de um gesto misógino e de caráter reacionário ao qual me senti no dever de responder. Mas tenho certeza de que não pensa daquela maneira a maioria dos valorosos trabalhistas com os quais convivi parte da minha vida. 

Quem me atacou não faz parte desta história comum e tampouco afetará meu respeito pelo partido de Brizola, por seu atual presidente Carlos Lupi, que foi ministro do meu governo, por Alceu Collares e por todos e todas ao lado de quem lutei.

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Em nome da unidade progressista contra um governo fascista e perversamente neoliberal, em defesa de nossa soberania, dos direitos do povo brasileiro e, sobretudo em defesa da saúde do povo brasileiro, que precisa ser vacinado e atendido em suas necessidades básicas por meio de uma renda emergencial, tenho convicção, hoje mais do que nunca, de que devemos estar juntos.

DILMA ROUSSEFF”.

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Pacote anticrime: Congresso derruba veto e aumenta pena de crimes contra honra

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O Congresso Nacional derrubou nesta segunda-feira (19) vetos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a trechos do pacote anticrime aprovado pelo Congresso em 2019. Entre os vetos derrubados está o do trecho que triplica as penas de crimes contra a honra quando estes forem cometidos ou divulgados nas redes sociais.

Outro veto que caiu foi o que barrou o uso, pela defesa, de gravação ambiental feita por um dos interlocutores sem o prévio conhecimento da autoridade policial ou do Ministério Público. Nesse caso, no entanto, os advogados terão que comprovar a integridade do material.

Entre os senadores, o placar para a derrubada foi de 50 votos a 6. Os vetos já haviam sido rejeitados pela Câmara no mês passado.

A lei foi elaborada após sugestões do ex-ministro Sergio Moro e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e entrou em vigor no início de 2020. Faltava, ainda, a análise do Congresso sobre os trechos vetados por Bolsonaro.

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POLÍTICA NACIONAL

CPI da Covid: Oposição quer quebra de sigilos e convocação de Guedes e Pazuello

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Senador Alessandro Vieira, um dos membros da CPI da Covid
Roque de Sá/Agência Senado

Senador Alessandro Vieira, um dos membros da CPI da Covid

A CPI da Covid-19, que deve ser instalada na próxima semana com Renan Calheiros (MDB-AL) como relator, pode ter os atuais ministros da Economia e da Saúde, Paulo Guedes e Queiroga, e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello como os primeiros convocados a prestar depoimento. Este é o desejo da ala independente e de oposição ao governo.

Segundo informações da Reuters, a oposição avalia, ainda, quebrar sigilos de autoridades durante as investigações. O roteiro, elaborado pela equipe do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), informa que senadores pretendem avaliar as ações do governo federal em relação ao pagamento do auxílio emergencial e outras medidas econômicas para conter a pandemia de coronavírus. 

Pazuello é um dos principais alvos da ala na CPI. Entre os principais questionamentos que o general deve responder estão o colapso do oxigênio ocorrido no estado do Amazonas no início do ano e o uso de dinheiro público para comprar medicamentos comprovadamente ineficazes, como a cloroquina e a hidroxicloroquina.

Já o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve explicar a falta de medicamentos utilizados na intubação de pacientes com quadros graves de Covid-19, além da demora na compra de vacinas e da falta de campanhas a favor de medidas de distanciamento social.

“A atuação da Comissão Parlamentar de Inquérito de acordo com as diretrizes indicadas no presente plano de trabalho será de importância fundamental para a investigação das ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio para os pacientes internados, bem como para o exame acerca da licitude do emprego de verbas federais pelos demais entes federativos”, diz o plano.

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