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POLÍTICA NACIONAL

Adélio diz ter “desistido” de matar Bolsonaro após ser medicado na prisão

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Adélio Bispo de Oliveira
Reprodução

Adélio Bispo de Oliveira deu uma facada em Bolsonaro durante a campanha eleitoral

O homem que  esfaqueou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a campanha eleitoral de 2018 teria desistido de matá-lo ao deixar a prisão. Adélio Bispo de Oliveira recebeu tratamento psiquiátrico e está “calmo com as alucinações e apresenta mudança positiva de comportamento”, de acordo com um funcionário da Penitenciária Federal de Campo Grande. As informações são da coluna de Amaury Ribeiro Jr., do portal UOL.

O plano fora da cadeia também inclua a morte do ex-presidente Michel Temer (PMDB). Os planos de Adélio agora incluem “viver uma vida normal”, segundo o último depoimento que prestou em 31 de outubro de 2019. Nesse período, Adélio estava recebendo a medicação psiquiátrica.

Adélio costuma falar sobre a maçonaria e um funcionário da penitenciária afirmou que, na visão do detento, “até o presídio tinha” símbolos da fraternidade. A maçonaria tem ligação com homens de poder, com eventos sigilosos e rituais que são alvos de especulação.

Em seu último depoimento, Adélio Bispo disse que não pode agir para combater a maçonaria, uma vez que ela é “estruturada política e economicamente”.

Admiração dos membros do PCC

A ideia de matar o presidente Jair Bolsonaro e Temer ao sair da cadeia teria surgido após Adélio Bispo ser aplaudido por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso teria acontecido assim que o detento deu entrada na unidade prisional.

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“Em razão da proximidade com os membros da organização, Adélio está [na época do depoimento] eufórico que finalmente ia conseguir matar Bolsonaro e o ex-presidente Michel Temer quando saísse da prisão com uma arma cedida pela facção”, disse o instrutor de pilotos do PCC Felipe Ramos Morais no depoimento que prestou em 19 de agosto de 2019. Ramos é um dos detentos mais próximos de Adélio.

Ao mesmo tempo, também em depoimento, Adélio Bispo disse que procura se manter longe dos membros do PCC porque “não são muito confiáveis”.

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POLÍTICA NACIONAL

Ministério de Damares critica maconha medicinal: “Pouquíssimas evidências”

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Damares Alves%2C ministra da Mulher%2C Família e Direitos Humanos
Alan Santos/PR

Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves,  lançou na última terça-feira (2), a cartilha “Os riscos do uso da maconha na família, na infância e na juventude”, e dentre os pontos citados, critica o plantio da planta para uso medicinal.

Há na Câmara dos deputados uma comissão especial que trata sobre o assunto dos medicamentos feitos à base da cannabis sativa. O relatoR do projeto, é o deputado Luciano Ducci (PSB-PR), que deu parecer favorável à proposta de plantio da maconha, contudo, não há consenso. O governo federal já se mostrou contrário ao projeto, sendo o ministério de Damares um dos braços contrários a tal aprovação.

“É importante salientar que o uso terapêutico dos componentes da maconha ainda é extremamente restrito, contando com pouquíssimas evidências científicas”, diz a cartilha, que contém 31 páginas.

Em uma live feita nesta terça (2), secretários do Ministério da família argumentaram contra o uso medicinal da droga . Contudo, nenhum deles é da área da saúde.

“O uso da maconha causa queda do Q.I do usuário”, afirmou a secretária Emilly Coelho, que também criticou a questão medicInal, classificando como uma “falácia da mídia”:

“O repetido uso medicinal é um mantra. É a armadilha linguística para impor algo danoso. Não há uso medicinal da maconha. É uma falácia da mídia. Não é inofensiva, é lesiva”, afirmou.

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Mauricio Cunha , secretário Nacional da Criança e adolescente, indagou que o uso da maconha, de forma recreativa, leva a doenças psicóticas, com sintomas como medo de morrer e ‘ideias paranoicas’.

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POLÍTICA NACIONAL

Militares atuam para impedir reeleição de Rodrigo Maia, mas aceitam Alcolumbre

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Maia e Alcolumbre
Pedro França/Agência Senado

Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre tentam reeleição, respectivamente, na Câmara e no Senado

A ala militar do governo tem atuado nos bastidores para impedir que o STF (Supremo Tribunal Federal) permita a reeleição de Rodrigo Maia (DEM) na Câmara dos Deputados. Segundo informações da CNN Brasil,  a ideia é convencer os magistrados de impor uma trava à reeleição de Maia; Alcolumbre (DEM-AL), porém, não sofre oposição dos militares para se reeleger no Senado.

Os ministros militares estão trabalhando com a possibilidade de que a trava a Maia seja apresentada em um voto divergente ao do ministro Gilmar Mendes , relator de uma ação em que o PTB contesta a possibilidade de uma nova candidatura na mesma legislatura.

Dessa forma, o presidente do Senado, eleito 2019, poderia disputar a reeleição em 2021, mas Maia, que comanda a Câmara dos Deputados desde 2016, estaria impedido.

O movimento da ala militar leva em conta o fato de ministros da corte admitirem, em conversas reservadas, não haver brecha para pedidos de vista ou de destaque, o que poderia travar o julgamento. 

Caso isso ocorra, Gilmar Mendes – defendor da reeleição de Maia e Alcolumbre – pode ser responsável pela decisão, de forma liminar, já que a eleição está agendada para 2 de fevereiro e o Supremo entra em recesso no dia 18

Já a porção do STF que defende a possibilidade dos dois parlamentares se reelegerem, esperam uma definição do julgamento já nesta sexta-feira, 4 de dezembro. A ala acredita ter a maioria dos votos , o que favoreceria a candidatura de ambos.

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