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CUIABÁ

Se for para prejudicar o povo, a resposta é e sempre será mil vezes não!

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Luiz Alves

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Nesta semana fui surpreendido com uma notificação vinda do Palácio Paiaguás, pela qual seu comandante solicitava que a Prefeitura de Cuiabá se abstivesse de dar início à renovação da frota do transporte coletivo. O pedido tinha como base uma decisão unilateral tomada pelo mesmo que, sem abrir qualquer tipo de discussão com os gestores das cidades envolvidas, decidiu substituir o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT). 

Ao ler essa absurda solicitação, não tive dúvidas e, de imediato, contranotifiquei o governador do Estado de Mato Grosso o informando que tal pedido não será atendido, em nenhuma hipótese, pelo Palácio Alencastro. E não será atendido por um motivo óbvio, que está visível para todos, mas alguns ainda relutam em enxergar: a população que mais necessita das ações do poder público deve ser ouvida, tratada com respeito e prioridade em uma gestão. 

É dessa forma que o Município trabalha e a modernização do transporte coletivo, que o cidadão aguarda há mais de 20 anos, corrobora com isso. Essa política que estamos desenvolvendo, passa essencialmente pela renovação da frota que, inclusive, foi um compromisso de campanha assumido com o cidadão. Para não deixar nenhuma dúvida, fiz questão de anexar na contranotificação todo nosso planejamento que já está em andamento. 

Atualmente, Cuiabá conta com 382 ônibus que atendem as quatro regiões da cidade. No cronograma que estamos trabalhando, já no mês de maio 111 novos ônibus serão entregues. Além disso, também neste curto prazo, mais 90 veículos terão ar-condicionado. Ou seja, serão 201 veículos climatizados, o que corresponde a mais de 50% da frota. Com isso, seremos a primeira capital brasileira a alcançar esse número. 

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E não vamos parar nisso! A contar deste começo, já temos também tudo planejado para os próximos anos. Em 2022, por exemplo, nossa determinação é que o número suba para 75% e, nos anos seguintes, iremos alcançar 100% da frota. A meta é terminar nosso mandato sendo a primeira cidade do país a ter seu transporte coletivo totalmente climatizado e com idade média reduzida de 5,5 para 4,5 anos de uso. 

É isso que o chefe do Estado está pedindo para suspendermos. Entendo que a maioria das autoridades públicas não utiliza o transporte público como meio de locomoção e isso não é um problema. O problema é não demonstrar nenhum tipo de sensibilidade com o drama dos mais de 260 mil usuários que, diariamente, dependem exclusivamente desse meio para trabalhar, estudar ou ter um momento de lazer com sua família. 

Sou categórico ao dizer que não vamos atender esse pedido e isso está decidido! O que vamos atender é o apelo da população, daqueles que realmente precisam da nossa intervenção e que, há anos, sonham com essa renovação da frota de ônibus. Essa tentativa descabida de travar esse processo de melhoria, que está em andamento desde a construção das Estações Climatizadas, é um verdadeiro tapa na cara da sociedade. 

Primeiro toma-se uma decisão sem debater com o prefeito da cidade que será diretamente impactada e depois, da mesma forma individualizada, pede para que Cuiabá abra mão de seu trabalho? Não sabe se a porta do BRT abrirá para direita ou para a esquerda e agora quer que a população seja prejudicada? Isso não vai acontecer! Se for para prejudicar o povo, a resposta é e sempre será mil vezes não! Meu compromisso é com o povo e não vou deixar de atendê-lo por conta de decisões tomadas isoladamente.

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Residencial Avelino Lima Barros ganha novo espaço de lazer e prefeito destaca meta de levar qualidade de vida a todos

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Davi Valle

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, entregou na sexta-feira (22) mais um espaço de lazer na Capital. O bairro contemplado, desta vez, foi Residencial Avelino Lima Barros, com a praça “ACSA Vitória do Espírito Santo Rodrigues”. Por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), não houve solenidade de inauguração.

O espaço conta com uma academia ao ar livre, playground, iluminação de LED, pista de caminhada, bancos e lixeiras, jardinagem, paisagismo e uma quadra poliesportiva. 

“Estamos valorizando a vida de quem mora na comunidade e merece essa praça para dar qualidade de vida a todos. É dessa forma que iniciamos mais uma gestão, levando as ações da Prefeitura para mais próximo das pessoas”, cita o gestor, destacando que a gestão continuará atuando dos bairros para o centro. 

O diretor-geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), Vanderlúcio Rodrigues, reforçou que, para os próximos 4 anos, a gestão irá entregar cerca de 150 áreas de lazer e já no prazo de 90 dias, serão entregues mais 22 praças. “Uma das minhas missões é continuar os trabalhos de execução desses espaços, para que a população tenha acesso a um espaço humanizado, com área de lazer, quadra de esporte, parques e academia ao ar livre”, disse Varderlúcio. 

O vice-prefeito José Roberto Stopa, que atuou na Pasta de Serviços Urbanos, ressaltou que uma das marcas do prefeito Emanuel Pinheiro é a democratização das áreas de lazer que, antes, estavam somente na região central. “Esses espaços de lazer transformam a vida das pessoas. Acredito que o Vanderlúcio irá continuar esse belíssimo projeto”, destacou.

O presidente da Associação de Moradores do Avelino Lima Barros, Jovaldo Facincane da Silva, comentou que o diferencial da praça é a preservação das árvores frutíferas e nativas. Ele lembrou ainda que a área deixou o bairro com uma nova “cara”. 

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“Além de trazer uma bela paisagem para o nosso bairro, essa praça trouxe alegria para a criançada, idosos e a todos os moradores. Era um matagal e que trazia medo e insegurança para os moradores. Hoje, alguns aqui até começaram uma nova vida, com vendas de açaí e cachorro quente para ter uma renda extra”, conta. 

 

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Médico que atua no combate à Covid-19 conta experiência e aconselha sobre cuidados

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Luiz Alves

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Luiz Alves/ Secom

Com apenas 25 anos, o clínico geral, Djullian Baldi, é um dos médicos que atuam na linha de frente no combate à Covid-19, em Cuiabá. O profissional é responsável pelo tratamento de pacientes que estão internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Covid, no Hospital Municipal São Benedito.

Atualmente, o São Benedito conta com 40 leitos disponibilizados somente para a ala de UTI Covid, que já está com quase 70% dos leitos ocupados, após a nova alta no número de casos do coronavírus em Mato Grosso.

A unidade de saúde está em apoio ao Hospital Referência para a Covid-19 (antigo Pronto-Socorro) desde junho do ano passado. Djulian, que já estava atuando em UTIs, foi convidado e aceitou o desafio. Desde então tem vivido momentos, que segundo ele, são difíceis, mas também de muita alegria, quando os pacientes se recuperam.

“Olhando para trás, vejo que não poderia ter escolhido nada diferente. É uma profissão que me traz muitas alegrias, temos momentos difíceis, mas ninguém esperava passar por uma situação dessa. Foi um desafio muito grande e já faz um ano que trabalho dentro da UTI e a rotina de quem trabalha lá dentro é muito pesada, muito sobrecarregada, principalmente na parte do trabalho físico, quanto da parte emocional. A gente vai para casa, mas não consegue desligar do que acontece lá de dentro”, diz o médico.

O profissional relata que a cada paciente que perde a vida para o vírus comove toda a equipe. “A gente não para nenhum minuto, fazemos várias coisas ao mesmo tempo. O plantão geralmente tem 12h, mas agora vai de cada médico, eu particularmente consigo ficar 24h, até para gente não ficar esgotado, senão prejudica o paciente. O cenário é triste, é uma carga emocional muito grande, porque pelo menos 60% dos pacientes chegam para a gente na maca, falando, conversando, e acabamos tendo um certo apego, não como família, mas criamos uma amizade, um vínculo com eles, e vendo a evolução do quadro, acompanhando os exames, vivemos aquela angústia, a carga emocional é muito grande”, conta.

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O médico afirma que não contraiu o vírus até hoje e para continuar assim toma todo o cuidado recomendado. Mas, apesar disso, já passou por momentos angustiantes, quando a mãe e os avós pegaram a Covid. Para ele, o momento de maior tristeza ocorreu há pouco tempo, quando a avó de sua namorada perdeu a luta contra o vírus. Ela estava internada no Complexo Hospitalar de Cuiabá e veio a óbito após 29 dias.

“Desde que eu comecei a trabalhar na UTI Covid, evito ao máximo contato próximo com minha família, tudo para evitar um possível contágio, porque nós que trabalhamos diretamente estamos expostos a um risco muito alto e a gente vê as consequências disso lá dentro. Eu não quero que meu pai e minha mãe estejam naquela situação, então eu evito ao máximo ter o contato físico com eles”, relata o profissional.

Djulian é um dos profissionais que estão qualificados a tomar a vacina contra o coronavírus, que chegou em Cuiabá nesta semana, por estar atuando na linha de frente contra à Covid. Apesar disso, afirma que continuará tendo os cuidados necessários e aconselha a população em geral que faça o mesmo.

“Mesmo tomando a vacina, ainda temos que nos cuidar, porque o que as pessoas têm dificuldade de entender, é que a gente não leva um vírus para casa só tossindo ou estando com a doença. Na verdade, se você tocar em algo contaminado e não lavar as mãos, você já está levando para casa. E aí você toca na sua mãe, no seu pai e assim acontece a transmissão. Então, mesmo quem já se vacinou, mesmo quem já pegou, tem que tomar cuidado, porque ainda pode ser um possível transmissor da doença”, explica.

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Outro ponto que também chama atenção do médico é o fato do número de pessoas jovens estar crescendo nessa pandemia. Apesar de ainda não ter nenhum estudo que comprove, Djulian afirma que tem visto muitas pessoas com idade entre 20 e 40 anos acometidos pela doença. Diante do cenário atual, o profissional ainda pede mais seriedade com relação ao vírus.

“É uma visão de quem está lá dentro todo dia, de que parece que o perfil de pacientes está mudando, temos muitos pacientes jovens. Temos pacientes de 29 anos, 39 anos, e isso é muito preocupante. Meu conselho é que não esperem perder alguém da família para levar essa doença a sério. Porque o perfil é depois que isso acontece, que começa a levar as coisas a sério. Acham que é tudo brincadeira, que os casos não estão aumentando, só que as UTIs já estão lotadas de novo”, ressalta.

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