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POLÍTICA NACIONAL

Senadora‌ ‌pode‌ ‌receber‌ ‌‌R$‌50‌ ‌mil‌ ‌por trabalhar‌ ‌apenas‌ ‌15‌ ‌dias‌

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Nailde Panta em sua posse como senadora
Roque de Sá / Agência Senado

A maior parte do dinheiro é referente ao chamado auxílio-mudança, no valor de R$33,7 mil.

A senadora Nailde Panta (Progressistas) pode receber até R$ 52 mil  após assumir o cargo por apenas 15 dias , durante o recesso parlamentar. A parlamentar, que é suplente de Daniella Ribeiro (Progresssitas), começou a trabalhar no cargo na quarta-feira (6), porém só deve ocupar a vaga até o dia 21 deste mês, quando a titular retorna de licença. 

Mesmo depois de um curto período de tempo, ela terá direito a todos os benefícios previstos nas regras internas do Senado. Procurada pelo Estadão , a senadora não respondeu.

A maior parte do dinheiro que Nailde tem direito a receber é referente ao chamado auxílio-mudança , no valor de R$33,7 mil . A verba serve para custear gastos com transporte e outras despesas referentes à mudança para Brasília. 

Porém, o Congresso está em recesso até fevereiro e, portanto, no período em que a parlamentar estiver no cargo, não funcionará. A única vez que Nailde precisou se deslocar até a capital federal foi anteontem , quando assinou o termo de posse ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM).

Nas duas semanas como senadora, Nailde também pode receber o auxílio-moradia . Durante 15 dias de benefício, ela deve ganhar R$2,25 mil , metade de R$5,5 mil, valor oferecido mensalmente. 

A parlamentar também receberá um salário de R$16,9 mil , proporcional aos dias no cargo, e terá acesso a carro oficial, verbas de gabinete, além do plano de saúde pago com dinheiro público, segundo o Estadão .

Nailde Panta pode abrir mão das verbas oferecidas pelos 15 dias no cargo, caso queira. Segundo o Senado, no entanto, não houve comunicação sobre pedido para ela não receber algum benefício. Questionada pelo jornal se pretende renunciar às verbas, Nailde não se manifestou.

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POLÍTICA NACIONAL

Candidato de Alcolumbre ao Senado diz não ver crime que justifique impeachment

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Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
Marcos Oliveira/Agência Senado

Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) é o candidato de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato de Davi Alcolumbre (DEM-AP) à presidência do Senado, afirmou que não vê a prática de crimes de responsabilidade por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que justifiquem a abertura de um processo de impeachment .

“Não consigo depreender desses fatos [gestão do governo durante a pandemia] um crime de responsabilidade que suscite a necessidade do pedido de impeachment”, afirmou Pacheco em entrevista ao portal UOL .

Para o parlamentar, princípios constitucionais, aos quais ele diz ter “apego”, “não podem ser banalizados”. “O que digo em relação ao impeachment é que não temos um ambiente adequado para esse tipo de encaminhamento no momento”, completou Pacheco.

Para justificar seu entendimento, Pacheco disse que o Brasil assistiu a dois impeachments em sua história recente e os classificou como um “triste episódio da história nacional”. “Temos que evitar que eles se repitam. Ter um ambiente de pacificação é o que eu vou buscar como presidente do Senado”, afirmou.

Em campanha para chegar ao comando do Senado, Pacheco tem apoio do presidente e ainda do PT e do PDT, que fazem oposição ao governo federal. A principal tônica da chapa do parlamentar tem sido a da “pacificação” .

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O senador ainda defendeu foco “na saúde pública, desenvolvimento social para as pessoas que precisam do estado e fundamentalmente crescimento econômico para sair da crise”.

Questionado se ele acha que Bolsonaro cometeu erros durante a pandemia, Pacheco disse que o presidente Jair Bolsonaro “talvez reconheça erros que possa ter praticado”.

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“No final das contas, talvez o presidente reconheça eventuais erros que tenha praticado. Eu também serei capaz de reconhecer erros que o Parlamento possa ter praticado. O objetivo agora é encontrar um caminho comum de uso de máscara, isolamento social e tratamento apropriado para a doença.”

Segundo o senador, as atenções devem estar voltadas para a vacinação, e não aos erros “do passado”. “Que todos tenhamos em conjunto uma esperança grande e energia redobrada em torno da imunização do povo brasileiro. O foco agora é na vacinação e os erros do passado ficarão na história para serem corrigidos no futuro quando outras situações similares puderem acontecer”, disse.

Pacheco também falou sobre a possível abertura de um processo no Conselho de Ética da Casa contra o senador e filho do presidente da República, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), e defendeu que o colega de Casa deve ser tratado como um dos 81 senadores.

“Ele é um senador da República, não pode ser tratado no ambiente do Senado nem para bem, nem para mal, como filho do presidente. Como senador, ele precisa ter o mesmo tratamento que os demais 80”, afirmou.

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POLÍTICA NACIONAL

Covid-19: São Paulo estuda endurecer medidas do plano de flexibilização

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Governo João Doria deverá aumentar restrições no estado
Reprodução: ACidade ON

Governo João Doria deverá aumentar restrições no estado

governo de São Paulo anunciará na sexta-feira (22) uma nova reclassificação do Plano São Paulo, e devido ao aumento de casos do novo coronavírus (Sars-Cov-2), as medidas de isolamento social devem ser endurecidas.

Esta será a terceira atualização de fases em apenas 15 dias. Isso se dá pelo fato do agravamento da pandemia no estado paulista, que vive uma segunda onda da doença. Na última terça (19), São Paulo alcançou a marca de 50 mil mortes em decorrência do vírus.

Atualmente, 2 terços da população está na fase amarela, e apenas uma região, a de Marília, está na vermelha.

Fruto das festas de fim de ano,  São Paulo apresenta os piores índices de Covid-19 desde março de 2020, quando foram registrados os primeiros casos.

Na última segunda-feira (18), o secretário da saúde, Jean Gorinchteyn declarou que na semana passada, São Paulo registrou o pico de média diária de novos casos da Covid-19.

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Nos últimos 45 dias, foram 11.300 diagnósticos positivos. Em comparação com a última semana de 2020, as internações aumentaram 28%, e as mortes, 59%.

 Vacinação

No domingo (17), a enfermeira Mônica Calazans se tornou a primeira brasileira a ser imunizada contra a Covid-19 no país, em evento feito pelo governo de São Paulo no mesmo dia em que a Anvisa aprovou o uso emergencial da CoronaVac .

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Desde então, o estado é o que vacinou o maior número de pessoas, 33 mil.

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