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Secretário de Paes é exonerado após condenação por falsificar assinatura da mãe

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Paes
Reginaldo Pimenta / Agência O Dia

Eduardo Paes

O prefeito do Rio de Janeiro  Eduardo Paes (DEM) acatou ao pedido de exoneração do secretário municipal de Habitação, Fábio Dalmasso, registrado no quarta-feira (13). A demissão foi publicada no Diário Oficial do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (14). Dalmasso foi condenado e cumpriu pena por crime contra a fé pública , ao falsificar a assinatura da própria mãe em um cheque. O vice-prefeito Nilton Caldeira assume a pasta.

A decisão foi tomada após reportagem do RJ2 expor as contravenções de Dalmasso. Os problemas envolvendo Fábio foram identificados pela imprensa antes de serem detectados pela recém-criada secretaria de Integridade Publica, comandada pelo secretario Marcelo Calero. Um dos requesitos para ocupar cargos comissionados é não ter condenação em segunda instância .

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“Tem regra, tem que ser cumprida. Lamento, desconhecia o trânsito em julgado. Mas tá na regra, por isso é importante estabelecer regras de integridade. Importante papel da imprensa apontando que a regra não estava sendo cumprida. […] Que bom que ele pediu para não ser mais secretário”, disse Paes ao comentar o caso.

Foi o sócio de Dalmasso em uma empresa que procurou a polícia. Ele chegou a negar a falsificação confirmada por perícia. Ele foi condenado a dois anos de prisão, pena revertida no pagamento de cestas básicas e serviços comunitários. Em 2016, a sentença foi confirmada em segunda instância.

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Leite condensado é “energético” e chiclete, para higiene bucal, diz governo

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Soldados do Exército Brasileiro
Marcos Corrêa/PR

Soldados do Exército Brasileiro

O Ministério da Defesa divulgou nota nesta quarta-feira (27) para justificar a compra de alimentos por parte do governo federal em 2020 e disse que o leite condensado serve como “potencial energético” para militares, enquanto os chicletes para higiene bucal.

A compra de quantidade desses dois produtos teve repercussão negativa após a pasta efetuar a compra para os 370 mil homens e mulheres que se alimentam em 1,6 mil instalações militares em todo o País.

De acordo com o comunicado da pasta chefiada pelo general Fernando Azevedo e Silva, o contingente militar é “predominantemente jovem, o que pode aumentar as quantidades consumidas”.

“O leite condensado é um dos itens que compõem a alimentação por seu potencial energético. Eventualmente, pode ser usado em substituição ao leite. Ressalta-se que a conservação do produto é superior à do leite fresco, que demanda armazenamento e transporte protegido de altas temperaturas”, diz a nota.

Em 2020, o governo federal gastou cerca de R$ 15,6 milhões com leite condensado. Os dados estão no painel de compras do governo, ligado ao Ministério da Economia, e foram apresentados em reportagem publicada pelo portal  Metrópoles .

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O Ministério da Defesa é o órgão que mais comprou leite condensado no ano. A nota da também justificou o gasto de R$ 2,2 milhões com chicletes pelo governo federal.

De acordo com o ministério, “o produto ajuda na higiene bucal das tropas, quando na impossibilidade de escovação apropriada, como também é utilizado para aliviar as variações de pressão durante a atividade aérea”.

O comunicado acrescenta que os valores são todos compatíveis com as missões e tarefas desempenhadas. Além disso, ressaltou que considera um gasto de R$ 9 reais por dia, por militar. O valor não é reajustado desde 2017.

“As Forças Armadas têm a responsabilidade de promover a saúde da tropa por meio de uma alimentação nutricionalmente balanceada, em quantidade e qualidade adequadas, composta por diferentes itens”, segue o texto da nota.

Nesta quarta-feira, Bolsonaro atacou a imprensa por revelar os gastos do seu governo . “Quando vejo a imprensa me atacar dizendo que comprei 2 milhões e meio de latas de leite condensado, vai pra p* que o pariu, imprensa de m*! É pra enfiar no r* de vocês da imprensa essas latas de leite condensado”, disse.

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MDB diz que avalia “cenário” e sugere desistência da candidatura de Simone Tebet

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Senador Eduardo Braga (MDB-AM), líder do partido na Casa
Marcos Oliveira/Agência Senado

Senador Eduardo Braga (MDB-AM), líder do partido na Casa

A cinco dias da eleição, a bancada do MDB cogita desistir do apoio à candidatura de Simone Tebet (MS) ao comando do Senado para costurar acordo com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), padrinho de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na disputa. A informação é do líder do MDB, Eduardo Braga (AM), que falou com a imprensa após reunião da bancada nesta quarta-feira (27). Tebet reforça que mantém a sua candidatura independente do partido.

Braga, que foi reconduzido ao cargo de líder do MDB nesta quarta,  terá uma nova reunião com Alcolumbre amanhã para tratar de um eventual acordo entre eles. Segundo Braga, uma das possibilidades estudadas é o MDB liberar a bancada na votação em plenário. Neste cenário, Simone deve lançar uma candidatura avulsa.

“Nós não discutimos a desistência (da Simone), e sim o cenário, porque a candidatura da Simone foi construída por aclamação. Quando fizemos isso estávamos diante de algumas expectativas de apoio de alguns partidos, que em parte não se confirmaram”, disse Braga.

“A senadora reafirmou que é candidata é que compreende decisão do partido, mas que manterá a sua candidatura. Ela poderá levar a sua candidatura ao plenário, essa é uma questão que o MDB ainda está discutindo”, afirmou o líder.

Em caráter reservado, emedebistas relatam frustração com os apoios conquistados pela candidata do partido até o momento, que reúne Cidadania, Podemos e PSB entre os seus aliados. Ela não conseguiu alianças com siglas que dizia estarem alinhadas a ela, como PSDB e Rede. Pacheco, por sua vez, tem respaldo de nove legendas.

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Após a reunião da bancada, Simone Tebet saiu um pouco mais cedo e afirmou a jornalistas que manterá a sua candidatura “até o fim”. Questionada se a bancada está unida, ela respondeu que não sabe e que a pergunta deveria ser feita ao líder da bancada, Eduardo Braga.

Depois, ao ser abordado, o líder emedebista disse que “não poderia mentir” ao dizer que a bancada está unida porque hoje houve manifestação de vários senadores contra a candidatura própria da sigla.

Ontem, Alcolumbre procurou Braga e fez sinalizações aos emedebistas por vagas na vice-presidência, na segunda-secretaria e no comando de comissões da Casa. Mais tarde, a própria Simone procurou o atual presidente do Senado para reforçar que mantém a sua candidatura, e fez o mesmo hoje em encontro com os colegas de bancada durante encontro que durou cerca de quatro horas.

Sobre isso, Braga disse que Alcolumbre o procurou para relatar “o seu interesse de buscar um consenso, um entendimento”. O líder do MDB afirma que tem interesse de “construir pontes” com o democrata. Ele negou, no entanto, que tenha interesse em cargos e defende que as negociações são baseadas na tese da proporcionalidade, já que os emedebistas fazem parte da maior bancada da Casa, com 15 senadores.

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