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POLÍTICA NACIONAL

Jornal Meia Hora pede “mais amor e menos ódio” após Crivella xingar João Doria

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Capa do Jornal Meia Hora pede mais amor e menos ódio, retratando ataques de Crivella a Doria marcados por termo homofóbico

As  ofensas do atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ganharam a capa do jornal Meia Hora. Com o pedido de “mais amor e menos ódio”, o Meia Hora destacou os palavrões ditos pelo prefeito, que também é candidato à reeleição no Rio e pastor, e a resposta de Doria após o ataque.

Em reunião com filiados de seu partido, o Republicanos, nesta quarta-feira (18), Crivella xingou Doria de “veado”, “vagabundo” e ainda disse que o governador de São Paulo é “mentiroso”. O vídeo foi publicado nas redes sociais e repercutiu por conta do tom violento e o termo homofóbico usado pelo candidato à reeleição no Rio.

Na manhã desta quinta (19), Doria reagiu em publicação feita em rede social e disse: “Lamento que o prefeito do Rio de Janeiro, um pastor que deveria ser um exemplo, faça ataques, use palavrões e o preconceito para se referir a um governador. O prefeito Crivella se apequena e lamentavelmente encerra seu ciclo de forma melancólica”.

Em sua capa, a  reportagem do Meia Hora destaca a violência do prefeito e antagoniza sua postura em meio à corrida eleitoral pela prefeitura do Rio com a resposta de Doria, que lamentou o ocorrido e defendeu que um pastor deveria ser exemplo, não atacar, usar palavrões e ser preconceituoso. O Meia Hora pede “mais amor e menos ódio” a Crivella.

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No vídeo que circulou pelas redes sociais, Crivella diz: “Sabe de quem é essa OS [organização social]? Essa é de São Paulo, é do Doria, veado, vagabundo”. O encontro marcado pelo ataque a Doria aconteceu nesta quarta na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, e no vídeo é possível ver alguns dos presentes sem máscara e aglomerados.

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POLÍTICA NACIONAL

Militares atuam para impedir reeleição de Rodrigo Maia, mas aceitam Alcolumbre

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Maia e Alcolumbre
Pedro França/Agência Senado

Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre tentam reeleição, respectivamente, na Câmara e no Senado

A ala militar do governo tem atuado nos bastidores para impedir que o STF (Supremo Tribunal Federal) permita a reeleição de Rodrigo Maia (DEM) na Câmara dos Deputados. Segundo informações da CNN Brasil,  a ideia é convencer os magistrados de impor uma trava à reeleição de Maia; Alcolumbre (DEM-AL), porém, não sofre oposição dos militares para se reeleger no Senado.

Os ministros militares estão trabalhando com a possibilidade de que a trava a Maia seja apresentada em um voto divergente ao do ministro Gilmar Mendes , relator de uma ação em que o PTB contesta a possibilidade de uma nova candidatura na mesma legislatura.

Dessa forma, o presidente do Senado, eleito 2019, poderia disputar a reeleição em 2021, mas Maia, que comanda a Câmara dos Deputados desde 2016, estaria impedido.

O movimento da ala militar leva em conta o fato de ministros da corte admitirem, em conversas reservadas, não haver brecha para pedidos de vista ou de destaque, o que poderia travar o julgamento. 

Caso isso ocorra, Gilmar Mendes – defendor da reeleição de Maia e Alcolumbre – pode ser responsável pela decisão, de forma liminar, já que a eleição está agendada para 2 de fevereiro e o Supremo entra em recesso no dia 18

Já a porção do STF que defende a possibilidade dos dois parlamentares se reelegerem, esperam uma definição do julgamento já nesta sexta-feira, 4 de dezembro. A ala acredita ter a maioria dos votos , o que favoreceria a candidatura de ambos.

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POLÍTICA NACIONAL

Jandira Feghali propõe CPI para investigar a lista de detratores de Paulo Guedes

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jandira
Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Jandira Feghalide (PCdoB)


A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) deu início, nesta quarta-feira (2), ao processo de coleta de assinaturas para a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que deve investigar a contratação pelo governo federal de uma empresa com a função de monitorar e categorizar jornalistas , influenciadores digitais e intelectuais em “detratores”, “neutros informativos” e “favoráveis”. As informações são do colunista do UOL Rubens Valente.


Para que CPI seja instalada é necessário a coleta de 171 assinaturas de deputados federais. A Câmara tem 5 CPIs em curso atualmente, as regras permitem que uma nova seja criada. A comissão deverá investigar os motivos da empresa listar as pessoas com base em publicações nas redes sociais sobre o ministro da Economia Paulo Guedes.

Jandira deseja investigar outros dois ministros, além de Guedes . O governo gastou R$ 2,7 milhões parra contrar os serviços da empresa de comunicação, que também presta serviços para o Ministério da Ciência e Tecnologia, e foi responsável por elencar 77 jornalistas e outros formadores de opiniões que merecem a atenção do governo. A empresa BR+ Comunicação respondeu em nota a UOL que “a utilização do termo ‘detratores’ foi um erro de processo, já corrigido pela empresa”.

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