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POLÍTICA NACIONAL

Maguito Vilela poderá tomar posse como prefeito de Goiânia mesmo estando na UTI

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Maguito Vilela (MDB), prefeito eleito de Goiânia.
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Maguito Vilela (MDB), prefeito eleito de Goiânia.

Na última sessão do ano, a Câmara de Vereadores de Goiânia (GO) aprovou dois projetos de resolução que permitirão que os eleitos em novembro tomem posse dos cargos remotamente na próxima sexta-feira (1) e participem de forma virtual nas sessões se comprovarem estar com o novo coronavírus (Sars-CoV-2). Desta forma, o prefeito eleito, Maguito Vilela (MDB) poderá ser empossado mesmo internado em São Paulo em decorrência da doença.

Internado há mais de dois meses , Maguito não está mais infectado pela Covid-19 , mas segue na UTI do hospital Albert Einstein na capital paulista, tratando complicações da doença.

Desde o fim da semana passada, o prefeito eleito está em reabilitação, passando por diálise. Ele segue traqueostomizado, com sedação leve e seu quadro clínico é estável.

De acordo com o projeto de resolução aprovado pelos vereadores goianos hoje, o regimento interno terá a exceção para a posse do ano que vem. Além de Maguito, vereadores eleitos também poderão tomar posse por videoconferência ao apresentar um atestado médico para comprovar que estão com a doença ou se recuperando dela.

Originalmente, a resolução permitiria apenas que os vereadores tomassem posse dessa forma, mas uma emenda apresentada pelo correligionário de Maguito, Andrei Azeredo (MDB), foi acatada pelos colegas. Andrei não concorreu à reeleição e deixará a Câmara no fim desta semana, mas deve ter um posto na administração de Maguito.

Em suas redes sociais, o vereador afirmou que apenas propôs a extensão da possibilidade da posse por videoconferência para Maguito para dar mais conforto e tranquilidade aos que não desejam se expor ao vírus ou que estejam se recuperando.

“Por aqui seguimos confiantes de que em breve ele estará à frente da Prefeitura de Goiânia , dando prosseguimento ao seu mandato e honrando todos os votos recebidos na capital”, escreveu Azeredo em sua conta no Twitter.

A resolução foi criada para permitir que a Mesa Diretora da Câmara dos Vereadores e as comissões possam ser compostas, o que deve ser feito logo após a posse. Assim, os vereadores poderão participar e votar remotamente, desde que apresentem um atestado médico.

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POLÍTICA NACIONAL

Por votos a Lira, Planalto pressiona e retira cargos dos aliados de Baleia Rossi

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Pressão e retaliações do governo podem minar apoio de Baleia Rossi; entenda
Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

Pressão e retaliações do governo podem minar apoio de Baleia Rossi; entenda

Na próxima segunda-feira, dia 1° de fevereiro, a Câmara dos Deputados realiza votação para a escolha do próximo presidente da casa. Para tentar garantir maior apoio a Arthur Lira , candidato de Jair Bolsonaro na disputa, o Planalto deu início a um processo de retaliações nesta reta final: quem está ao lado de Baleia Rossi, nome escolhido pelo próprio  Rodrigo Maia e pelo grupo do centrão, vai perder cargos no governo.

Segundo informações do jornal O Globo, parlamentares foram informados nos últimos dias sobre as exonerações de indicados em postos na administração federal após terem anunciado apoio a Baleia . Tal tática vinha sendo adiada para evitar possíveis confrontos, mas a polarização na disputa forçou o governo a pressionar esses deputados para que ” mudem de lado ” e passem a apoiar Lira .

Entre os nomes que perderam cargos estão Flaviano Melo (MDB-AC), que viu a própria esposa e um superintendente do Iphan serem demitidos, e Fabio Reis (MDB-SE), que perdeu o superintendente indicado no Incra em Sergipe. Além deles, Hildo Rocha (MDB-MA) também foi atingido e perdeu seu indicado para a superintendência da Codevasf. Entretanto, ele acabou sendo reconduzido ao cargo após pedido de deputados da base de Lira .

Por outro lado, ainda de acordo com a reportagem, houve quem ganhasse vaga por já estar na base do candidato de Bolsonaro . É o caso de José Rocha (PL-BA), que indicou Nilo Ferreira de Azevedo para o cargo de superintendente da Bahia do Ministério da Agricultura, substituindo indicado pelo presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins.

Leia mais:  Não há "dúvida nenhuma" que Pazuello cometeu crime, diz Maia

Questionado sobre tais retaliações ao MDB, Lira afirmou que o partido “é independente e sobrevive sem espaço no governo”, além de afirmar que não tem conhecimento de tais denúncias. Por fim, lembrou ainda que aliados seus também perderam cargos ligados à Mesa Diretora da Câmara, presidida por Rodrigo Maia.

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Eleição na Câmara: aliados de Lira no DEM tentam fazer partido “mudar de lado”

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Deputado federal Arthur Lira posa ao lado de aliados
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Deputado federal Arthur Lira posa ao lado de aliados

Aliados do deputado Arthur Lira (PP-AL) no DEM dizem ter maioria suficiente para que o  partido migre do bloco do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) para o liderado pelo candidato que tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro na disputa pela presidência da Câmara. Partido do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (RJ), o DEM é visto como uma das bases de sustentação da candidatura de Baleia.

Ontem,  Lira se reuniu na Bahia com os cinco deputados do DEM no estado: Paulo Azi, Leur Lomanto Júnior, Igor Kannário, Elmar Nascimento e Arthur Maia. Eles tiraram uma foto com o candidato do PP. O gesto incomodou Maia e a cúpula do DEM, que vêm fazendo campanha por Baleia.

Além disso, Lira se encontrou também com o presidente do DEM, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Eles se reuniram brevemente após um almoço do candidato com os deputados da Bahia. Aliados de Rodrigo Maia tentaram impedir o encontro, por verem um simbolismo na reunião.

O presidente da Câmara pediu a ACM Neto que usasse sua influência para evitar o crescimento de dissidências no partido. O presidente da legenda, porém, disse a interlocutores estar dividido, pelo fato de a bancada do partido em seu estado apoiar Lira . Aliados de Maia reclamam que ACM Neto não agiu com veemência para evitar se indispor com parte da legenda.

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Procurado sobre a possibilidade de seu partido migrar para o outro bloco, Rodrigo Maia reafirmou ao Globo que os aliados de Lira não têm maioria: “não existe isso”.

Entretanto, integrantes do grupo dissidente como Arthur Maia, fazem outra conta: “acredito que o DEM terá ampla maioria e não participará da chapa do PT. A cada dia que passa, com o fortalecimento da campanha de Arthur Lira , esse sentimento fica mais claro”.

Segundo Elmar Nascimento, a mudança de bloco pode ser decidida dias antes da eleição: “como é que vai apoiar um e estar no bloco de outro? Não faz sentido. Mas o partido não discutiu isso ainda. De apoiamentos, o Arthur tem 20”.

O DEM tem dois ministros que devem voltar a seus mandatos para votar em Lira : Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Tereza Cristina (Agricultura). Ontem, em entrevista coletiva, Rodrigo Maia admitiu que um terço dos 29 deputados da sigla devem votar em Lira, mas garantiu ter maioria: “dois terços do partido votarão no Baleia Rossi. Pelas minhas contas, de 20 a 22 deputados do DEM”.

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