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POLÍTICA NACIONAL

Eleição no Senado: Bolsonaro diz ter “simpatia” por Rodrigo Pacheco

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Presidente Jair Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR

Presidente Jair Bolsonaro

presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se manifestou publicamente pela primeira vez, nesta terça-feira (12), sobre a sua preferência no comando do Senado , sinalizando apoio ao senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato do atual presidente da Casa , Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, pela manhã,  Bolsonaro disse que o PT resolveu apoiar o senador por quem ele tem simpatia , mas não citou o nome de Pacheco explicitamente.

“O PT resolveu apoiar quem eu tô… quem eu tenho simpatia no Senado. Eu nunca conversei com deputados do PT, PCdoB e PSOL. Nem eles procuraram falar comigo, porque eu já sei qual é a proposta deles”, disse Bolsonaro , em trecho de vídeo divulgado pelo assessor especial da Presidência Tércio Arnaud, por volta das 15h.

Antes de comentar sobre a disputa no Senado, o  presidente insistiu na defesa de que a bancada ruralista da Câmara vote no seu candidato à presidência da Casa, o deputado Arthur Lira (PP-AL) .

“O agronegócio nunca lucrou tanto. Não pararam nem na pandemia. Agora quando eu peço pra votar numa pessoa que vai fazer a reforma agrária, que vai fazer a regularização fundiária pra acabar com aquela história de que a Amazônia pega fogo só no meu governo. Porque se fizer a regularização fundiária, nós vamos saber que aquela terra que desmatou ou pegou fogo vamos saber de quem é o CPF daquela pessoa. E o atual presidente da Câmara  [Rodrigo Maia] ainda não permitiu que isso fosse votado lá”, declarou.

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Ao reiterar o pedido à bancada ruralista, ele disse que os dissidentes integram uma minoria, mas que pode decidir a disputa contra o candidato apoiado por Maia, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) .

“Então o que eu peço agora para a bancada ruralista , que é uma minoria, mas pode decidir, é que veja o que nós fizemos ao longo de dois anos, o que vocês lucraram, o que o Brasil lucrou com vocês também”, falou.

“Agora a gente não aguenta dois anos com uma pauta trancada, voltada para interesses de PT, PCdoB e PSOL”, concluiu Bolsonaro .

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POLÍTICA NACIONAL

Bloco de Lira é protocolado adicionando dois partidos: PSL e Podemos

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

O deputado Arthur Lira, do PP do Alagoas

O PSL já faz parte do bloco de partidos do candidato Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara . A legenda tinha fechado acordo com Baleia Rossi (MDB-SP), adversário do deputado do PP na eleição de 1º de fevereiro, mas houve uma reviravolta. Já o Podemos, que ainda não fez um anúncio formal, também se juntou ao grupo.

Na terça-feira (21), Lira conquistou a maioria de assinaturas da bancada do PSL. Com a adesão de mais quatro dissidentes, ele conseguiu o número necessário para que o partido fosse incorporado ao grupo: 19 entre os 36 deputados com atividades regulares do PSL.

“A Mesa Diretora acaba deferir a adesão da entrada do PSL no nosso bloco. Prevaleceu a vontade dos deputados”, escreveu Lira nas redes sociais.

Protocolado na Câmara , o bloco de Lira já supera o do adversário e passa a contar com o apoio de 11 partidos, que somam 242 deputados no exercício do mandato: PSL, PL, PP, PSD, Republicanos, PTB, PROS, Podemos, PSC, Avante e Patriota.

Na quinta-feira, a presidente do partido, Renata Abreu (SP), jantou com Lira em São Paulo, onde se juntou aos apoiadores da candidatura . Procurada pelo GLOBO, ela não respondeu o motivo pelo qual a aliança ainda não foi anunciada. Aliados de Rossi já tinham jogado a toalha e considerado inevitável que a sigla se posicionasse a favor de Lira.

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Baleia Rossi conta com o apoio declarado de outras 11 siglas: PT, MDB, PSDB, PSB, DEM, PDT, Solidariedade, Cidadania, PCdoB, PV e Rede, com apoios de 236 parlamentares.

Na quarta-feira, perguntado sobre o apoio de deputados do PSL a Lira, o presidente da Câmara e aliado de Rossi, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a situação não estava definida. “Até o dia primeiro os blocos podem ser mantidos ou modificados. Ainda tem muito jogo pela frente.”

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Para que um partido integre um bloco na Câmara, mais da metade da bancada precisa concordar com a aliança. O PSL tem 53 parlamentares , mas 17 estão suspensos pela própria sigla por infidelidade partidária.

Após decisão da Mesa da Casa, Lira precisou buscar do apoio da maioria dos 36 parlamentares que ainda estão com as atividades regulares.

Parlamentares bolsonaristas comemoraram a inclusão do partido no bloco de Lira, candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro.No início do mês, eles tinham sofrido uma derrota, quando o comando da Casa decidiu não levar em conta as assinaturas do deputados suspensos por infidelidade partidária.

“Ainda reverteremos o fato de Rodrigo Maia não ter reconhecido o apoio dos 17 deputados suspensos ilegitima e ilegalmente. Ele quer nos transformar em parlamentares de segunda classe, em detrimento e desrespeito ao VOTO POPULAR. Nunca foi um democrata; agora isso fica cada vez mais claro”, escreveu o ex-líder do governo Major Vitor Hugo (PSL-GO).

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POLÍTICA NACIONAL

Pressionado para cobrar governo na pandemia, Aras se reúne com Pazuello

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Procurador-geral da República Augusto Aras
Antonio Augusto/Secom/PGR

Procurador-geral da República Augusto Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras , recebeu nesta quinta-feira (21) o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello , em uma reunião para tratar das ações do Ministério da Saúde em relação ao combate à Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

A audiência foi presencial e ocorreu a pedido do chefe da pasta para que fossem apresentados “esclarecimentos” também em relação à crise vivida em ManausA capital do Amazonas registrou mortes de pacientes com Covid-19 pela falta de oxigênio medicinal em hospitais na semana passada.

No domingo (17), o PGR pediu informações ao ministro para instruir apuração preliminar sobre a atuação da pasta. A apuração foi instaurada a partir de representação formulada pelo partido Cidadania, que sustenta ter havido omissão do Ministério da Saúde no episódio.

Ao final da apuração, com o envio dos esclarecimentos também por escrito, e considerando outras informações já obtidas pelo órgão, a PGR analisará eventuais providências cabíveis.

Além da apuração sobre Pazuello, Augusto Aras determinou, no sábado (16), investigação do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), do atual e do ex-prefeito de Manaus, que devem prestar esclarecimentos no âmbito de inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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