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POLÍTICA NACIONAL

Após apoio a Baleia Rossi, PT pede apreciação de impeachment contra Bolsonaro

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Baleia Rossi
Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

Deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP)

Considerados o fiel da balança na eleição para a presidência da Câmara, os partidos de oposição, com exceção do PSOL, anunciaram ontem o apoio à candidatura do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) . Em carta, PT, PCdoB, PSB, PDT e Rede afirmaram que o objetivo é derrotar o presidente Jair Bolsonaro, que apoia a candidatura de Arthur Lira (PP-AL), “e sua pretensão de controlar o Congresso”.

A adesão ao bloco de Baleia Rossi , costurada desde o ano passado, amplia a vantagem, no papel do grupo do emedebista. O bloco soma agora 11 partidos, com 273 deputados, de acordo com a configuração partidária atual da Câmara. O bloco de Lira tem 195 parlamentares, mas, como o voto é secreto, há espaço para “traições” no dia da eleição. Para se eleger presidente da Câmara é necessário obter maioria absoluta, ou seja, 257 votos.

Na reunião, os petistas defenderam o lançamento de um programa com propostas para a Câmara nos próximos dois anos, como combater políticas de Bolsonaro e apreciar pedidos de impeachment que estejam fundamentados em indícios de crimes de responsabilidade.

No documento divulgado após o acordo, as siglas de esquerda enumeram cinco compromissos assumidos por Rossi , como a “proteção à democracia” e a “independência do Legislativo”, com a garantia de instrumentos de ação e fiscalização da oposição, além do respeito à soberania do país e a proteção de minorias.

Os parlamentares de esquerda criticaram, na carta, a atuação de Bolsonaro no enfrentamento do novo coronavírus , qualificando o governo como “insensível ao sofrimento do povo, irresponsável diante da pandemia e chefiado por um presidente da República que ao longo de sua trajetória sempre se colocou contra a democracia.

No PT, 27 a 23

Em uma rede social, Rossi destacou, no manifesto, como “ponto fundamental”, o acesso universal à vacina. “A imunização gratuita tem que ser pra todos, principalmente pra quem depende da saúde pública. Só assim vamos vencer o corona. A Câmara tem que trabalhar para viabilizar isso o quanto antes”, escreve ele.

Lira tem ironizado a postura de independência assumida por Rossi, afirmando que ele e outros deputados do MDB possuem cargos no governo. O líder do PP também ressalta que o partido de seu adversário ocupa as lideranças do governo no Senado e no Congresso.

Detentor da maior bancada da Câmara, o PT foi o primeiro partido de esquerda ontem a decidir pelo alinhamento ao bloco do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em reunião que durou mais de duas horas, os deputados bateram o martelo por 27 votos a 23. Eles descartaram assim a possibilidade de lançar candidatura própria nas eleições que acontecerão em fevereiro. Esse caminho foi cogitado por parte da bancada no início das negociações.

A aliança foi saudada por Rossi. “A #FrenteAmpla ficou ainda maior. O PT anunciou apoio à nossa candidatura. É um grande dia para quem defende uma Câmara livre e independente. Somos 11 partidos diferentes. Divergimos em muitos assuntos. Mas estamos juntos na defesa de uma democracia viva e forte!”, escreveu ele, em uma rede social.

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Programa

Inicialmente o PT resistiu a apoiar a candidatura do emedebista porque ele apoiou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Logo após o anúncio da bancada petista, PSB, PCdoB, PDT e Rede formalizaram, em ato com a participação do PT, o apoio a Rossi. Após uma reunião por videoconferência, as siglas tornaram pública a união para a disputa. Partido de esquerda com dez deputados, o PSOL ainda discute internamente se adere ao nome de Baleia Rossi ou se lançará candidatura própria.

A ideia do PT é mostrar que o apoio a Rossi não significa abrir mão de bandeiras de esquerda. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), estava entre os 27 deputados que votaram a favor de apoiar o emedebista já no primeiro turno.

Com a decisão, o bloco de Rossi e de Maia pretende consolidar a participação de 11 partidos. O atual número de 273 deputados pode variar até a eleição devido a licenças e renúncias de parlamentares para assumir outros cargos e mandatos, por exemplo. Além dos partidos de esquerda, integram o grupo DEM, MDB, PSDB, PSL, Cidadania e PV.

Arthur Lira conseguiu formar um bloco com PP, PL, PSD, Republicanos, Avante, Patriota, Solidariedade, Pros e PSC. Essas legendas reuniam ontem 195 integrantes. Ele ainda negocia com PTB e Podemos.

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POLÍTICA NACIONAL

Protestos contra Bolsonaro: panelaços são registrados ao redor do país; confira

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Reprodução Instagram

Projeção feita no Minhocão, no centro de São Paulo durante o “panelaço” contra Bolsonaro

Diversos estados do país registraram “panelaços” contra o  presidente Jair Bolsonaro na noite desta sexta-feira (15). Os protestos foram marcados e registrados pelas redes sociais.

Confira alguns registros:

Em Manaus, onde o sistema de saúde colapsou e a cidade vive o maior pico de internações de Covid-19 desde o início da pandemia, foram registrados grandes “panelaços” contra Bolsonaro:

Internauta registrou manifestação em Londrina, no norte do Paraná:

Você viu?

José Guimarães, deputado federal (PT-CE), registrou panelaço na capital do país, Brasília:

Sob gritos de “genocída”, protesto também foi visto na região central de São Paulo:

Manifestação na zona sul do Rio de Janeiro:

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POLÍTICA NACIONAL

Maia diz que discutir impeachment de Bolsonaro será “inevitável no futuro”

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Rodrigo Maia%2C presidente da Câmara
Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Rodrigo Maia, presidente da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não descartou a possibilidade de discussão de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas jogou a responsabilidade para colocar o assunto em pauta pelo seu sucessor. O parlamentar afirmou que essas discussões seriam inevitáveis “no futuro”.

“Eu acho que esse tema de forma inevitável será discutido pela Casa no futuro. Temos de focar no principal, que agora é salvar o maior número de vidas, mesmo sabendo que há uma desorganização e uma falta de comando por parte do ministério da Saúde”, disse Maia ao participar de entrevista coletiva ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Maia defendeu que, neste momento, a prioridade é retomar os trabalhos da Câmara e do Senado, que estão em recesso desde dezembro. Essa foi a justificativa dada por Maia para não discutir e protocolar um processo de impedimento neste momento.

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“Nós estamos em recesso, desde março vivemos uma pandemia, da qual a nossa decisão não foi avaliar ou deixar de avaliar impeachment, mas, sim, compreender que a pandemia é a prioridade de todos nós”, afirmou.

Logo após a coletiva, Maia ainda conversou com jornalistas e ressaltou que não será ele quem decidirá sobre o impeachment, visto que seu mandato termina no próximo dia 1º de fevereiro.

Logo, uma discussão sobre o impedimento de Jair Bolsonaro estará na gaveta do próximo presidente da Casa, que pode ser o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP).

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“Até o dia 2 de fevereiro, até a eleição, quem faz essa análise é o nosso presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Se Deus me der a oportunidade de presidir a Câmara, eu agirei de acordo com o que diz a Constituição. Qualquer e toda análise será feita dentro dos princípios da nossa Constituição Federal”, disse Rossi.

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