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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro tira foto com empresário acusado de lavar dinheiro para André do Rap

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O empresário Fredy da Silva Gonçalves Bento começou a ser investigado por lavagem de dinheiro em junho de 2019.
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O empresário Fredy da Silva Gonçalves Bento começou a ser investigado por lavagem de dinheiro em junho de 2019.

No último dia 28, o presidente Jair Bolsonaro e o empresário Fredy da Silva Gonçalves Bento posaram juntos para uma foto durante uma partida de futebol beneficente . Fredy é investigado pela Polícia Civil suspeito de lavar dinheiro para o traficante André do Rap, integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) . As informações foram dadas pelo jornalista Josmar Jozino, do UOL .

Apesar de ter jogado no time azul, o nome de Fredy não constava na lista de escalação. Bolsonaro estava na equipe branca. O evento tinha como objetivo arrecadar alimentos e brinquedos para famílias carentes da região da baixada santista .

Em nota, o Gabinete Institucional de Segurança (GSI) do governo federal afirmou que, além do evento não ter sido organizado pela Presidência da República, o gabinete não é responsável pela agenda do presidente e nem tem poder de polícia.

O GSI informou que o presidente foi convidado para o evento, prestigiou o jogo de futebol e foi objeto das medidas e protocolos de segurança previstos para garantir a sua integridade.

Policiais civis disseram que, antes da partida, o presidente Bolsonaro nunca havia tido contato com Fredy e não sabia que o empresário é investigado sob suspeita de lavagem de dinheiro

Entenda a investigação

Fredy começou a ser investigado por lavagem de dinheiro em junho de 2019, depois que a polícia prendeu um homem por tráfico de drogas e apreendeu 14 celulares. Através dos aparelhos, foram encontrados os contatos de Fredy e de outros acusados de envolvimento com o PCC .

Com autorização judicial, as ligações telefônicas dos suspeitos foram interceptadas e a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar a participação de Fredy na lavagem de dinheiro para André do Rap . O processo está sob segredo de Justiça.

O empresário foi ouvido pela polícia em 24 de junho de 2019 e negou ter cometido o crime de lavagem de dinheiro ou conhecer André do Rap . Ele disse que foi policial militar por dois meses e depois começou a vender roupas e adquiriu lojas.

A Polícia Civil suspeita que o dinheiro resultante do tráfico de drogas para a Bélgica, Portugal, Itália e África, feito através do porto de Santos, seja encaminhado para Fredy por meio de imóveis, restaurantes, lojas de carros e de roupas, salões de beleza e boxes em camelódromos na Baixada Santista .

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POLÍTICA NACIONAL

Leite condensado é “energético” e chiclete, para higiene bucal, diz governo

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Soldados do Exército Brasileiro
Marcos Corrêa/PR

Soldados do Exército Brasileiro

O Ministério da Defesa divulgou nota nesta quarta-feira (27) para justificar a compra de alimentos por parte do governo federal em 2020 e disse que o leite condensado serve como “potencial energético” para militares, enquanto os chicletes para higiene bucal.

A compra de quantidade desses dois produtos teve repercussão negativa após a pasta efetuar a compra para os 370 mil homens e mulheres que se alimentam em 1,6 mil instalações militares em todo o País.

De acordo com o comunicado da pasta chefiada pelo general Fernando Azevedo e Silva, o contingente militar é “predominantemente jovem, o que pode aumentar as quantidades consumidas”.

“O leite condensado é um dos itens que compõem a alimentação por seu potencial energético. Eventualmente, pode ser usado em substituição ao leite. Ressalta-se que a conservação do produto é superior à do leite fresco, que demanda armazenamento e transporte protegido de altas temperaturas”, diz a nota.

Em 2020, o governo federal gastou cerca de R$ 15,6 milhões com leite condensado. Os dados estão no painel de compras do governo, ligado ao Ministério da Economia, e foram apresentados em reportagem publicada pelo portal  Metrópoles .

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O Ministério da Defesa é o órgão que mais comprou leite condensado no ano. A nota da também justificou o gasto de R$ 2,2 milhões com chicletes pelo governo federal.

De acordo com o ministério, “o produto ajuda na higiene bucal das tropas, quando na impossibilidade de escovação apropriada, como também é utilizado para aliviar as variações de pressão durante a atividade aérea”.

O comunicado acrescenta que os valores são todos compatíveis com as missões e tarefas desempenhadas. Além disso, ressaltou que considera um gasto de R$ 9 reais por dia, por militar. O valor não é reajustado desde 2017.

“As Forças Armadas têm a responsabilidade de promover a saúde da tropa por meio de uma alimentação nutricionalmente balanceada, em quantidade e qualidade adequadas, composta por diferentes itens”, segue o texto da nota.

Nesta quarta-feira, Bolsonaro atacou a imprensa por revelar os gastos do seu governo . “Quando vejo a imprensa me atacar dizendo que comprei 2 milhões e meio de latas de leite condensado, vai pra p* que o pariu, imprensa de m*! É pra enfiar no r* de vocês da imprensa essas latas de leite condensado”, disse.

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POLÍTICA NACIONAL

MDB diz que avalia “cenário” e sugere desistência da candidatura de Simone Tebet

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Senador Eduardo Braga (MDB-AM), líder do partido na Casa
Marcos Oliveira/Agência Senado

Senador Eduardo Braga (MDB-AM), líder do partido na Casa

A cinco dias da eleição, a bancada do MDB cogita desistir do apoio à candidatura de Simone Tebet (MS) ao comando do Senado para costurar acordo com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), padrinho de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na disputa. A informação é do líder do MDB, Eduardo Braga (AM), que falou com a imprensa após reunião da bancada nesta quarta-feira (27). Tebet reforça que mantém a sua candidatura independente do partido.

Braga, que foi reconduzido ao cargo de líder do MDB nesta quarta,  terá uma nova reunião com Alcolumbre amanhã para tratar de um eventual acordo entre eles. Segundo Braga, uma das possibilidades estudadas é o MDB liberar a bancada na votação em plenário. Neste cenário, Simone deve lançar uma candidatura avulsa.

“Nós não discutimos a desistência (da Simone), e sim o cenário, porque a candidatura da Simone foi construída por aclamação. Quando fizemos isso estávamos diante de algumas expectativas de apoio de alguns partidos, que em parte não se confirmaram”, disse Braga.

“A senadora reafirmou que é candidata é que compreende decisão do partido, mas que manterá a sua candidatura. Ela poderá levar a sua candidatura ao plenário, essa é uma questão que o MDB ainda está discutindo”, afirmou o líder.

Em caráter reservado, emedebistas relatam frustração com os apoios conquistados pela candidata do partido até o momento, que reúne Cidadania, Podemos e PSB entre os seus aliados. Ela não conseguiu alianças com siglas que dizia estarem alinhadas a ela, como PSDB e Rede. Pacheco, por sua vez, tem respaldo de nove legendas.

Leia mais:  Maia acusa governo de "prometer" R$ 20 bilhões por votos na eleição da Câmara

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Após a reunião da bancada, Simone Tebet saiu um pouco mais cedo e afirmou a jornalistas que manterá a sua candidatura “até o fim”. Questionada se a bancada está unida, ela respondeu que não sabe e que a pergunta deveria ser feita ao líder da bancada, Eduardo Braga.

Depois, ao ser abordado, o líder emedebista disse que “não poderia mentir” ao dizer que a bancada está unida porque hoje houve manifestação de vários senadores contra a candidatura própria da sigla.

Ontem, Alcolumbre procurou Braga e fez sinalizações aos emedebistas por vagas na vice-presidência, na segunda-secretaria e no comando de comissões da Casa. Mais tarde, a própria Simone procurou o atual presidente do Senado para reforçar que mantém a sua candidatura, e fez o mesmo hoje em encontro com os colegas de bancada durante encontro que durou cerca de quatro horas.

Sobre isso, Braga disse que Alcolumbre o procurou para relatar “o seu interesse de buscar um consenso, um entendimento”. O líder do MDB afirma que tem interesse de “construir pontes” com o democrata. Ele negou, no entanto, que tenha interesse em cargos e defende que as negociações são baseadas na tese da proporcionalidade, já que os emedebistas fazem parte da maior bancada da Casa, com 15 senadores.

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