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POLÍTICA NACIONAL

Racha no PSL e ‘traidora’ de Bolsonaro: analista avalia derrota de Joice em SP

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Deputada Federal Joice Hasselmann (PSL-SP)
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Deputada Federal Joice Hasselmann (PSL-SP)

Em 2018,  Joice Hasselmann (PSL), comemorou os mais de 1 milhão de votos recebidos que a fizeram a deputada mulher mais votada da história do Brasil. Dois anos depois, no último domingo (15), amargou uma derrota na eleição para a prefeitura de São Paulo , onde recebeu 980 mil votos a menos em comparação com 2 anos atrás.

Joice foi líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados até outubro do ano passado, quando foi tirada da liderança. Passou a ser uma ‘pedra no sapato’ do bolsonarismo. Em pronunciamentos e entrevistas, se disse traída pelo presidente e chegou a depôr contra seus filhos, Carlos e Eduardo, no Inquérito das Fake News que investiga o suposto “gabinete do ódio” que ataca reputações de políticos adversários ao presidente.

Para o cientista político Marcio Juliboni , “o ambiente político de 2018 é diferente de 2020”, e candidatos declaradamente bolsonaristas passam por um momento de desgaste e rejeição:

“(Joice) surgiu politicamente durante o movimento do impeachment de Dilma Rousseff, na linha de frente no movimento antipetista. E assim como outros nomes (Kim Kataguiri, Carla Zambelli), teve uma projeção muito grande, que fez com que em uma toada só fossem eleitos eles e Bolsonaro”, avalia. 

“Em 2018, Joice conseguiu canalizar votos de três públicos diferentes: bolsonaristas, grupo formado por antipetistas viscerais; os lava jatistas, que vão pela linha do Sérgio Moro, e os conservadores de costumes, já que ela deu declarações se dizendo contra o aborto, entre outras coisas”, explica o cientista sobre a base eleitoral da política.

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No entanto, dois anos depois de o Brasil viver uma eleição em que a direita e ‘bolsonaristas’ saíram vencedores, os resultados do 1º turno das eleições municipais mostraram uma mudança na linha do eleitorado. E Joice foi vítima disso.

Em pesquisa Ibope divulgada na véspera do dia da eleição (14), a candidata do PSL tinha a segunda maior rejeição em São Paulo , com 26% de citações. Somado à baixa popularidade, o resultado na eleição foi de  1,84% do total de votos, com seis outros candidatos à sua frente.

“Para os bolsonaristas, a Joice é uma traidora. Então dessa forma ela perdeu boa parte do capital político, para os lava jatistas, ela é inócua, pois objetivamente, uma prefeita não tem o que fazer na Lava Jato, tanto que isso sequer foi pauta na eleição, e nem deve ser, então o lavajatismo ela até tentou emplacar na campanha e nos debates quando acenava com uma ‘faxina’ na máquina pública municipal, mas isso não pegou. Então os lavajatistiso estão desmobilizados. Os conservadores foram para outras candidaturas, como a do Russomanno, que tem apoio dos Evangélicos. Para a esquerda, ela é bolsonarista, e não receberá votos. Já para os centristas, ela é uma aventureira, uma incognita”, diz Juliboni, sobre o derretimento da base eleitoral de Hasselmann.

Coordenador de campanha elogia Joice

Apesar da derrota no pleito na capital paulista, o economista Marcos Cintra , um dos coordenadores da campanha de Joice Hasselmann, arcedita que não houve erros na disputa. Para ele, o fraco desempenho ocorreu muito por conta da crise interna do PSL, causada pelo atrito entre Jair Bolsonaro , que se desfiliou da sigla no final do ano passado, e Luciano Bivar , presidente do partido:

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“Eu não acho que tenha havido erro. A candidata foi muito fiel à personalidade dela. E isso é fundamental. Cada candidato deve mostrar o que é, e ela mostrou ser uma pessoa determinada, corajosa e capaz de enfrentar as dificuldades abertamente, dizendo as verdades. Ela foi muito autêntica, nisso ela foi muito bem. A grande falha da campanha foi organizacional, o partido não estava preparado, por conta da cisão que ocorreu no ano passado. Isso prejudicou muito, tivemos que remontar todas as bases e somado a isso, foi uma primeira candidatura a prefeitura. Acredito ser algo natural de uma primeira candidatura em larga escala de um partido que pela primeira vez se lança para uma campanha tão volumosa como essa”, analisa Cintra, que chegou a fazer parte do governo federal, como secretário especial da Recita Federal até setembro do ano passado, quando foi demitido pelo ministro da economia Paulo Guedes.

Sobre a posição da candidata derrota referente ao segundo turno, acredita que a tendência natural é de apoiar Bruno Covas (PSDB):

“O que eu diria em uma primeira abordagem é que ela fica neutra ou eventualmente apoia a campanha do Bruno Covas. Do ponto visto de coerência ideológica, nao faria o menor sentido ela apoiar o Boulos, seria uma surpresa muito grande caso acontecesse. Ela criticou muito a abordagem do Covas e sua administração, mas por conta da gravidade, naturalmente, o eleitor da Joice deve migrar o voto para o PSDB”, afirma.

Nesta quinta (19), Hasselmann anunciou que irá apoiar o candidato tucano no 2º turno das eleições municipais:

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POLÍTICA NACIONAL

“Se uma menina conseguiu, você consegue”, diz Damares em live confeitando bolo

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Damares ao lado de instrutora confeitando bolo
Reprodução/redes sociais

Em uma cozinha toda rosa, a ministra usou as redes sociais para fazer uma live confeitando um bolo

Nesta quarta-feira (25), Damares Alves , ministra da Mulher da Mulher, Família e Direitos Humanos , usou as redes sociais para fazer uma transmissão ao vivo, aprendendo a confeitar um bolo . A cozinha mostrada no vídeo era decorada na cor que a ministra afirma como a ideal para as meninas: rosa .

De acordo com o portal Metrópoles, a live tinha o objetivo de lançar a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que acontece todos os anos, em uma parceria entre a ONU Mulheres e os governos.

Ainda na transmissão, a ministra aproveitou para divulgar o disque 180, canal do governo para denúncias de violência contra a mulher . Em certo momento da live, Damares , que disse não ter muita habilidade na cozinha, avisou aos espectadores: “se uma menina conseguiu fazer, você consegue”, disse a ministra, em tom de incentivo.

Ainda segundo o portal, o slogan da campanha divulgada na live foi colocado no topo dos bolos confeitados pela ministra e pela instrutora.

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POLÍTICA NACIONAL

TSE diz que aplicativo do e-Título só poderá ser baixado até este sábado

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Agência Brasil

Aplicativo do e-Título
TSE/Reprodução

O e-Título também permite justificar ausência às urnas no dia da votação.

O aplicativo e-Título poderá ser baixado somente até as 23h59 deste sábado (28) , informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) hoje (25).

A ferramenta digital dá acesso a uma série de serviços projetados pela Justiça Eleitoral para facilitar o voto.

Neste domingo (29), 57 municípios escolhem, em segundo turno, os prefeitos. E somente poderá utilizar o e-Título quem já tiver se cadastrado na ferramenta até a véspera. O cadastramento só voltará a ficar disponível na segunda-feira (30).

No dia da votação, o e-Título pode servir como documento oficial de identificação para o eleitor que já tenha feito o cadastramento biométrico na Justiça Eleitoral.

A ferramenta permite também ao eleitor checar a localização da seção eleitoral , que pode ter mudado devido a remanejamentos provocados pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

O e-Título também permite justificar ausência às urnas no dia da votação, caso se encontre fora de seu domicílio eleitoral. Nesses casos, o aplicativo se vale do georreferenciamento presente nos celulares. Com a medida, a Justiça Eleitoral quer dispensar o eleitor de realizar o procedimento presencialmente.

Falhas

No primeiro turno das eleições municipais , em 15 de novembro, o e-Título apresentou falhas. Muitos eleitores reclamaram por não conseguir justificar a ausência por meio do aplicativo.

Na ocasião, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , Luís Roberto Barroso, disse que a instabilidade se devia aos downloads e cadastros de última hora, que sobrecarregaram o sistema.

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Segundo dados da Justiça Eleitoral, até o primeiro turno o e-Título havia sido baixado cerca de 16 milhões de vezes. O Brasil tem cerca de 148 milhões de eleitores aptos a votar.

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