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POLÍTICA NACIONAL

Com imagem arranhada, Moro atinge rejeição de 63%, diz pesquisa Atlas

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Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro
Marcos Corrêa/PR

Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro

Com a imagem arranhada após o ministro Edson Fachin , do Supremo Tribunal Federal (STF), decidir anular todas as condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato, o ex-juiz Sergio Moro tem rejeição popular de 63% no cenário político atual do Brasil, mostra pesquisa da consultoria Atlas.

De acordo com o levantamento, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta é o político com a imagem mais positiva entre os líderes medidos, com percentual de 40%. Ele é seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que tem 36% de imagem positiva, contra 60% de negativa.

O ex-presidente Lula, por sua vez, aparece com os mesmos 36% de índice positivo de Bolsonaro, mostrando uma alta de três pontos percentuais em relação a janeiro.

A pesquisa Atlas foi realizada pela internet. Foram coletadas as opiniões de 3.721 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa também aponta que o ex-presidente Lula venceria Jair Bolsonaro se as eleições presidenciais fossem realizadas hoje, com 44,9% dos votos válidos, contra 36,9% do capitão.

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POLÍTICA NACIONAL

Pacote anticrime: Congresso derruba veto e aumenta pena de crimes contra honra

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O Congresso Nacional derrubou nesta segunda-feira (19) vetos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a trechos do pacote anticrime aprovado pelo Congresso em 2019. Entre os vetos derrubados está o do trecho que triplica as penas de crimes contra a honra quando estes forem cometidos ou divulgados nas redes sociais.

Outro veto que caiu foi o que barrou o uso, pela defesa, de gravação ambiental feita por um dos interlocutores sem o prévio conhecimento da autoridade policial ou do Ministério Público. Nesse caso, no entanto, os advogados terão que comprovar a integridade do material.

Entre os senadores, o placar para a derrubada foi de 50 votos a 6. Os vetos já haviam sido rejeitados pela Câmara no mês passado.

A lei foi elaborada após sugestões do ex-ministro Sergio Moro e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e entrou em vigor no início de 2020. Faltava, ainda, a análise do Congresso sobre os trechos vetados por Bolsonaro.

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POLÍTICA NACIONAL

CPI da Covid: Oposição quer quebra de sigilos e convocação de Guedes e Pazuello

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Senador Alessandro Vieira, um dos membros da CPI da Covid
Roque de Sá/Agência Senado

Senador Alessandro Vieira, um dos membros da CPI da Covid

A CPI da Covid-19, que deve ser instalada na próxima semana com Renan Calheiros (MDB-AL) como relator, pode ter os atuais ministros da Economia e da Saúde, Paulo Guedes e Queiroga, e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello como os primeiros convocados a prestar depoimento. Este é o desejo da ala independente e de oposição ao governo.

Segundo informações da Reuters, a oposição avalia, ainda, quebrar sigilos de autoridades durante as investigações. O roteiro, elaborado pela equipe do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), informa que senadores pretendem avaliar as ações do governo federal em relação ao pagamento do auxílio emergencial e outras medidas econômicas para conter a pandemia de coronavírus. 

Pazuello é um dos principais alvos da ala na CPI. Entre os principais questionamentos que o general deve responder estão o colapso do oxigênio ocorrido no estado do Amazonas no início do ano e o uso de dinheiro público para comprar medicamentos comprovadamente ineficazes, como a cloroquina e a hidroxicloroquina.

Já o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve explicar a falta de medicamentos utilizados na intubação de pacientes com quadros graves de Covid-19, além da demora na compra de vacinas e da falta de campanhas a favor de medidas de distanciamento social.

“A atuação da Comissão Parlamentar de Inquérito de acordo com as diretrizes indicadas no presente plano de trabalho será de importância fundamental para a investigação das ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio para os pacientes internados, bem como para o exame acerca da licitude do emprego de verbas federais pelos demais entes federativos”, diz o plano.

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