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POLÍTICA NACIONAL

Vinte deputados podem ser expulsos do PSL após abertura de processos

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REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL

Deputado Luciano Bivar (PSL-PE), presidente do partido

Em uma decisão tomada nesta quarta-feira (12), o PSL deve abrir um processo contra 20 de seus membros para o Conselho de Ética do partido. Eles podem acabar sendo expulsos da legenda .

O que levou o PSL a tomar a decisão são os casos de infidelidade partidária, que tramitam no partido desde o ano passado. Eles fazem parte do racha do partido em 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro deixou a sigla. À época, esses 20 deputados se mantiveram leais a Bolsonaro e em diversos momentos descumpriram ordens da direção do PSL.

A situação se agravou porque a acusação contra os parlamentares foi acentuada pela adesão à candidatura de Arthur Lira (PP-AL) na eleição para a presidência da Câmara. Oficialmente, o PSL apoia Baleia Rossi (MDB-SP).

O novo entrave aconteceu depois que Vitor Hugo, ex-líder do presidente Jair Bolsonaro na Câmara, distribuiu uma lista assinada por 32 dos 52 deputados do partido em favor de Lira. Segundo ele, esses parlamentares não aceitam participar do bloco de Baleia Rossi, que inclui partidos de esquerda.

Com a decisão tomada pelo PSL, seu Conselho de Ética deve emitir um parecer e notificar os deputados acusados de infidelidade partidária. O prazo para que apresentem suas defesas é de cinco dias.

Se houver expulsão , não há perda de mandato e nem o direito a votar na eleição da Câmara. Porém, os deputados que forem desligados ficam sem recursos como os do fundo eleitoral e partidário e sem vaga em comissões da Casa.

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POLÍTICA NACIONAL

Destino do caso ‘rachadinhas’ de Flávio Bolsonaro será definido pelo TJ do Rio

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Flávio de terno falando
Reprodução: ACidade ON

Flávio Bolsonaro é investigado pelo caso das “rachadinhas”

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro , desembargador Claudio de Mello Tavares, determinou que, na próxima segunda-feira o processo sobre a competência do julgamento do caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro seja colocado em pauta . As informações são da revista Veja .

De acordo com o portal, os desembargadores irão decidir se o processo volta para a primeira instância ou continua no Órgão Especial. Esta será a primeira sessão do Órgão Especial do ano.

O filho do presidente Jair Bolsonaro é investigado sob suspeita da prática de “rachadinhas” em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, quando era deputado estadual.

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POLÍTICA NACIONAL

Lira apresenta apoio de mais dissidentes, e PSL pode abandonar Baleia Rossi

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Divulgação

Lira e Luiz Lima trabalham para conquistar votos

Apoiado por Jair Bolsonaro na disputa à presidência da Câmara,  Arthur Lira (PP-AL) anunciou, nesta terça-feira (19), ter o apoio de 36 deputados do PSL para concorrer ao cargo. Com a apresentação de uma nova lista de assinaturas para formar a aliança, a legenda poderá abandonar o grupo de Baleia Rossi (MDB-SP), candidato apoiado por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Para que um partido integre um bloco na Câmara, mais da metade da bancada precisa concordar com a aliança. O PSL tem 53 parlamentares, mas 17 estão suspensos pela própria sigla por infidelidade partidária.

Segundo decisão da Mesa da Casa, Lira precisaria do apoio da maioria dos 35 parlamentares que ainda estão com as atividades regulares. Com a dissidência de mais quatro deputados nos últimos dias, pertencentes a esse grupo, a quantidade mínima teria sido alcançada, com o apoio de 18 parlamentares.

“Para dirimir qualquer dúvida e encerrar uma polêmica do Rodrigo Maia, nossa maioria no PSL aumentou de 32 para 36 assinaturas. Nós somos maioria no PSL de 53 e maioria de 35 como queria o presidente Rodrigo Maia. Nosso bloco está definitivamente com o PSL e com o PTB”, escreveu o deputado, nas redes sociais.

Caso a mudança seja referendada pelo comando da Câmara, o bloco de Lira irá superar o de Rossi. De um lado, com 249 deputados, o parlamentar do PP teria o apoio de PSL, PL, PP, Republicanos, Pros, PSC, Avante e Patriota. De outro, Baleia Rossi teria 236 parlamentares, com apoio de PT, PSDB, MDB, DEM, PSB, PDT, PCdoB, Cidadania, PV e Rede.

Tanto aliados de Rossi como de Lira confirmaram que os parlamentares que mudaram de posição são Charles Evangelista (PSL-MG), Delegado Pablo (PSL-AM), Nicoletti (PSL-PR) e Luiz Lima (PSL-RJ).

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No início do mês, o ex-líder do governo Major Vitor Hugo (PSL-GO) apresentou uma lista de apoio ao bloco de Lira com 32 deputados do PSL . Não havia, entretanto, maioria de assinaturas entre os parlamentares com atividades regulares.

Luiz Lima, que não assinou a primeira lista, diz que está fazendo campanha para Lira desde novembro, mas só agora assinou o documento para apoiar o candidato do PP.

Declarações

“Nunca gostei de lista, mas o meu apoio ao Arthur está desde novembro. Fiquei o final de semana todo ajudando fazer contato com deputados, “disse o parlamentar.

Aliado de Maia e do presidente do PSL, Luciano Bicar (PSL-PE), Júnior Bozella (PSL-SP) diz que os novos dissidentes ainda podem mudar de ideia.

“Isso é natural. Eles vão voltar”, afirmou o deputado.

Luiz Lima, porém, diz que “a chance é zero” no seu caso.

Em reunião da Mesa da Câmara na segunda-feira, Maia concedeu vista a relatório que tratava da possibilidade de apoio de deputados suspensos do PSL à candidatura de Lira. O presidente da Câmara atendeu a um pedido de Bivar.

Desde que o presidente Jair Bolsonaro brigou com Bivar, em 2019, bolsonaristas se insurgiram contra o comando da sigla. Em decisão da Executiva do PSL, eles foram punidos por infidelidade partidária. A Câmara, então, chancelou a decisão.

Para tentar ganhar o apoio do PSL, aliados de Lira chegaram a apresentar um parecer do procurador da Câmara, o deputado Luís Tibé (Avante-MG). Segundo ele, a suspensão não é válida para o propósito de formação de blocos.

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