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POLÍTICA NACIONAL

Quer ser um “bolsonarista qualificado”? Curso de Eduardo Bolsonaro vai ensinar

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Eduardo Bolsonaro
Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Objetivo do curso é promover o que tem sido chamado de “qualificação” da direita bolsonarista no Brasil

O Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro tenta criar, planeja uma parceria com o Instituto Conservador Liberal (ICL), fundado no mês passado pelo  deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para promover o que tem sido chamado de “qualificação” da  direita bolsonarista no Brasil.

Enquanto os advogados Admar Gonzaga e Karina Kufa e o empresário Luís Felipe Belmonte trabalham para colocar o partido de pé até março, um grupo mais ideológico, liderado por Eduardo Bolsonaro e pelo deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), estrutura o curso de capacitação.

A meta é alinhar ideologicamente os quadros do partido para evitar um “novo PSL “, em que, segundo a ala bolsonarista rompida com o presidente da sigla, Luciano Bivar, haveria muita gente infiltrada sem os valores do conservadorismo.

Na programação do curso constam aulas sobre “noções mínimas de ética e filosofia na antiguidade e modernidade”, “valores e história do conservadorismo “, “como se comunicar com o seu público na internet” e “eleições, comportamento eleitoral e opinião pública”.

O texto de apresentação do instituto diz existir uma “guerra de visões de mundo”, que opõem ideias de um “suposto progresso” aos valores da família, liberdade e segurança nacional. “Os inimigos desses valores se tornaram mestres em manipular a verdade e tirar proveito das emoções e mais nobres sentimentos”, diz Eduardo em vídeo.

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A ideia de criar uma base de pensamento dessa nova direita é muito difundida por Olavo de Carvalho, ideólogo do bolsonarismo , para quem eleger Bolsonaro à Presidência sem antes conquistar os espaços intelectuais do país foi algo “precipitado”. Sua tese é a de que existe uma hegemonia de esquerda no mundo intelectual brasileiro, principalmente nas universidades.

Sócio do instituto, Sérgio Sant’Ana, assessor do Ministério da Educação na gestão do ex-ministro Weintraub, anunciou no fim de 2020 o nome que vai comandar a educação, Ilona Becskeházy. Ex-secretária de Educação Básica do MEC, ela defende a campanha Escola Sem Partido e se diz contra a “ideologia de gênero” nas escolas.

Para o professor Christian Lynch, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj, os esforços em qualificar o que ele chama de direita reacionária podem fracassar caso se tornem associados demais ao projeto de poder da família Bolsonaro.

O Aliança pelo Brasil enfrenta problemas na obtenção de seu registro. Para integrantes da cúpula, uma eventual ida de Jair Bolsonaro para outro partido para disputar a reeleição não inviabiliza o projeto.

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POLÍTICA NACIONAL

Bloco de Lira é protocolado adicionando dois partidos: PSL e Podemos

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

O deputado Arthur Lira, do PP do Alagoas

O PSL já faz parte do bloco de partidos do candidato Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara . A legenda tinha fechado acordo com Baleia Rossi (MDB-SP), adversário do deputado do PP na eleição de 1º de fevereiro, mas houve uma reviravolta. Já o Podemos, que ainda não fez um anúncio formal, também se juntou ao grupo.

Na terça-feira (21), Lira conquistou a maioria de assinaturas da bancada do PSL. Com a adesão de mais quatro dissidentes, ele conseguiu o número necessário para que o partido fosse incorporado ao grupo: 19 entre os 36 deputados com atividades regulares do PSL.

“A Mesa Diretora acaba deferir a adesão da entrada do PSL no nosso bloco. Prevaleceu a vontade dos deputados”, escreveu Lira nas redes sociais.

Protocolado na Câmara , o bloco de Lira já supera o do adversário e passa a contar com o apoio de 11 partidos, que somam 242 deputados no exercício do mandato: PSL, PL, PP, PSD, Republicanos, PTB, PROS, Podemos, PSC, Avante e Patriota.

Na quinta-feira, a presidente do partido, Renata Abreu (SP), jantou com Lira em São Paulo, onde se juntou aos apoiadores da candidatura . Procurada pelo GLOBO, ela não respondeu o motivo pelo qual a aliança ainda não foi anunciada. Aliados de Rossi já tinham jogado a toalha e considerado inevitável que a sigla se posicionasse a favor de Lira.

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Baleia Rossi conta com o apoio declarado de outras 11 siglas: PT, MDB, PSDB, PSB, DEM, PDT, Solidariedade, Cidadania, PCdoB, PV e Rede, com apoios de 236 parlamentares.

Na quarta-feira, perguntado sobre o apoio de deputados do PSL a Lira, o presidente da Câmara e aliado de Rossi, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a situação não estava definida. “Até o dia primeiro os blocos podem ser mantidos ou modificados. Ainda tem muito jogo pela frente.”

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Para que um partido integre um bloco na Câmara, mais da metade da bancada precisa concordar com a aliança. O PSL tem 53 parlamentares , mas 17 estão suspensos pela própria sigla por infidelidade partidária.

Após decisão da Mesa da Casa, Lira precisou buscar do apoio da maioria dos 36 parlamentares que ainda estão com as atividades regulares.

Parlamentares bolsonaristas comemoraram a inclusão do partido no bloco de Lira, candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro.No início do mês, eles tinham sofrido uma derrota, quando o comando da Casa decidiu não levar em conta as assinaturas do deputados suspensos por infidelidade partidária.

“Ainda reverteremos o fato de Rodrigo Maia não ter reconhecido o apoio dos 17 deputados suspensos ilegitima e ilegalmente. Ele quer nos transformar em parlamentares de segunda classe, em detrimento e desrespeito ao VOTO POPULAR. Nunca foi um democrata; agora isso fica cada vez mais claro”, escreveu o ex-líder do governo Major Vitor Hugo (PSL-GO).

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Pressionado para cobrar governo na pandemia, Aras se reúne com Pazuello

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Procurador-geral da República Augusto Aras
Antonio Augusto/Secom/PGR

Procurador-geral da República Augusto Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras , recebeu nesta quinta-feira (21) o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello , em uma reunião para tratar das ações do Ministério da Saúde em relação ao combate à Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

A audiência foi presencial e ocorreu a pedido do chefe da pasta para que fossem apresentados “esclarecimentos” também em relação à crise vivida em ManausA capital do Amazonas registrou mortes de pacientes com Covid-19 pela falta de oxigênio medicinal em hospitais na semana passada.

No domingo (17), o PGR pediu informações ao ministro para instruir apuração preliminar sobre a atuação da pasta. A apuração foi instaurada a partir de representação formulada pelo partido Cidadania, que sustenta ter havido omissão do Ministério da Saúde no episódio.

Ao final da apuração, com o envio dos esclarecimentos também por escrito, e considerando outras informações já obtidas pelo órgão, a PGR analisará eventuais providências cabíveis.

Além da apuração sobre Pazuello, Augusto Aras determinou, no sábado (16), investigação do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), do atual e do ex-prefeito de Manaus, que devem prestar esclarecimentos no âmbito de inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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